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Responsabilidade, Valores e Cuidados dos Jovens em Cristo - Parte II

02 de Agosto de 2016


Escrito por Reunião de Jovens - Min. Jd. S. Cristóvão   
13-Apr-2012
 www.sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos

Jovens na reapresentação - 4º Encontro Metropolitano da Região de Campinas
Anderson, Amauri, Wellington, Simone e Tatiane

A permanência do jovem na palavra de Cristo
O ser humano vive em constante mudança; no entanto, é na juventude que essas mudanças ocorrem de forma mais drástica, pois é principalmente nela que se define a personalidade de cada um.

Desta forma, como podemos incentivar o jovem a permanecer na palavra de Cristo em um mundo que nos oferece tantos atrativos para a nossa carne? Neste momento, a base familiar deve ser muito sólida, pois são os nossos pais que, desde pequenos, nos ensinam o caminho certo a trilhar. E, quando estamos nesta fase de mudanças, normalmente a chance de a nossa essência prevalecer é muito grande. Ou seja, se os ensinamentos espirituais adquiridos ao longo de nossas vidas realmente tocarem em nossos corações, nós nos afastaremos de tudo o que não convém a um Jovem Cristão.  
E onde podemos encontrar refúgio? É freqüentando o Culto Espiritual, as Reuniões, os Encontros Regionais e Nacionais que nos oferecem um momento de integração com os nossos irmãos, fortalecendo assim, o ciclo de amizades dentro da religião. Desta forma, nós jovens, estaremos inteiramente ligados às coisas de Deus sem dar espaço para as coisas do maligno. Não devemos encarar as limitações que temos frente ao mundo como algo ruim, mas sim, como o zelo de Deus em guardar o nosso espírito de tudo o que é ilícito.
O jovem em busca de um casamento abençoado por DEUS 
A partir do momento em que há bom relacionamento dentro de um lar, é natural que os filhos desejem que seus pais participem das diversas etapas de suas vidas. E uma dessas importantes etapas é a busca do filho pelo par ideal.
 
Dentro deste assunto, podemos observar algumas mudanças culturais que aconteceram ao longo dos anos. No antigo testamento, é comum encontrarmos alguns casos em que essa escolha era feita pelos pais e não pelos filhos. É o que acontece no casamento de Isaque e Rebeca. Abraão, já com idade avançada, preocupado com o futuro de seu filho Isaque, envia seu servo para que fosse até a casa de sua parentela e de lá, trouxesse-lhe uma esposa adequada. Essa narrativa se encontra no capítulo 24 de Gênesis. Podemos observar que Isaque não participou da escolha de sua própria esposa. Rebeca, por sua vez, sem nunca ter visto seu futuro marido, aceitou o casamento, pois, se era do agrado de seus pais, sabia que algo bom a esperava.
Em outras passagens na bíblia, notamos que, embora os próprios filhos tenham escolhido seus cônjuges, os pais sempre deviam dar o seu consentimento, para que a união fosse abençoada. Até hoje em algumas culturas ocorrem casamentos arranjados, nos quais os filhos só respondem se aceitam ou não. Já nos nossos costumes, hoje, muitas coisas mudaram. Os jovens têm liberdade de escolher quem quiserem para se casar. É claro que há algumas vantagens nessa mudança. Afinal, embora saibamos que tudo o que nossos pais desejam é a nossa felicidade e que eles jamais escolheriam uma má pessoa para nos casarmos, é necessário que dois jovens, quando decidem se casar, amem-se acima de tudo e isso os pais não podem resolver para os filhos.
Além disso, com a decisão nas mãos do próprio casal, há a existência de uma fase importante prévia ao casamento: o namoro. Nesta fase os jovens podem se conhecer, descobrir os pensamentos um do outro, seus defeitos, qualidades e por fim, decidirem se querem mesmo viver juntos para sempre.   No entanto, essa liberdade de escolha não pode acarretar num desprezo à opinião dos pais. É necessário que essa busca do jovem por um bom casamento seja em união com a sua família, havendo sempre muito diálogo e respeito.
Obsevemos a história de Rute, que mesmo sendo viúva, considerava a sua sogra Noemi como mãe e a mesma tinha Rute por filha. Num casamento cristão, é agradável que os pais passem a considerar e tratar seus genros e noras como filhos e vice-versa. Para isso, o 1º passo é que os pais estejam de acordo com a união dos filhos. Sabemos que encontrar um grande amor é o grande anseio da juventude. Mas afinal, qual é a melhor maneira de buscar a realização deste grande sonho? Já que os pais devem estar presentes nessa escolha, como eles podem contribuir? 

Os pais podem contribuir mantendo um diálogo com seus filhos, incentivando-os a terem paciência e ressaltando alguns valores importantes que os filhos devem buscar no seu parceiro, como caráter e honestidade. Também podem contribuir incentivando e participando junto com seus filhos dos eventos da Sã Doutrina. É bem mais fácil para um jovem estar sempre presente nas reuniões e encontros se tiver o apoio e presença de sua família.
Os benefícios dessa participação são inúmeros, mas vamos ressaltar somente os que se referem à busca por um bom casamento. Em primeiro lugar, as chances de um jovem participativo nos nossos eventos encontrar uma pessoa dentro da religião são bem maiores do que se ele nunca estivesse presente em nada. É claro que isso não significa que o único objetivo de um jovem nessa participação deva ser a de encontrar um(a) namorado(a), mesmo porque, o foco principal de nossas reuniões são outros: aprimorar o aprendizado dentro da Doutrina, fortalecer a fé e manter a união entre a irmandade. 
Além disso, se por acaso um jovem encontrar uma pessoa de fora da igreja para namorar, é muito mais fácil convidá-lo para conhecer a Sã Doutrina se este jovem for participante ativo de alguma congregação e de suas reuniões. Afinal, como iremos exigir que uma pessoa de fora demonstre entusiasmo pela nossa religião se nós mesmos não tivermos esse entusiasmo? Como iremos dizer que na nossa igreja os irmãos são unidos, se nós mesmos não estivermos buscando essa união?
Por isso, nestes casos, é importante que o jovem possua um grupo, do qual se orgulhe e participe com dedicação.
E os jovens, como devem proceder nessa busca? Um dos itens mais importantes é persistir em oração, confiando realmente que Deus há de preparar a pessoa ideal. Se um jovem ora ao Senhor para que lhe conceda uma companheira e, ao mesmo tempo, freqüenta lugares não muito recomendados a fim de alcançar esse mesmo objetivo, este jovem está entrando em contradição. Afinal, nós confiamos mesmo que Deus pode nos ajudar ou não?  Como está escrito em Salmos: “Entrega os teus caminhos ao Senhor, confia Nele e Ele tudo fará.” Observemos que o Salmista não disse que o Senhor faria uma parte e no restante teríamos que dar uma “mãozinha”, ainda mais se essa “mãozinha” for a freqüência em locais não apropriados. O Salmista disse que o Senhor faria tudo. Ou seja, temos que pedir e confiar.
É importante lembrar que só o Senhor sabe qual é o melhor momento para que apareça a pessoa certa em nossas vidas. E normalmente, esse momento não é quando estamos afoitos e necessitando de alguém. Não podemos depositar num relacionamento a solução para os nossos problemas. Devemos buscar a felicidade, nossos sonhos, nosso desenvolvimento espiritual e até material, independente de termos alguém do nosso lado ou não. Desta forma, quando encontrarmos a pessoa de nossas vidas, estaremos preparados para acrescentar algo bom na vida dela e vice-versa, e não daremos a ela a responsabilidade de cobrir um vazio que nem mesmo nós fomos capazes de preencher.

Atualizado em ( 14-Apr-2012 )

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