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Reforma Ortogáfica

31 de Julho de 2016


Escrito por PAPE_JSD - Entrevista com Evandro   
14-Mar-2010
O PAPE INFORMA Boletim Informativo das Atividades do Programa PAPE_JSD – nº. 23 - Agosto de 2009.
Mensagem da Coordenação
 - Por José Fatuch Jr.

COMO ESTAMOS, EM MEIO À CRISE?
    Perto de completar um ano desde o início da crise financeira mundial, já podemos ver alguma luz no fim do túnel.
   Em que pese ainda haver efeitos do forte impacto econômico ocorrido nos últimos meses, em todo o mundo, vários países, cada qual em seu ritmo, já começam a experimentar recuperação em suas economias.

   O Brasil é um dos que se saíram melhor, ou menos mal, diante das dificuldades que atingiram desde as maiores potências até as nações mais humildes.

   Parte dessa reação, segundo analistas, deveu-se à intervenção governamental na forma de incentivos ao consumo, como a redução do IPI dos automóveis e de aparelhos da chamada linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar) ou mediante estímulos ao crédito, principalmente via bancos estatais, como BB e Caixa Federal.

   Nesse sentido, o Banco do Brasil, apostando na virada positiva de nossa economia, atuou firme na concessão de linhas de crédito diversas, em geral com taxas de juros abaixo daquelas praticadas pelo mercado financeiro privado.

   Ganhou o Brasil, com a ampla oferta de crédito que facilitou a retomada do crescimento: ganhou a população, que pode ver reduzidas as taxas de juros de várias linhas e, finalmente, ganhou o próprio BB, que voltou a ocupar o posto de maior banco do  País, graças à elevação de seus ativos.

   Muita coisa ainda pode acontecer, mas o que se vê, por enquanto, são sinais animadores de que o mundo pode estar saindo da crise com menos prejuízos do que se esperava. Tomara que sim!
   Até a próxima, se DEUS quiser.
 
A REFORMA ORTOGRÁFICA
 - Por Bruna Gabriela
 
   A nova reforma ortográfica trouxe bastante confusão à cabeça dos brasileiros, apesar de dizerem que uma das principais causas de sua existência é que ela facilitaria nossa compreensão e aprendizado dessa língua tão rica que é o Português.

   Nos casos das letras K, W e Y, que vieram a fazer parte de nosso alfabeto, e do trema, que caiu em desuso, não foram encontradas maiores dificuldades, além do detalhe de se ter que lembrar de escrever as palavras tranquilo e linguiça assim, sem os pinguinhos nos iiiis.

   Já as palavras que perderam o acento agudo, como jibóia, que passou a ser escrita jiboia, pára (verbo parar), que passou a ser escrita para, e feiúra, que passou a ser escrita feiura, causam grandes confusões nas cabeças dos brasileiros. As novas regras do hífen, então, nem se fala!

   O problema é que essas mudanças levam um certo tempo para serem gravadas na memória, sendo que, mesmo antes delas, nossa dificuldade já era grande em memorizar as regras ortográficas anteriores.

   O Novo Acordo Ortográfico também foi criado visando a difusão do nosso idioma e a facilitação do aprendizado a estrangeiros. Por outro lado, ele confunde a cabeça de pessoas recém-alfabetizadas pela Língua Portuguesa, principalmente crianças.

   A questão é: a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa, que começou a ser discutida em 1990 e levou mais de dezoito anos para se concretizar, veio realmente como uma melhoria ou as dificuldades que trouxe pesam mais, como ponto negativo, na balança dos fatos?
  
ESPAÇO PROFISSÃO
 - Por: Sidney Mendes
 
ProUni e Cursos Técnicos
   Em países de poucos recursos financeiros, como o nosso, a criatividade é essencial na hora de implementar políticas públicas.  O ProUni (Programa Universidade para Todos) é um bom exemplo disso. Antigamente, os governos, quando falavam em investir no ensino público superior, tinham como idéia a construção de grandes universidades em diversos locais do país. E de fato, grandes Universidades Públicas foram criadas, como por exemplo a USP, a Unicamp, a UNB, etc  Porém, essas universidades logo ficaram longe do público a que se destinavam, ou seja, as pessoas de baixa renda que queriam estudar e não tinham condições de pagar uma universidade. Isso porque nessas Universidades os cursos, muitas vezes de horários diurnos, eram inacessíveis para aqueles que tinham de trabalhar durante o dia. Durante muito tempo no Brasil tínhamos uma condição anormal no ensino superior (bem diferente da situação de outros países), onde as pessoas de baixa renda estudavam em escolas públicas o ensino médio e cursavam faculdades particulares no curso superior.

   Já a maioria das pessoas de renda mais elevada, estudavam em escolas particulares no ensino médio e faculdades públicas no ensino Superior.  Durante muito tempo, e ainda hoje isso é percebido, pessoas com diplomas de universidades federais e estaduais, tinham melhor aceitação no mercado de trabalho. Isso porque as pessoas que estudavam nas universidades públicas eram oriundas de classes sociais bastante exigentes e formadoras de opinião. Ou seja, pessoas de classe  média e alta do país.

   O ProuNi veio para mudar esse panorama.  O governo federal identificou nas universidades particulares muitas vagas em aberto, ou seja, as universidades particulares funcionavam com menos da capacidade total instalada. O governo então resolveu criar um programa que permitisse as pessoas o acesso a essas vagas ociosas das universidades particulares, concedendo bolsas de estudo variáveis de acordo com a renda familiar de cada aluno.  

Dessa maneira, o governo não precisaria construir edificações (que geram custos na obra e de manutenção), a máquina administrativa não cresce, os donos de universidades particulares ficam contentes pois recebem do governo as mensalidades dos bolsistas, e os alunos conseguem estudar com subsídio total ou parcial do governo.  O nível de educação do país melhora e nação cresce.  Não podemos negar, o ProUni foi uma grande idéia e está sendo um sucesso!
 
Ensino Técnico no Estado de São Paulo
   Idéia semelhante teve o governo de São Paulo com relação ao ensino Técnico.  Há alguns anos , o governo estadual reestruturou a distribuição de vagas nas escolas com ensino noturno.  A idéia era otimizar as vagas nas salas de aula e isso foi alcançado. Pois bem, de lá para cá, é comum observarmos diversas escolas estaduais fechadas no período noturno. Ou seja, uma estrutura ociosa.  O governo então identificou nessas instalações ociosas, espaço para a criação de cursos técnicos noturnos. Foi firmado um convênio entre a secretaria Estadual da Educação e o Centro Paula Souza, com certeza, uma grande idéia que irá beneficiar muitos jovens que almejam cursar o ensino técnico.
  
DICAS DA REFORMA ORTOGRÁFICA
 - Por Júlia
Agradecemos nossa irmã Sandra Ferreira, que disponibilizou aos participantes do PAPE alguns guias contendo as principais alterações na ortografia da Língua Portuguesa.
Confiram algumas dicas apresentadas no guia:

1.     As palavras terminadas em “eem” e “oo(s)” perderam o acento gráfico. Ex.: abençoo, creem, doo, enjoo, leem, veem, voo.
Não se usa mais acentos diferenciais nos pares: pára/para, pêlo/pelo, pólo/polo e pêra/pera.
  
ESPAÇO EDUCAÇÃO        
                
 - Por Carlinhos Edwiges                                       
A mente humana é fascinante e muito já se tem estudado sobre o assunto, mas ela ainda é um grande mistério para a ciência. Mas já avançaram bastante e hoje sabe-se que a mente grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, de você próprio ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você os aceite. Essa ação sempre acontecerá, independente se traga ou não resultados positivos para você.

   A sua mente cumpre, ao pé da letra, tudo que lhe é enviado e aceito por você, seja bom ou ruim e sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte orgânica ou o psicológico.

   Por isso devemos nos atentar para filtramos o que enviamos para nossa mente, sejam notícias, informações, desejos, necessidades, pensamentos, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado.

   Recentemente houve uma tragédia aérea. Um avião que partiu do Rio de Janeiro, com destino a Paris, caiu no Oceano Atlântico. A mídia ficou muitos dias trazendo notícias sobre o assunto. Eram especialistas em diversas áreas que tentavam dar explicações sobre o acidente e em meio as tentativas de esclarecimentos, alguns canais de informação chegaram a divulgar notícias como: “avião foi abduzido por extraterrestes”, “avião desintegra no ar e não deixa pistas”, entre outras.

   A meu ver, a divulgação de algumas notícias deveriam passar por critérios mais rigorosos, porém chega a ser mais interessante ainda que muitas pessoas simplesmente acreditam cegamente em qualquer informação divulgada, por mais absurda que seja. Não quero dizer que não devemos acreditar em nada que é publicado, mas sim, que devemos ser mais cuidadosos com o que vemos, lemos ou ouvimos, para isso utilizamos nossos filtros.

   Há poucos dias li uma história que em resumo falava de uma senhora idosa que ao se mudar para uma casa de repouso, antes mesmo de chegar ao lugar, decidiu em sua mente que ia gostar de lá. Dizia ela que é uma questão de escolha e ela já tinha escolhido ser feliz naquele lugar e se dar bem com as pessoas que fariam parte de sua convivência a partir de então.

   Às vezes fazemos o contrário e decidimos não gostar de alguma coisa antes mesmo de conhecer, nem damos chance e em muitas ocasiões perdemos oportunidades incríveis por nosso pré conceito estar errado.

   Estudar para um vestibular ou um concurso é um outro exemplo legal. Alguns se inscrevem mas em sua mente dizem: “Ah, é muita gente, eu não vou passar”. Será que este pensamento é um bom começo? Se você pensar assim, estará condicionando sua mente a trabalhar desta forma, ou seja, contra você. Lembre-se que coisas boas atraem coisas boas e o mesmo acontece com as coisas ruins. O fato de haver concorrência, muitas vezes grande, tem que ser fato motivador para a busca da melhor preparação possível para se alcançar o objetivo de passar e conseguir a vaga desejada.

   Quando decidimos dentro de nós mesmos que vamos vencer, nós venceremos. Porém, quem pensa em fracassar já fracassou mesmo antes de tentar. É correr atrás de sua felicidade, e não é feio nem humilhante lutar por isso. Humilhante é não lutar e feio é achar que perdeu antes da luta começar. A escolha é sua, pois somos o que pensamos e acreditamos ser.
 
“A vontade de se preparar precisa ser maior do que a vontade de vencer”
(Bob Knight)
  
ENTREVISTA DO MÊS
 - Evandro
O nosso convidado de hoje é o EVANDRO M. DE OLIVEIRA, filho de nossos irmãos NIVALDO X. DE OLIVEIRA E IVANILDE NEVES M. DE OLIVEIRA, residentes na cidade de Dracena. Ele nasceu em Dracena (SP) e passou a frequentar, recentemente, a congregação do Jardim São Cristóvão. Estamos dando continuidade a uma série de entrevistas com jovens recém-formados da Sã Doutrina.

1)Fale um pouco sobre a sua recente mudança para Campinas.
 Devido ao meu namoro e objetivando o casamento mudei-me para Campinas em novembro/2008 e fui morar com os meus tios Zico e Izabel. Em relação ao emprego solicitei transferência e vim para Campinas no mesmo cargo que ocupava em Dracena.

2)Quais as principais diferenças que você percebeu entre as cidades?
As diferenças foram muitas. Em Dracena, para ir até o trabalho, gastava cerca de cinco minutos, enquanto aqui gasto trinta minutos. A cidade é muito grande, é outra realidade. No trabalho, convivo diariamente com muito mais clientes e, consequentemente, com muito mais problemas e oportunidades. Outra diferença é em relação a população, pois estava acostumado com um público mais tranquilo e em Campinas, grande parte das pessoas são mais apressadas.

3)O mercado de trabalho está muito competitivo?
Está muito competitivo. Hoje, não adianta apenas fazer um curso superior para conseguir um bom emprego, mas a pessoa tem que ter algum diferencial, como saber outro idioma e curso de informática de intermediário para frente. Para ter um emprego bom tem que estudar muito, pois as empresas estão muito criteriosas no momento de recrutar profissionais para o seu quadro de funcionários. Até para galgar promoções dentro das organizações as pessoas tem que estar preparadas e com algum diferencial, sempre atualizadas nos seus estudos.

4)Como foi a sua formação até o segundo grau?
Estudei, na minha opinião, na melhor escola pública de Dracena, E.E. 9 de Julho. Nesta escola estudei da pré-escola até o 3º ano do ensino médio, então minha formação, dentro do que as escolas públicas ensinam, foi boa. Quando estava cursando o 2º ano do ensino médio fiz o curso Técnico em Contabilidade de um ano e meio no período noturno.

5)E sobre o curso superior?
A minha formação acadêmica foi no curso de Ciências Contábeis no Centro de Ensino Superior de Dracena. A minha graduação foi muito tranquila, com o curso de Técnico em Contabilidade que fiz adquiri bastante conhecimento e isto facilitou o meu desempenho na faculdade pois tinha noção de todas as matérias do curso.Graças ao meu desempenho no curso fui indicado para participar de um processo seletivo do Banco Real, do Grupo Santander Brasil, em que fui aprovado e contratado para trabalhar, onde estou até hoje.

6)Em relação aos estudos, o que pretende fazer para atualizá-los?
Em relação aos estudos, assim que terminei a faculdade fiz, em Dracena, um curso preparatório para concursos públicos para a carreira fiscal, em que as aulas eram por videoconferência. Continuei estudando para concursos até 2008 e, quando me mudei para Campinas, desacelerei o ritmo. Pretendo fazer uma pós graduação, talvez em 2010 e também cursar uma segunda faculdade.

7)Como era e como está sendo a sua participação nas atividades da Sã Doutrina?
A minha participação nas diversas atividades da Sã Doutrina, em minha concepção, foi um pouco tardia, mas consegui desempenhar algumas funções que me ajudaram muito. Fui 2º tesoureiro no Lar Beneficente de Dracena e também participei da Direção da Reunião de Jovens, sendo coordenador e depois sendo secretário. Em Campinas, participo da comunidade do Jardim São Cristovão, que me recebeu muito bem e possui um grupo muito bom de se conviver e não desempenho nenhuma atividade, sou apenas um participante da Reunião de Jovens, Moças e do PAPE.
 
E você, não quer mandar a sua contribuição para o Jornal do PAPE? Se quiser preparar e enviar alguma mensagem ou texto, de sua autoria ou não, é só escrever para: fatuch@uol.com.br
(Obs. Não deixe de citar a fonte, caso não seja o próprio autor.)
 
Atualizado em ( 23-Aug-2010 )