Harmonia nas Relações Cristãs

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08 de Fevereiro de 2019
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José Fatuch Júnior


sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Crônicas

A IMPORTÂNCIA DA HARMONIA PARA AS RELAÇÕES CRISTÃS


Por que insistir pela harmonia nas relações mantidas pelos cristãos em seus vários grupos de interação? Quais os benefícios advindos dessa iniciativa? Quais as consequências da falta de harmonia nesses relacionamentos? Vamos analisar.

Há tantos desafios a serem superados em nosso dia a dia, que todos nós deveríamos pensar em perder menos tempo (e energia) com as pequenas questões, especialmente com aquelas situações mal resolvidas que costumam ocorrer em algum dos vários grupos de convívio de que participamos.

Sim, estamos nos referindo a dificuldades de relacionamento nos meios familiar, profissional, escolar e religioso, entre outros, passando ou não pelas redes sociais, que viabilizaram embates à distância. Vamos a alguns exemplos:
  • Conflitos entre marido e mulher ou entre pais e filhos;
  • Desavenças quanto a concepções políticas ou religiosas;
  • Disputas pessoais entre colegas de trabalho ou de estudos;
  • Aborrecimentos na relação com chefes ou subordinados.     
Agindo de forma preventiva, ou seja, minimizando os efeitos dessas situações desconfortáveis, estaríamos preservando as nossas forças para enfrentar tribulações sobre as quais não mantemos controle, tais como as enfermidades, as opressões, os abalos emocionais, os desequilíbrios financeiros e outras mais.

E como poderíamos fazer isso?

Em primeiro lugar, considerando cada próximo como sendo superior a nós mesmos. Tal postura, benéfica para qualquer tipo de interação, foi recomendada por Paulo (Filipenses 2.1-10), quando supôs que a humildade de cada um fosse capaz de manter a união entre todos e citou Jesus como exemplo supremo.

Lembra da parábola de Jesus sobre o fariseu e o publicano (Lucas 18.9-14) e de que como o segundo foi justificado antes do primeiro? Pois é, isso confirma que a humildade do homem deve preceder a exaltação divina.

Em 1 Tessalonicenses(5.12-15), Paulo apresentou algumas exigências da vida comunitária, tais como respeitar as lideranças religiosas, manter vida pacífica, demonstrar paciência e procurar sempre o bem, mesmo em resposta ao mal.   
  
Além disso, poderíamos preferir a empatia ao invés da falta de sensibilidade, a colaboração ao invés das críticas e adotar muitas outras atitudes e posturas essenciais para a obtenção de harmonia em nossos relacionamentos.

Sendo assim, parece-nos que preservar a paz em nossos relacionamentos exigiria MUITO MENOS esforços do que aqueles que seriam necessários para administrar as tensões existentes nas situações mal resolvidas. É isso mesmo que você acaba de ler!

É melhor abrir mão de alguma posição para EVITAR problemas de relacionamento, do que tentar RESOLVER a questão depois que a discórdia estiver instalada e os ânimos já estiverem exaltados.

      E as forças poupadas por meio dessa postura ainda poderiam ser utilizadas para suportar provações sobre as quais não tenhamos domínio, conforme orientação de Pedro em sua epístola (1 Pedro 3.16-17), onde ele recomenda mansidão e respeito mesmo para com aqueles que nos difamam.
      
O próprio apóstolo Pedro conclama a todos para que permaneçamos em harmonia e misericórdia uns com os outros, chegando a condicionar o atendimento das nossas preces a uma boa relação conjugal (1 Pedro 3.7).
      
Aos Efésios (5.22-6.9), Paulo apresenta uma ampla lista de recomendações no sentido de preservar a integridade das relações no âmbito doméstico e profissional. Afinal, se uma família se deparar com alguma enfermidade (física ou emocional), enfrentar problemas financeiros ou ver qualquer mal atingindo um de seus membros, precisará se manter unida para superar as dificuldades.
     
Aliás, estar concordados sobre os nossos desejos é condição estabelecida por Jesus (Mateus 18.20) para sermos atendidos em nossos pleitos junto a Deus. Assim, nossos pedidos devem convergir para (bons) propósitos comuns, porque Deus é Pai para todos e não apenas para alguns.

Ou seja, antes de recorrer a Deus em nossas preces, vamos fazer o dever de casa que, evidentemente, inclui manter boas relações pessoais, em qualquer nível ou instância. Pedro e Paulo se manifestaram várias vezes a respeito disso:
  • Exortando os fiéis a que guardem concórdia entre si e que evitem as divisões (1 Cor 1.10);
  • Alertando Timóteo (2 Tim 2.14) e todos nós para não manter contendas de palavras, que não servem para nada, só para perverter os ouvintes;
  • Indicando-nos a paz e a santificação (Hebreus 12.14-15);
  • Estimulando o amor fraternal (I Pedro 3. 8-10) e
  • Incentivando a busca da paz e do bem (I Pedro 3.11-12).     
Entretanto, o grande alerta acerca desse assunto foi lançado por Jesus ao recomendar para todos a reconciliação entre irmãos antes da apresentação de ofertas (Mateus 5.23-25). Nesse último caso, já não se trata nem de poupar as nossas forças, mas, sim, de preservar a nossa própria integridade espiritual.

Para reflexão: cada um de nós representa METADE OU MAIS da solução para os problemas em que estamos envolvidos. VOCÊ CONCORDA?