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A escolha mais importante: empresa ou profissão?

31 de Julho de 2016


PROGRAMA DE APRIMORAMENTO PROFISSIONAL E ESTUDANTIL DOS JOVENS DA SÃ DOUTRINA
Maio e Junho - 2010
Mensagem da Coordenação
 Por José Fatuch Jr.
Hoje estamos abrindo espaço para um artigo de nosso irmão Jecer de Brito, que além de escritor, também atua proferindo palestras motivacionais.
Não percam, também, a entrevista com a Patricia Mena, bem como as outras boas mátérias dos coordenadores do PAPE_JSD.
Até a próxima, se DEUS quiser.
 
DESENVOLVIMENTO
Por Jecer de Souza Brito
Escritor e Palestrante Motivacional
 
Nada mais é do que a transformação ascendente de algo por ele mesmo, ou seja, subentende-se um paradoxo, entretanto, há de se dizer que uma pessoa não se desenvolve ao ponto de se tornar duas pessoas. Porém, pode ter o conhecimento de dez ou cem pessoas que não se desenvolveram, quer seja na vida religiosa, social, profissional ou intelectual.
Enfim, tudo pede melhoramentos, progressões, etc.

Os grandes pensadores dizem que tudo que se desenvolve jamais retorna à forma anterior, assim sendo, progressistas e conservadores não mais retornarão a viver como na idade da pedra, pois, pedras agora são ouro ou diamantes muito bem lapidadas a balançar nos "brincos dos abastados" e que, diga-se de passagem, são desejadas por muitos. Não obstante, para tê-las tem que necessariamente se desenvolver, caso contrário, você vê o paraíso mas não entra nele.
 
DIA DO MEIO AMBIENTE
Por Júlia
 
Em 5 de junho, comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, que foi estabelecido em 1972, em uma importante conferência da Organização das Nações Unidas (ONU). Infelizmente, apesar da importância da data, temos poucos motivos para celebrar.O derramamento de petróleo no Golfo do México, ocasionado por um acidente em uma plataforma da empresa britânica BP, já completa aproximadamente dois meses. O vazamento pode ser equivalente a até 40 mil barris por dia e as ações efetuadas promoveram pouco avanço na contenção desse volume.

           No Brasil, alterações no Código Florestal têm sido propostas na Câmara de Deputados. A  udança reduziria drasticamente a cobertura vegetal em nosso país, pois as áreas de preservação permanente e outras áreas de proteção exigidas seriam significativamente reduzidas. Enfim, são muitas as catástrofes ambientais que temos observado. Porém, deixemos que essa data tão importante nos leve à reflexão sobre nossas atitudes cotidianas e como podemos fazer para melhorar nosso comportamento em busca de maior preservação ambiental.
 
“Nada consegue impedir o homem que tem a atitude mental correta de atingir as suas metas; nada na Terra consegue ajudar o homem com a atitude mental errada.”
(Thomas Jefferson)
  
ESPAÇO PROFISSÃO
Por Sidney Mendes da Silva
 
 Qual das escolhas é mais importante: a empresa ou a profissão?
 
  Uma pergunta para reflexão de todos: O que interfere mais na vida de uma pessoa: a profissão escolhida ou a empresa onde se trabalha? Quando somos bem jovens, e estamos no início dos estudos, a resposta para essa pergunta é quase óbvia. A profissão escolhida é o fator principal que vai determinar o estilo de vida futuro.

Mas será que é assim mesmo? Uma pessoa que já trabalha há vários anos na sua profissão em uma determinada empresa, pode ter uma resposta diferente.

Na verdade, a profissão escolhida interfere sim no estilo de vida, porém, a empresa onde se trabalha representa também um importante papel nesse estilo de vida. Aliás, na minha opinião, a empresa interfere muito mais no estilo de vida do que a própria profissão. O que tenho observado é que, principalmente nas grandes empresas, pessoas de cargos e profissões diferentes, são levadas a engajarem nos projetos da Companhia com muito afinco. E normalmente esses projetos da Companhia têm relação direta com os negócios e com o foco da empresa.

Isso faz com que a empresa toda atue, ou trabalhe, como se fosse um grande time. Isso cria vínculos entre os funcionários e, no dia a dia, às vezes, a profissão ou o cargo das pessoas passam desapercebidos no ambiente interno dessas empresas. É comum eles dizerem: somos funcionários da empresa “X” ao invés de dizerem somos engenheiros (ou técnicos) da empresa “X”. Embora ainda exista corporativismo dentro das empresas, o que tenho observado ultimamente é o Corporativismo para “fora”, ou seja, os empregados defenderem suas empresas dentro do conjunto das empresas do mercado. E isso é muito incentivado pela alta direção das empresas.

Uma coisa importante a ser destacada é que, ao trabalharmos em uma empresa, e as empresas diferem muito entre si, nossa carreira passa a ser direcionada para os negócios daquela empresa. É comum as pessoas fazerem cursos de aperfeiçoamento voltados para a área de atuação de sua empresa, bem como treinamentos fornecidos pela própria empresa. As pessoas passam então a condicionar seu estilo de vida como horários, relacionamentos e até mesmo moradia em função do seu emprego. Ou seja, toda a rotina passa a gravitar em torno do emprego. Nesse ponto quero destacar que essa rotina não pode, nem deve interferir na nossa rotina religiosa.

Conheço inúmeros casos de pessoas que suas carreiras foram determinadas exclusivamente pela empresa onde trabalharam. Conheço também outros casos de pessoas que tiveram uma formação e ao conseguirem um emprego em uma grande empresa com foco diferente da sua formação, voltaram para a escola, buscaram formação compatível com os negócios da empresa e hoje são funcionários de muito sucesso.

Se ao invés de optar por um emprego, você partir para uma carreira autônoma, e aí podemos ter vários exemplos: advocacia, engenharia, odontologia, medicina,etc., o estilo de vida será muito diferente quando comparado a uma pessoa que trabalha em uma empresa, porém será necessário cultivar uma característica, ou virtude, muito importante: a disciplina.

Nos dias de hoje, em uma empresa, seja ela pequena, média ou grande, todos são cobrados e avaliados continuamente através de uma hierarquia. Todos têm metas a cumprir, projetos para entregar, prazos, etc. Se por um lado isso gera um certo “stress”, podemos considerar isso positivo, porque de certo modo essa cobrança nos “empurra” rumo à produtividade e consequentemente o emprego e a carreira são preservados. Já o autônomo é cobrado por seus clientes e o resultado positivo do seu trabalho depende exclusivamente da sua atuação, daí a importância da disciplina.

Para concluir, quero dizer que, ao iniciarem suas carreiras, atentem bem para a empresa onde vão trabalhar. Se tiverem mais de uma proposta, a escolha entre uma ou outra fará uma grande diferença.
Muito mais do que você imagina! Paz de Deus seja com todos.
  
ESPAÇO EDUCAÇÃO
Por José Carlos Edwiges
 
 ALUNO MODELO
 
Muitos de nós crescemos ouvindo falar sobre um modelo perfeito de aluno. Era mais ou menos assim: alguém que não faltava, era queridinho da professora, não fazia bagunça, não se envolvia em confusão e as notas, ah! as notas, eram sempre as melhores, um 7 já era motivo de dor de barriga, de ficar a noite sem dormir por causa da uma nota baixa. Você deve conhecer alguém assim e se lembrar dele ou dela enquanto lê este artigo.

Quando eu era jovenzinho, eu até tinha alguns amigos(as) assim. Mas não quero falar sobre estes, e sim sobre dois amigos, que apesar de fugir deste padrão de aluno modelo perfeito, possuíam características muito interessantes que eu particularmente admiro.
Lembro do Niltinho no colegial e do José Felisberto, na faculdade. Aliás, que saudade dos meus amigos de adolescência. Com a minha vinda para Campinas perdi contato com muitos deles, muitos foram embora também, assumiram compromissos, constituíram família, enfim, tomaram um rumo na vida.

O Niltinho estudou os quatro anos do colegial comigo, também éramos da guardinha da nossa cidade. O Niltinho era daqueles que só passavam de ano na marra, na última prova, no último trabalho, na recuperação. Lembro de ter ajudado ele em algumas situações, como exemplo, colocando o nome dele em alguns trabalhos ou com um apoio técnico numas provas.

Se ele não era assim, um primor de aluno, era um mestre nas relações pessoais. Eu era da turma dos tímidos, que não tinha muito assunto para conversar, então confesso que eu sentia uma admiração pela sua personalidade e capacidade de conquistar amigos e amigas. Era uma pessoa popular, que fazia amizade fácil.

Depois que terminamos o colegial, ele foi embora para São Paulo trabalhar num supermercado e não tive mais informação sobre ele.
Eu e o Zé Felisberto fizemos parte da mesma turma na minha primeira faculdade. Era difícil faltar, apesar de a maior parte do tempo ele não estar na sala participando da aula. Quem quisesse encontrar o Beto, era só ir na biblioteca ou no laboratório de informática.

Algumas pessoas, quando tiram nota alta, automaticamente são chamados de inteligentes. Em alguns momentos até eu recebi este título por ter tirado algumas notas boas, mas particularmente não me considerava inteligente, porque para eu tirar uma nota boa era na base de muito esforço e sacrifícios, horas de estudos, domingos e noites investindo na preparação para provas ou trabalhos.

Então, tirar um 9 numa prova não mostrava a inteligência, mas sim, o resultado da dedicação para alcançar uma boa nota. Já o Beto normalmente não tirava nota alta, ficava com 6 de média, mas eu considerava que ele sim era inteligente, porque ele não precisava se esforçar tanto, ele simplesmente assistia algumas aulas, folheava os livros, conversava com outros alunos para trocar algumas idéias sobre o assunto e pronto, sem nenhum stress fazia a prova. Fico imaginando se ele de repente estudasse de verdade, assistindo às aulas e se preparasse para as provas. Certamente seria um 10 atrás do outro.

Ainda tenho contato com ele através de e-mail. Ele passou num concurso da Caixa Econômica Federal e está trabalhando na mesma cidade que estudamos. Também constituiu família, casando-se no ano passado. Ele está bem.

Com estas duas lembranças a mensagem que quero deixar é que existem diferentes formas de nossas inclinações se apresentarem. É o que chamam de múltiplas inteligências. O nosso futuro ainda está em aberto, é um livro em branco para escrevermos e nós podemos escrever uma bela história e com o melhor de tudo, um final feliz. Talvez não sejamos aquele modelo de aluno perfeito, porém, se tivermos um ingrediente importantíssimo: força de vontade e formos à luta desenvolvendo nossas habilidades e inclinações, podemos nos dar bem na vida.
 
 ENTREVISTA DO MÊS
Com Patrícia Mena
 
Aqui estamos de volta, com a nossa já tradicional entrevista. Desta vez fomos ouvir a nossa Irmã Patrícia Franzotti Mena, filha de Gildo Mena e Lourdes F. Franzotti Mena, que moram em Dracena. Seu irmão é o João Rafael que também veio morar para os lados de Campinas.
 
PAPE: Qual a sua formação? Está contente em trabalhar na área?
PATRÍCIA: Sou graduada em Farmácia Generalista pela FAI – Faculdades Adamantinenses Integradas. Eu gosto muito da minha profissão e sou muito feliz por poder trabalhar na área que escolhi.
 
P: Você já trabalhava antes de concluir a faculdade?
R: Sim, trabalho desde os meus 16 anos, já fui auxiliar de escritório, secretária e vendedora no comércio de pneumáticos, até entrar na faculdade, onde passei a ser estagiaria em troca dos meus estudos e fiquei até me formar.
 
P: Como escolheu o seu curso superior? O que mais a interessou?
R: Bom, acho que como acontece com muitos que se vêem diante da escolha de sua profissão, tive duvida ente 3 profissões que eu mais me identificava, mas optei por Farmácia pelo amplo campo de trabalho, afinal eu sempre pensei em ter uma formação superior que fosse possível eu exercer.
 
P: Você indicaria a sua profissão para outros jovens?
R: Com certeza, para aqueles que gostam de química e biologia é uma boa escolha. Eu sempre pensei em fazer um curso que eu gostasse, e não me arrepende, por mais que não tenha sido fácil, foi e está sendo compensador. Para quem está terminando o ensino médio ou para quem está pensando em fazer alguma faculdade, pensem que tudo que a gente faz com prazer se torna mais fácil e gostoso, mas também não podemos deixar de pensar no lado prático das coisas, então quem puder conciliar um curso que goste que tenha campo de trabalho e um retorno salarial que compense, não tenha dúvidas, que com vontade e dedicação podemos conseguir muita coisa.
 
P: E quanto às suas atividades nas reuniões da Sã Doutrina em Dracena, como eram?
R: As reuniões sempre fizeram parte da minha vida, comecei participando da Reunião de Crianças e Adolescentes, onde também fui secretária por 7 anos ótimos, e ao mesmo tempo participava da Reunião de Jovens, e nesta fui colaboradora da direção por 2 anos, participei desta reunião até minha mudança.
 
P: Sentiu muita diferença entre as cidades, após a mudança? Adaptou-se bem?
R:Graças a Deus e aos irmãos que me receberam muito bem, não tive problema em me adaptar, o fato de ter alguns parentes e amigos antes de me mudar foi essencial para que eu não sentisse tanto, e com o passar do tempo fui fazendo novas amizades e isso me faz sentir em casa.
 
P: Está disponível para aproveitar a sua experiência nas reuniões de Campinas?
R: Com certeza, sempre fui muito participativa não só porque eu tinha que ser, mas porque eu gosto e estarei sempre pronta a ajudar as direções das Reuniões de Moças e Jovens, as duas que participo atualmente, claro com o que for possível.
 
P: Para concluir: Quais eram os seus métodos de estudos? Como fazia para conciliar o trabalho, a escola e as atividades religiosas?
R: Bom, como estudei a noite muito tempo, ensino médio e superior seguidos, era impossível freqüentar a oração durante o período letivo, mas nas férias procurava ter uma boa freqüência. Durante a semana sempre era muito corrido, afinal como em Dracena não tem o curso de Farmácia, tive que estudar em Adamantina, embora são cidades bem próximas, tinha que passar a semana inteira em Adamantina porque eu trabalhava o dia inteiro e a noite assistia as aulas, e com isso eu tinha que cuidar da casa, fazer comida e estudar para as provas, isso nos intervalos de almoço e janta e a noite depois das aulas. Embora toda essa correria e falta de tempo, eu estava muito feliz por estar conseguindo fazer o curso que eu queria tanto, mas nunca me esquecendo dos ensinos que meus pais me deram, afinal meu curso tinha aulas aos sábados e como estagiaria teria que trabalhar também, mas graças a Deus nunca estudei nem trabalhei aos sábados. E aos finais de semana, principalmente os sábados, participava das reuniões e eventos desenvolvidos pelas direções das reuniões.
Atualizado em ( 14-Dec-2010 )