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Jesus, Filho de Deus

04 de Maio de 2016
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Silvano Sá da Costa   


sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos
  
Jesus de NazaréJesus Nazareno ou Jesus da Galiléia é a forma grega do seu nome por ser filho de Maria com José, o carpinteiro, em Belém.
Por intermédio de Jesus e dos seus ensinamentos nasce o cristianismo.
Os cristãos reconhecem-no como "o Cristo", de onde se origina a nomenclatura Jesus Cristo. Seus discípulos o chamavam Messias,
Embora tenha pregado apenas em regiões muito próximas de onde nasceu, sua influência tornou-se mundial.

Nascimento

 Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado por cinco pequenos livros do Novo Testamento da Bíblia, designados por Evangelhos canônicos: Evangelhos de Mateus,Marcos, Lucas e João, os Atos dos Apóstolos.
Esses Evangelhos narram os fatos mais importantes da vida de Jesus. Os Atos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também dizem alguma coisa sobre Jesus e algumas de suas palavras aparecem noutros lugares.

Nos Evangelhos de Mateus e de Lucas que se tem melhores informações a respeito da infância de Jesus. Enquanto Mateus foi um dos doze apóstolos, Lucas teria empreendido uma pesquisa dos fatos que na sua época já eram relatados de modo que o seu Evangelho é o que mais contém informações a respeito da vida de Jesus na Terra, antes mesmo do seu nascimento.

 A notícia do anjo Gabriel
 
De acordo com o relato de Lucas, na época do rei Herodes, o sacerdote Zacarias, esposo de Isabel, ambos já de idade avançada, recebeu a promessa do nascimento de João Batista através do anjo Gabriel.

No sexto mês da gestação de Isabel, o mesmo anjo Gabriel aparece a Maria na cidade de Nazaré, a qual era virgem e noiva de José e anuncia que ela viria a conceber do Espírito Santo e ser mãe de Jesus.

Lucas relata que, após receber a notícia do anjo, Maria teria passado uns três meses com Isabel e Zacarias nas montanhas de Judá e que depois retornou para sua casa.

Mateus, por sua vez, trás a informação de que José, não teria compreendido inicialmente que Maria recebera a importante missão de conceber o Messias e se afastou de Maria, pelo que um anjo lhe pareceu em sonhos para que ele a recebesse.

Nascimento em uma manjedoura

 
Devido a um decreto de César Otávio Augusto, todas as pessoas que viviam no mundo romano tiveram que se alistar em suas respectivas cidades.
José, por ser da cidade de Belém, sobe com Maria da Galiléia para a Judéia. Chegando ao local de destino, não tendo encontrado hospedagem, nasce Jesus em uma manjedoura.

Segundo Lucas, os pastores da região, avisados por um anjo, vieram até o local do nascimento de Jesus.
Completados os oito dias que determina a tradição judaica, Jesus foi apresentado ao templo por sua família para ser circuncidado, quando foi abençoado por Simeão e Ana.

A visita dos magos do Oriente

É Mateus quem aborda a visita dos magos do Oriente no capítulo dois de seu Evangelho. Os magos teriam chegado a Jerusalém seguindo a trajetória de uma estrela que anunciaria a vinda do Messias ao mundo. E, ao encontrarem Jesus com Maria, adoraram-lhe e ofertaram ouro, incenso e mirra que são presentes valiosos.

A fuga para o Egito e retorno para Nazaré

Também é no livro de Mateus que se encontra a notícia de que José, avisado em sonhos a respeito de um plano de Herodes para matar Jesus, foge com Maria e o menino para o Egito.

Jesus e sua família teriam permanecido no Egito até a morte de Herodes, quando então José, após ser avisado por um anjo em seus sonhos, retorna para a cidade de Nazaré.

Jesus no templo aos 12 anos

 Lucas diz que, aos 12 anos, ele foi com os pais de Nazaré a Jerusalém, para a festa de Pessach, a Páscoajudaica, e lá surpreendeu os doutores do Templo pela facilidade com que aprendia os ensinos, e por suas perguntas intrigantes. (Lucas 2:46-47)

Nesta ocasião demonstra plena consciência de sua missão quando ao ser interpelado por Maria sobre a preocupação causada e afirma cumprir a si "tratar dos negócios do seu Pai" (Lucas 2:49), ainda que não tenha sido José a mandá-lo ficar no templo com os doutores da lei mosaica, referindo-se ao Pai celeste e não àqueles que o buscavam.

Lucas sobre a infância de Jesus afirma que crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele (Lucas 2:40).

Jesus cresceu em Nazaré, visto que era chamado nazareno, e provavelmente, seguindo o costume da época, auxiliava José em seus trabalhos de carpintaria, até este falecer.

Batismo de Jesus

 Foi João Batista, o respeitado pregador, que preparava o caminho para a pregação de Jesus que viria a seguir [João 1:23-27], pregando o arrependimento e batizando os que aceitavam sua mensagem.
Apesar de João Batista afirmar ser indigno de desatar a correia da alparca de Jesus [João 1:27], Jesus entendeu ser batizado no batismo de João; no dia seguinte ao ocorrido João novamente testifica a respeito de Jesus: "Eis aqui o Cordeiro de Deus".
Os evangelhos relatam que, ao ser batizado, o Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de pomba e que uma voz do céu, o próprio Deus, confirmou ser Jesus o seu Filho amado.

A tentação de Jesus

 
Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas relatam que Jesus, após ser batizado, foi levado pelo Espírito Santo ao deserto a fim de ser tentado pelo diabo.
Ali, Jesus esteve 40 dias e 40 noites sem comer e sem beber. E, no final desse lapso temporal, o diabo lhe sugeriu em três situações que pecasse contra Deus. Jesus, no entanto, manteve-se firme e obediente a Deus

A escolha dos 12 apóstolos

 Pelo testemunho de João Batista, dois dos discípulos de João passaram a seguir Jesus, sendo um delesAndré. [João 1:35-37,40]
Os primeiros apóstolos a atenderem o chamado de Jesus foram: André, Simão Pedro, Tiago, João eFilipe. [João 1:40-47 e Mateus 4:18-21]

Convidado a ver aquele que havia de vir, Jesus encontra a Natanael (que alguns estudiosos afirmam ser o mesmo Bartolomeu), e a quem Jesus chamou de verdadeiro israelita, em quem não se encontrava dolo. [João 1:47]
É certo que além deles, muitos seguiam a Jesus, contudo Jesus escolheu doze para serem seus discípulos, sendo agregado ao grupo dos mais próximos: Tiago Menor, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus,Simão e Tomé.

Ministério

 Jesus desenvolveu na Galiléia a maior parte do seu ministério, tendo feito de Cafarnaum uma de suas bases evangelísticas e se deslocando várias vezes pelo lago de Tiberíades. Mas ele esteve também em cidades de Samaria, na Judéia, sobretudo em Jerusalém ocasiões antes de sua crucificação, e em outros lugares de Israel, chegando a passar brevemente por Tiro e por Sidom, cidades da Fenícia.

Anunciava o reino de Deus e afirmava ser ele o próprio Filho de Deus (o que não foi aceito pelos líderes religiosos judaicos, que conspiraram a sua crucificação), e também afirmava ter o poder de perdoar pecados.

Segundo a Bíblia, Jesus realizou inúmeros milagres e instruiu a todos em um novo ensino dizendo que o caminho para a vida eterna não era uma trajetória, mas sim uma pessoa (ele mesmo). João 14:6
Tratava os não-judeus com a mesma benevolência que dedicava aos judeus. Muitos dos seus ensinamentos encontram-se no Sermão da Montanha, transcritos por Mateus capítulos 5, 6 e 7.
Os mestres da Galiléia não confiavam em Jesus, porque ele não evitava os pecadores. Também o temiam porque parecia modificar certas práticas estabelecidas.
Seus discípulos acreditavam ser Jesus o Messias. Certa vez, quando Jesus lhes perguntou quem pensavam que ele era, Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" [Mateus 16:16]. Afirmação a qual não foi repreendida, mas elogiada por Jesus como divina revelação.

A transfiguração

Pouco depois deste episódio, Pedro, Tiago e João tiveram uma visão de Jesus num monte conversando comElias e Moisés, tidos como seus precursores. Tal passagem é conhecida na Bíblia como a transfiguração

Ensinamentos

Com freqüência, Jesus explicava sua doutrina através de parábolas, histórias breves que encerravam ensinamentos. A parábola sobre o Filho Pródigo (Lucas 15:11-32), por exemplo, fala da grande alegria de um pai quando vê retornar à casa um filho que saíra a correr mundo. Jesus usou esta parábola para mostrar o amor e o perdão de Deus aos pecadores que se arrependem. Os Evangelhos mencionam cerca de 70 parábolas.

Combatia o pecado, especialmente a hipocrisia e a crueldade para com os fracos. Sentava à mesa com pecadores e por isso foi muito criticado pelos fariseus. Estava sempre disposto a perdoar, mesmo antes que as pessoas se mostrassem arrependidas. Para Jesus, o poder de Deus era maior que o pecado, e ele ensinava que o arrependimento e a fé podiam salvar os homens.
As curas também são relatadas, pelos ensinos bíblicos; e não estabeleceu uma fórmula milagrosa que curasse, senão a fé. Curou cegos, coxos, paralíticos, corcundas e a Lázaro ressuscitou.

Aos seus seguidores, Jesus oferecia normas de vida por vezes mais dura de cumprir que a própria lei judaica. Ele ensinava as pessoas a amarem a Deus e aos seus semelhantes com toda a força de seus corações e de suas mentes. Frisava que cada pessoa deveria tratar as outras como gostaria de ser tratada por elas. Ensinava: "A quem te esbofetear a face direita, oferece também a esquerda (Mateus 5:39).

Milagres

 Os Evangelhos falam de 35 milagres de Jesus, e que o fazia notável e as multidões sempre o procuravam. O primeiro teria sido em Caná, durante uma festa de casamento, quando Jesus transformou água em vinho. Pouco depois, no lago de Genesaré, teria feito com que Simão Pedro pescasse em sua rede tantos peixes que o barco ameaçou afundar.

Noutra ocasião, registra a Bíblia que Jesus abençoou cinco pães e dois peixes, que puderam ser repartidos entre mais de cinco mil homens, mulheres e crianças, recebendo cada qual o suficiente para comer; e depois, do sobejo, foram recolhidos muitos pães. E, em outra ocasião, Jesus teria deixado perplexos os discípulos, ao caminhar sobre as águas do mar durante uma tempestade.
Muitas histórias dos Evangelhos falam de Jesus curando cegos e doentes. João conta como Jesus trouxe de volta à vida o seu amigo Lázaro, que estava morto e sepultado havia quatro dias. Acreditavam que Jesus usava os seus dons especiais para demonstrar o amor e a misericórdia de Deus.

A Última Ceia

 Jesus chegou a Jerusalém para a semana da Páscoa judaica. No domingo, fez uma entrada triunfal na cidade, chamando a atenção dos moradores da cidade. O povo acreditando nele como o Filho de Deus o aplaudia e cobria seu caminho com panos e ramos de palmeira.

O Julgamento

 Jesus foi para o jardim de Getsêmani, na encosta do monte das Oliveiras, em frente ao Templo. Três discípulos - Pedro, Tiago e João - faziam-lhe companhia, mas logo adormeceram. Jesus orou em agonia espiritual, mas submeteu-se à vontade de Deus. Um pelotão de homens armados chegou ao jardim para prender Jesus enquanto ele orava. Judas Iscariotes, um dos apóstolos, indicou quem ele era com um beijo. Judas havia traído o Mestre por 30 moedas de prata. Mateus conta que, depois disso, Judas enforcou-se.

Os soldados levaram Jesus para a casa do supremo sacerdote. A lei judaica não permitia que o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reunisse durante o Pessach e condenasse um homem à morte durante a noite. Mas alguns membros do Sinédrio resolveram interrogar Jesus de qualquer modo. Primeiro o acusaram de ameaçar destruir o templo, mas as testemunhas entraram em desacordo. Por fim, perguntaram a Jesus se ele era o Messias, o Filho de Deus e rei dos judeus. Jesus respondeu que era, e foi então acusado de blasfemar ao dizer-se Deus.

Na manhã do dia da preparação, os líderes judeus levaram Jesus à presença de Pôncio Pilatos, que então governava a província romana da Judéia. Acusavam-no de estar traindo Roma ao dizer-se rei dos judeus. Como Jesus era galileu, Pilatos enviou-o a Herodes - que governava a Galiléia. Lucas conta que Herodes zombou de Jesus, vestindo-o com um manto real, e devolveu-o a Pilatos.

Era de praxe os governantes romanos libertarem um prisioneiro judeu por ocasião do Pessach. Pilatos expôs Jesus e um assassino condenado, de nome Barrabás, na escadaria do palácio, e pediu à multidão que escolhesse qual dos dois deveria ser posto em liberdade. A multidão voltou-se contra Jesus e escolheu Barrabás. Pilatos condenou então Jesus a morrer na cruz. A crucificação era uma forma comum de execução romana, aplicada, em geral, aos criminosos de classes inferiores.

 A crucificação
 
Os soldados romanos zombaram de Jesus por considerar-se rei dos Judeus. Vestiram-no com um manto vermelho, puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos e, na mão, uma vara de bambu. A seguir, espancaram-no e cuspiram nele. Forçaram-no a carregar a própria cruz, como um criminoso. Ao vê-lo perder as forças, ordenaram a um homem, de nome Simão Cireneu, que tomasse da cruz e a carregasse durante parte do caminho.

Os romanos pregaram Jesus na cruz fora da cidade, num monte chamado Gólgota ou Calvário. João conta que escreveram, no alto da cruz, a frase latina Iesus Nazarenus Rex Iudeorum, que significa Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Essa inscrição foi também feita em grego e em hebraico. Puseram a cruz de Jesus entre as de dois ladrões. Antes de morrer, Jesus disse: "Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem" (Lucas 23:24). Durante, ele clamou: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27:46) Estudiosos fazem referência a essa citação ao cumprimento do que está profetizado no Salmo 22, visto que essa frase tratava-se do primeiro verso deste capítulo, e era um costume judaico salmodiar segundo as circunstâncias, o que possivelmente Jesus teria feito. Depois de três horas, Jesus morreu. José de Arimatéia e Nicodemos depuseram o seu corpo num túmulo recém-aberto, e o fecharam com uma pedra.

A Ressurreição

Os Evangelhos contam que, no fim do sábado e início do domingo, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus. Encontrou a pedra fora do lugar e o túmulo vazio. Depois disso, Jesus apareceu a ela e a Simão Pedro. Dois discípulos viram-no na estrada de Emaús. Os Evangelhos dizem que os onze apóstolos fiéis encontraram-se com ele, primeiro em Jerusalém e depois na Galiléia.
 

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