Pecado de Morte

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13 de Fevereiro de 2020
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Natalino de Souza Breves   


sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos
 
Entre a irmandade da Sã Doutrina Espiritual do Sétimo Dia, é sempre mencionado “pecado de morte”, muito temido principalmente pelos crentes mais antigos, que além de muito medo, tem muita preocupação com esse pecado, pois a instrução do passado é que quem se faz conhecedor dele, não entram no céu, assim como é comum essa expressão em cânticos de hinos sobre o pedido de cuidado para não provar esse pecado, que vão ficar nas trevas e serem lançados no fogo eterno.
 
Há relatos de irmãos antigos, de quando uma pessoa cometia prostituição ou outro pecado conhecido como “pecado de morte” era muito choro, tanto por parte de quem o cometeu, quanto pela família ou irmandade próxima. Isso é a prova da preocupação que havia como a certeza do que cometia tal ação ter perdido o direito da salvação.
 
Nos dias de hoje, muitos estão cheios de dúvidas se realmente esse pecado existe e quais são eles. Alguns chegam até a afirmar que não existe, que todos pecados serão relevados por Deus e há perdão. Isso nos motivou a examinar nas Escrituras Sagradas em busca da informação verdadeira se realmente esse pecado existe e quais são eles. Encontramos que apóstolos de Jesus também tinha preocupação com esse pecado. Isso podemos ter certeza ao ler como menciona o apóstolo João, em sua I Epístola, no capitulo 5, versículos 16 a 17:
 
“Se alguém vir pecar seu irmão, PECADO QUE NÃO É PARA MORTE, ORARÁ, E DEUS DARÁ A VIDA ÀQUELES QUE NÃO PECAREM PARA MORTE. HÁ PECADO PARA MORTE, E POR ESSE NÃO DIGO QUE ORE. Toda a iniquidade é pecado, e HÁ PECADO QUE NÃO É PARA MORTE.
 
Encontramos aqui a afirmação do apóstolo sobre a existência do pecado de morte e sua recomendação sobre o zelo da oração em relação para com esse pecado. Com essa fala do apóstolo, temos a certeza de que ele existe, e em sua recomendação até pede para que não ore por aqueles que pecaram pela morte.
 
Ele disse que há pecados que não são para morte, mas mesmo assim, precisamos tomar muito cuidado com o pecado, por simples que nos parece ser, porque nossa missão, conforme Tiago 5:20, é converter o pecador para salvá-lo, e não ensinar ou incentivar a cometer pecado. Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma.
 
E o apostolo Paulo também nós deixou uma seguinte alertação, Hebreus 10 26:
 
Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.
 
Então o conselho deve ser sempre, cuidado pra não pecar! Se tem por costume cometer algum pecado, desfaça esse costume, procure viver uma vida em santificação sempre e não em pecado.
 
Outro escrito importante do apóstolo João a ser observado está em Apocalipse 21:27 que diz: “E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.”
 
E no capitulo 22 versículo 15 está escrito: “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.”
 
Então entendemos que o pecado de morte é aquele que faz com que o nome seja riscado do livro do cordeiro.
 
Também está escrito em I aos Coríntios 6:9-10:
 
Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
 
Então está escrito muito declarado que há pecados que quem os cometer, não entrarão no céu e se não entram no céu é morte do espírito, uma morte espiritual de desligamento de Deus.

Para nomear alguns pecados que são pecados de morte, temos que recorrer as leis dadas por Deus no tempo de Moisés. Para isso temos que ter o entendimento de que a Bíblia, como inspiração do espirito santo, é espiritual, e como disse o apóstolo Pedro, I Pedro 1,20-21: Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
 
Devemos entender que, no passado as coisas aconteciam na carne e hoje é espiritual e conforme alguns escritos, tudo o que acontecia naquele tempo era sombra do que iria acontecer no futuro, após a vinda de Cristo com a mudança do tabernáculo terrestre para o espiritual. Um escrito que nos afirma isso, podemos ler em Colossenses 2:17, escrito pelo apostolo Paulo que diz: “são sombras das coisas futuras”.
 
Vejamos uma lista de pecados que no tempo de Moises, ou seja, no tempo do antigo Testamento, as pessoas cometiam e por eles eram mortos, apedrejados e em alguns casos queimados, porque era pra tirar o mal do meio de Israel.
 
- Violar o dia de sábado: Números 15. 32 – 36;
- Injuriar a Deus e enaltecer o homem: Números 15. 30 – 31;
- Prostituição: Levítico 21. 9; Números 15. 25;
- Profetizar falsamente: Deuteronômio 13. 5; 18. 20
- Seguir o falso Profeta: Deuteronômio 13. 12 - 15;
- Idolatria: Deuteronômio 17. 2 - 7;
- Filho desobediente: Deuteronômio 21. 18 - 21;
- Roubar (maldição de toda a família): Josué 7. 15 e 25;
- Ser rebelde (Deixar de ouvir as palavras do profeta) Josué 1. 18;
- Dar a semente a Moloque (Aqueles que sacrificavam os filhos ao ídolo): Levítico 20. 2, 3 – 5;
- Virar para os adivinhadores e encantadores (Prostituição): Levítico 20. 6;
- Cometer adultério: Levítico: 20. 10;
- Amaldiçoar pai e mãe: Levítico: 20. 9;
- Possuir a mulher do pai: Levítico: 20. 12;
- Possuir a nora: Levítico: 20. 12;
- Prática de homossexualidade (Ato para com indivíduo do mesmo sexo): Levítico: 20. 13;
- Possuir a mãe e a filha: Levítico: 20. 14;
- Ter relação sexual com animais: Levítico: 20. 15;
- Possuir a irmã (Incesto): Levítico: 20. 16;
- Ter relação em momento de fluxo: Levítico: 20. 18;
- Blasfêmia: Levítico: 24. 11 – 13, 16, 23;
- Matar pessoas; Levítico: 24. 17, 21;
 
O que podemos entender, diante das interpretações espirituais é que, naquele tempo, isso acontecia na carne, isso é, seria morta a carne do que cometia tais pecados, da forma já mencionada acima. Apedrejados e em alguns casos queimados.
 
O que era pecado naquele tempo, continua sendo pecado, porque Deus não mudou. Em Tiago 1. 17 está escrito: “em quem não há mudança” e em Hebreus 13. 8, está escrito: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.”
 
Então entendemos que o pecado que era cometido e gerava morte da carne no passado, hoje gera a morte no espírito. Então eram e continuam sendo pecados de morte. O que muda é a forma como ele traz essa morte, não sendo mais por mãos, e sim, o próprio pecado mata o pecador, uma morte que a carne não sente.
 
Conforme escreveu o apóstolo Tiago em sua carta, 1:14-15: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”
 
Então vemos que a responsabilidade por cometer pecado está em querer fazer as próprias vontade, em querer satisfazer a si mesmo em todos os desejos da matéria. E nisso sabemos que temos uma grande luta, que o apóstolo Paulo chamou de luta da carne contra o espírito. Podemos ler em Gálatas 5. 16 – 21:
 
Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
 
E no versículo 24 está escrito: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”.
 
Quem é de Cristo não é pra fazer a vontade da carne, antes todos desejos e todos vícios, no dia do batismo foram (ou deveriam ter sido) ser crucificados e sepultados para uma vida livre em Cristo, para andar somente em santificação.
 
Nisto nos confortamos com as alertações deixadas pelo apóstolo Paulo Aos Romanos 7. 5 – 14:
 
Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.  E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.  Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
 
Desta forma nós ficamos bem instruídos sobre o perigo do pecado de morte, com a certeza de que ele existe e de onde vem. Assim somos convidados a tomar todos os cuidados necessários, fechar as portas para o inimigo e não dar ocasião para que os desejos da carne se realizem sobre nós, porque sabemos que ele mata o espírito. Isto é, tira o direito da vida eterna, pela contaminação e sujeira do pecado.
 
Vamos todos procurar a viver uma vida sã de esperança em Deus e de certeza de estar em santificação, sem nunca corromper com seus ensinos, e também com muito cuidado sobre o que ouvimos, para não sermos iludidos e seduzidos pelo inimigo que muitas vezes aparece como forma de amigos e nos ensina estratégia para cometer o erro, sabendo que as consequências serão somente nossas.
 
A recomendação é, orar e vigiar sempre.
 
O contexto desse trabalho refere-se a quem é convertido, para que não venha a pecar. Aquele que não é convertido, ainda está em trevas e Jesus pode renová-lo ao arrependimento através da conversão.
 
A paz seja com todos que ler esse trabalho, e o senhor Jesus possa multiplicar em entendimento.
 
Juara, 13 de Fevereiro 2020.
 

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