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Bebidas Alcoólicas e Músicas Mundanas

01 de Agosto de 2016


Escrito por Silvano Codogno   
05-Oct-2012
sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos

 - silvanocodogno@gmail.com
BEBIDAS ALCOÓLICAS
Acredito que as bebidas alcoólicas assim como as musicas mundanas estão no mesmo nível de restrição em relação a serem utilizadas em eventos de nossa doutrina, mais especificamente em celebrações de casamentos, aniversários e confraternizações. De forma bem resumida, analisemos os ensinos espirituais da Palavra de Deus: Segundo a Bíblia somos ao mesmo tempo Reis e Sacerdotes de Deus e Templo do Espírito Santo.
Apocalipse 1 v 6: “e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!”.
I Coríntios 6 v 19“Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Como os sacerdotes levitas ministravam no templo, nós também, como ministros do espírito e dum novo testamento, devemos primeiramente ministrar a nós mesmos, quem é casado executa o sacerdócio para si e para sua família e os solteiros executa o sacerdócio para si mesmo. Tantos solteiros como casados devem estender esse sacerdócio para a igreja, contribuindo para a edificação e salvação de todos. Devemos estimular uns aos outros no que é bom e no que edifica de forma que podemos sempre estar indo ao encontro do Senhor Jesus, pois existe uma atitude que é uma das principais do cristão: Obediência
                                                 
Hebreus 5 v 9/10: “ E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque”.
E com isso, esse Sumo Sacerdote vai dando prosseguimento em seu grande trabalho, conforme lemos emHebreus 7 v 25: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.

Paulo nos dá essa demonstração quando assim diz em sua primeira epístola aos Coríntios no capítulo 9 v 27“Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”.
A ordem de Deus para Aarão e seus filhos, quando esses ministravam o Sacerdócio Levita era clara: 
Levítico 10 v 9/10“Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo”. Para compreendermos um pouco mais a questão, haja vista que Nadabe e Abiú que eram filhos de Aarão morreram por terem trazido fogo estranho na tenda. Vamos ver o que o profeta Isaías diz em relação a esse assunto.
Isaías 28 v 7: “ Mas também estes erram por causa do vinho e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte, andam errados na visão e tropeçam no juízo”. É provável que isso possa ter ocorrido com os filhos de Aarão, de outra maneira não teriam trazido fogo estranho para dentro da tenda, pelo menos não em sã consciência.
Passado muito tempo, ainda vemos as preocupações dos profetas em relação a isso; Ezequiel torna a lembrar os Israelitas desse assunto quando escreve:
Ezequiel  44 v 21“E nenhum sacerdote beberá vinho quando entrar no átrio interior”. Importante lembrar que esses profetas não falavam de si mesmos, mas da forma como nos ensina a Bíblia.
I Pedro 1 v 10/11Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir”.
Como o Senhor apresentou a igreja a si mesmo? Efésios 5 v 27:para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível ”.
Nós devemos procurar também apresentarmo-nos desta maneira diante do Senhor, pois estamos permanentemente perante a sua face. Não é só quando estamos no templo, nas searas residenciais ou em qualquer outro ajuntamento espiritual que estamos diante do Senhor, mas estamos também quando estamos em qualquer lugar, na escola, no trabalho, numa viagem, enfim são várias as ocasiões que estamos não necessariamente congregados com nossos irmãos. 

Nossas obras devem ser as mesmas em todos os lugares. Alias, temos um bom exemplo que aconteceu com o patriarca Jacó. É possível notar como os patriarcas tinham bem definido esse conceito de estarem sempre na presença de Senhor. Gênesis 28 v 10/17:Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi-se a Harã. E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar. E sonhou: e eis era posta na terra uma escada cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.
E eis que o SENHOR estava em cima dela e disse: Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente. E a tua semente será como o pó da terra; e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul; e em ti e na tua semente serão benditas todas as famílias da terra.
E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito. Acordado, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia. E temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus.
Então julgo que, principalmente nas ocasiões onde se está invocando o nome do Senhor Deus e anunciando a sua palavra, onde há ajuntamento do povo santo e formação espiritual do corpo do Senhor Jesus e isto diante de convidados não pertencentes à Doutrina do Senhor , não devemos usar tal procedimento.
O casamento é uma boa oportunidade de pregar a palavra de Deus ao ouvinte gentio, mesmo que o assunto do dia seja praticamente quase todo voltado para o casamento, é pregado e ensinado nessas oportunidades contra a prática do divórcio, do adultério, da prostituição entre outras mais.
Pode haver arrependimento e conversão. Não seria adequado servir bebidas alcoólicas no final de uma bela exposição da palavra de Deus e mediante o culto espiritual realizado. A luz não tem comunhão com as trevas, isso é muito claro. 

Outra análise pode ser feita em cima do argumento que segue: Se o beber socialmente está relacionado com o beber pouco é bom tomarmos cuidado, pois não sabemos quantificar o quanto é esse pouco.  O pouco pode nos prejudicar e sob esse aspecto Paulo escreve.
Gálatas 5 v 7/9 Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. Um pouco de fermento leveda toda a massa”.
I Coríntios 5 v 7: “ Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. Precisamos de nossa mente, de nosso intelecto, de nosso juízo em perfeitas condições para servirmos a Deus! Pois é em nosso coração e mente que os ensinos espirituais foram e estão postos.
 Hebreus 8 v 10: “Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo” .
O álcool é potencialmente perigoso para nossas mentes e pode embaraçá-las como lemos em:
Isaías 5 v 20:“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!”.
Devemos fugir da aparência do mal e fazer como Paulo escreveu a Timóteo, para que ele tivesse cuidado dele mesmo e da doutrina, lemos isso em I Timóteo 4 v 16.
 
MÚSICAS MUNDANAS
Quanto às músicas mundanas também devemos ter grande cuidado de não inseri-las em nossos eventos e como já citei, principalmente em dias de casamentos onde a probabilidade de ter um público gentio é maior, e mesmo que não tivesse tal público penso que essa é à postura mais adequada: De não utilizar tais músicas nestas celebrações.
A palavra música, apenas para esclarecimentos, era usada no Antigo Testamento para o “Serviço de Deus” como vemos em I Crônicas 16 v 42“Com eles, pois, estavam Hemã, e Jedutum, e trombetas, e címbalos para os que os faziam ouvir, e instrumentos de música de Deus; porém os filhos de Jedutum estavam à porta”.
Óbvio que nenhum de nós vai usar esse versículo para justificar o uso de músicas em cerimônias, só o fiz para que a compreensão fique mais clara e até porque a Bíblia chama de Música de Deus. No Novo Testamento vemos a palavra música dar espaço para: Hinos, Salmos e Cânticos Espirituais. Esse conjunto de louvores (Hinos, Salmos e Cânticos Espirituais) deve ser oriundo de um só lugar.
Salmos 149 v 6: “Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus e espada de dois fios, nas suas mãos”. Nenhum outro objeto deve produzir algum tipo de música naquele que foi o lugar escolhido para se realizar a obra de Deus. Por si só os cânticos trazidos pelo consolador e nossas orações são instrumentos de forma e de uso espiritual, conseguimos ver isso em:
Apocalipse 5 v 8:“ E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos”.
A música mundana é identificada na Bíblia e isso pode ser visto no episódio do bezerro de ouro em Êxodo 32. O versículo 6 diz assim: “E, no dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois, levantaram-se a folgar”.
Seguindo com a leitura do texto, vemos o diálogo registrado entre Moisés e Josué: v 17/18: E, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de guerra há no arraial. “Porém ele disse: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos, mas o alarido dos que cantam eu ouço”. Pela resposta de Moisés fica claro que ele discerniu aquele som, pois não lhe era familiar e nem fazia parte dos alaridos que ele conhecia e de que faz menção.
Consideremos:
 - Ele menciona Alarido dos Vitoriosos: Podemos ver isso quando Deus dá vitória aos israelitas sobre os egípcios. Êxodos 15 v 21: “E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque sumamente se exaltou e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro”.
– Ele menciona também o Alarido dos Vencidos: Situação que vemos na morte do rei Josias em II Crônicas 35 v 23/25 E os flecheiros atiraram no rei Josias; então, o rei disse a seus servos: Tirai-me daqui, porque estou gravemente ferido. E seus servos o tiraram do carro, e o levaram no segundo carro que tinha, e o trouxeram a Jerusalém; e morreu, e o sepultaram nos sepulcros de seus pais; e todo o Judá e Jerusalém tomaram luto por Josias. E Jeremias fez uma lamentação sobre Josias; e todos os cantores e cantoras falaram de Josias nas suas lamentações, até ao dia de hoje; porque as deram por estatuto em Israel; e eis que estão escritas na coleção de lamentações”.
E podemos ver essa lamentação na Bíblia Sagrada em Lamentações de Jeremias 4 v 20 O respiro das nossas narinas, o ungido do SENHOR, foi preso nas suas covas; dele dizíamos: Debaixo da sua sombra viveremos entre as nações”.

Como a Bíblia identificou que as ações dos filhos de Aarão não foram boas por terem trazido fogo estranho para a tenda, aqui no caso em questão ela também identifica e faz distinção entre: O Alarido dos Vitoriosos, o Alarido dos Vencidos e o Alarido dos que cantam. Então devemos tomar cuidado com os Alaridos dos que cantam, que são as músicas mundanas, pois elas não fazem parte da comunhão que temos com Deus nem das celebrações da Doutrina do Senhor Jesus.

Filipenses 4 v 7/8E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo tudo o que é puro tudo o que é amável tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.
De vosso irmão na fé em Cristo Jesus,
Silvano Codogno
Abril/2012

Atualizado em ( 15-Oct-2013 )

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