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Princípios Importantes a Serem Observados no Casamento

01 de Agosto de 2016


Escrito por Carlinhos Edwiges   
05-Oct-2012
sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos
 - jcedwiges@hotmail.com

Esse trabalho foi a base das apresentações do 3° Encontro de Líderes da Sã Doutrina 
Existem muitos motivos que podem levar um casamento ao fracasso e a idéia deste trabalho é apontar alguns princípios importantes a serem observados pelo casal, para que haja prosperidade e felicidade no lar.
 
É um convite a reflexão.
Sobre o ACORDO
Diz a palavra de Deus em Amós 3:3 “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?
Na bíblia com a tradução na linguagem de hoje, sobre este mesmo trecho diz: “Por acaso, duas pessoas viajam juntas, sem terem combinado antes?”
Segundo o dicionário, acordo quer dizer: concordância/conformidade de idéias ou de sentimentos. Acordo quer dizer bom para os dois lados. Se num acordo ficar bom só para um lado e ruim para o outro, isso não é acordo, mas sim uma imposição e num casamento não pode haver imposição, mas sempre o acordo.
Como casamento é a junção de dois em um, marido e mulher formando o casal é importante que ambos percebam que qualquer mal que um fizer ao outro estará fazendo mal a si próprio.
“Ninguém aborrece sua própria carne, antes alimenta e sustenta”, como Paulo escreveu aos Efésios 5:29.
Ao gerar um benefício ao outro estará gerando o bem para si mesmo e para sua casa. Às vezes achamos que perder uma discussão é prejuízo, mas não é. O ideal na verdade é não haver discussão, mas sim, o diálogo. Diálogo é uma conversa entre duas pessoas. Discussão é algo ruim, pressupõe que haja um vencedor e um vencido.
No casamento, ruim para um é igual a ruim para os dois. E se um diálogo caminhar para discussão, permita que o outro vença para que acabe logo. E nunca vão dormir sem ter chegado a um acordo.
O casal tem que ter determinação para não provocar brigas, tem que estar sempre em bom acordo.
num casamento não pode haver imposição, mas sempre o acordo. 
“Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo”
 
Sobre a COMUNICAÇÃO DO CASAL
 
A comunicação entre o casal é essencial para a convivência e sua falta pode levar o casamento ao fracasso.
O marido não pode sair para trabalhar mudo e voltar para casa calado.
Tem que haver sinceridade e liberdade para falar um com o outro.
O que você gosta ou não gosta, se não tiver liberdade é ruim. O marido, por exemplo, certamente tem seus pratos favoritos. Uma sugestão é o marido falar para a esposa que gosta de tal tipo de refeição. Melhor ainda é a mulher perguntar a ele qual o seu cardápio predileto, ou o que ele gostaria de comer no jantar e fazer uma surpresa a noite.
Às vezes estão conversando com outra pessoa, até pedindo ajuda, e algum solta que não gosta de tal coisa, e a outra diz: “mas você nunca me falou isto.” É falta de comunicação, ou comunicação falha, com deficiência.
Um problema é a comunicação falsa, mentirosa, onde se esconde coisas um do outro, faltando a verdade.
Deus usou o poder da palavra para criar, ou seja, a fala é muito importante, ela é muito poderosa.
E na conversa entre o casal é importantíssimo se utilizar do verso 15:1 de Provérbios onde o escritor usado por Deus diz: “A resposta delicada acalma o furor, mas a palavra dura aumenta a raiva”. Portanto sejamos gentis em nossa comunicação.
 
“Nunca podem gritar um com o outro”
 
Sobre o SABER OUVIR
 
De uma forma geral, somos treinados para falar. Desde pequenos, nossos pais nos incentivam, ensinando várias palavras e com muito gosto nos aplaudem quando ouvem nossas primeiras expressões.
Quando crescemos continuamos sendo incentivados a falar, inclusive há cursos de oratória, que prepara pessoas para se apresentar em público e falar com desenvoltura perante qualquer platéia.
 Infelizmente, não somos treinados para ouvir. Se porventura estamos participando de uma reunião, acabamos não prestando a devida atenção no que outro está falando, pois estamos nos preparando para o nosso momento de falar.
Precisamos aprender a ouvir. Ouvir nosso cônjuge, ouvir nossos filhos, nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos, ouvir nosso apascentador, ouvir o pregador, ouvir os mais experientes, os mais idosos, ouvir a voz de Deus, ouvir o espírito santo que fala conosco de várias formas. Temos que aprender a ouvir a nós mesmos, nosso coração.
Já que para aprender a falar muitas vezes até fazemos cursos, poderíamos ter também um curso que nos ensinasse a ouvir, pois sabemos que não é fácil. Que tal um curso de “escutatória”?
Muitas vezes somos egoístas numa conversa entre marido e mulher. Em algumas ocasiões um está falando e o outro está ali pronto para dar um palpite melhor, querendo misturar o que o outro disse com aquilo que ele tem a dizer, como se aquilo que o outro está dizendo não tem importância e precisasse ser complementado, num pensamento de que o que ele tem a dizer é muito melhor.
Ouvir não é apenas ficar em silêncio por fora, parecendo que está ouvindo o que o outro está dizendo. É ficar em silêncio por dentro também.
Às vezes estamos em silêncio por fora, mas não estamos prestando atenção no que o outro está falando. Estamos longe.
Saber ouvir é difícil...
Mas precisamos treinar. Precisamos aprender a nos conectar um na alma do outro para que o diálogo seja pleno.
 
“Quando erramos há apenas uma alternativa honesta: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repetir. Isto é ser humilde”
 
Sobre as FINANÇAS
 
Quando está tudo bem, legal. Mas quando falta dinheiro... tem que vender casa, carro, não comprar mais vestido, não sair para comer fora.
Então começa uma acusação: “que você é descontrolada, que você não sabe economizar, que você gasta com qualquer coisa...” e então a coisa desanda.
A crise financeira pode derrubar um casamento.
O casal vivia num padrão maior e então precisa baixar e é muito difícil descer.
Andava num carrinho em dois, agora num carrão para 80, com troco para a passagem.
E por fim acaba o conforto que havia.
A falta de dinheiro normalmente é provocada pela questão do desemprego ou porque o casal colocou o chapéu onde a mão não alcançava e chega uma hora que a bomba estoura.
Muitos casais brigam por causa disso. É discussão de um lado e de outro.
Em Romanos 13:8 diz “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei”.
Alguns devem tudo menos o amor. Deve no cartão, na loja, no banco...
É importante considerarmos que vivemos primeiro pela benção de Deus.
Muitos acham que ganhar bem é a solução de todos os problemas, mas não é.
Dinheiro faz parte de nossa vida, ele é necessário para nossa manutenção. Mas não podemos deixar que ele nos domine.
Temos observado que muitos casais que tem se destruído, o marido ou a mulher estavam ganhando “muito bem”, altos salários. Em tese não foi a falta de dinheiro que gerou a separação, mas a falta de amor e de respeito que aos poucos tomou conta da vida de ambos. Paulo escreveu a Timóteo na primeira carta no capítulo 6:10 já advertindo que “o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males e nessa cobiça alguns se desviaram da fé”.
Devemos batalhar para dar conforto a nossa família sim, mas sem que isso prejudique a família com ausências, que não prejudique sua vida espiritual, como por exemplo, ficando afastando dos cultos da Igreja, indo somente aos sábados e não participando da adoração a Deus.
Lembramos que Pedro declara no capítulo 3:3-4 da sua primeira epístola que “o enfeite da mulher não seja exterior, no frisado dos cabelos, nem no uso de jóias de ouro, nem nos vestidos caros, pelo contrário, a beleza deve estar no coração, isso sim tem valor para Deus”.
Devemos entender que o nosso salário tem que ser medido pelo que gastamos e não pelo que ganhamos. Há famílias que consideram que vivem muito bem com um salário de R$ 1.000,00 e há outras que afirmam passar muitas dificuldades, mesmo ganhando R$ 3.000,00.
É melhor um pouco com Deus, abençoado, do que muito, mas sem a presença de Deus.
É recomendável ser feito um planejamento financeiro, tanto de gastos, como de investimentos. É interessante perceber as finanças, tanto sendo mensal como também anual, pois temos gastos que são típicos de uma época do ano, como impostos, material escolar e viagens, por exemplo.
Você já parou para analisar suas contas? Chame sua família e faça o seguinte exercício:

ItemValor (R$)
Água 
Luz 
Telefone 
Mercado 
Padaria 
Açougue 
Varejão 
Roupas 
Calçados 
Educação 
Beleza 
Transporte 
Passeio/Lazer 
Fralda 
Leite 
Plano de Saúde 
Remédio 
Prestações
(casa, veículo) 
Impostos 
Presentes 
Aluguel 
Manutenções
(casa, veículo) 
Mobília nova 
Viagem 
Outros 
Reserva/poupança 
Contribuição para a Igreja 
Total

 
Sempre que for possível é bom poupar, fazer reserva. Lembrar da história de José do Egito e do Faraó, quanto ao sonho das vacas magras e gordas.

“Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa”

Sobre a INCOMPATIBILIDADE DE GÊNIO
 
“Egoísmo” é esse o significado de incompatibilidade de gênio.
“Meus pais me criaram assim, eu cresci assim, eles me toleram assim e você tem que me aceitar assim.”
Segundo a psicologia moderna, você é um eterno vir a ser.
Você muda segundo as condições sociais, de trabalho, ambiente que mora, família.
Em negócio de marido e mulher, falar que não muda é egoísmo.
A incompatibilidade de gênio é egoísmo.
Esse negócio de dizer que vai morrer assim e que o outro tem que aceitar é egoísmo.
“Porque eu não cedo, eu não abro mão, se ele quiser, ele que mude que eu não vou mudar e se quiser vai ter que ser assim. Esse é meu jeito de ser, quando você casou você sabia que eu era assim...”
É tudo egoísmo, incompatibilidade, ninguém quer ceder.
A função do namoro é tentar perceber o comportamento do outro e ver a possibilidade de mudanças ou se vai agüentar tais condições de vida.
 
“Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado”
 
Sobre a CRIAÇÃO DOS FILHOS
 
No 127 de Salmos, o título diz: “Segurança, Prosperidade e Fecundidade vem somente de Deus”. No verso 3 diz: “Eis que os filhos são herança do Senhor e o fruto do ventre o seu galardão”.
Muitas pessoas aguardam demais para casar e depois novamente demoram para ter filhos, priorizam muito o crescimento profissional, a formação acadêmica, a estabilidade financeira, a casa perfeita, para depois pensar em aumentar a família.
Após muitas outras realizações que consideram ser prioridades é que acham que chegou a hora de ter filhos, mas pode ser que encontrem algumas dificuldades.
 
- Perigo das Preferências
Principalmente para o caso dos casais que tem mais de um filho.
“Queridinho da mamãe”, “queridinho do papai”.
Se o papai tocar no queridinho da mamãe, as brigas se tornam inevitáveis.
Esse negócio do pai ou a mãe ter preferência com filhos é algo muito injusto e perigoso entre o casal.
Tratar filhos de uma forma diferenciada é terrível contra os filhos, atrapalha na formação psicológica de caráter, estrutura de personalidade.
Quando o filho sabe ou percebe que há uma diferenciação no tratamento dos pais entre ele e seus irmãos, isto é péssimo. Sabe que os pais gostam mais de um do que do outro.
 
- Cuidados na Educação
Um quer soltar demais os filhos, o outro quer prender, um diz: “pode sair”, outro fala: “fica em casa”, um abre e o outro fecha.
Um é rígido e quer criar como se criava os filhos em 1960, mas o outro quer criar segundo a modernidade atual. Isso gera conflito.
Um quer deixar o adolescente viver e curtir a vida e o outro diz: “tá maluco, onde já se viu uma coisa dessa”.
 
- Exercício da Autoridade
Um fala uma coisa e o outro vai lá e fala o contrário.
O pai diz: “não pode ir a tal lugar”, então o filho procura a mãe e ela diz: “pode sim”.
Ou seja, quebra a autoridade do outro, e então desmoraliza o outro.
Filho é para obedecer e honrar, segundo Paulo escreve aos Efésios 6.
Se teu filho mandar em casa ou quiser ser tratado igual a você, um adulto, vai ter problemas em casa. Filhos: ou você manda neles ou eles mandam em você. Não esquecendo que Deus manda em você. Esta autoridade exercida sobre os filhos tem que ser no Senhor. O Senhor governa.
Quando o filho quer alguma coisa e a mãe não deixa e o pai fala: “pode fazer que eu garanto, eu mando”. Isto é um problema.
Filho é para respeitar, honrar, obedecer aos pais.
Às vezes os filhos fazem joguinho, fazendo os pais brigar, incitando o jogo de autoridade entre o casal. Os pais têm que estar atentos.
 
“Nunca deixar acumular problemas sobre problemas sem resultado. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem atenção e coragem para que sejam solucionados”
 
Sobre a DEDICAÇÃO DE TEMPO
 
A impressão que temos é que o tempo ultimamente tem passado cada vez mais rápido. A verdade é que uma hora nos dias de hoje, demora os mesmos 60 minutos para passar que há 30 anos atrás.
O que acontece é que a forma de viver hoje é diferente. Houve um crescimento muito forte da população urbana e a tecnologia e as demandas sociais influenciam demais a nossa vida moderna.
Muitos gastam mais de uma hora para se deslocar de casa para o trabalho, outros ainda vão às escolas, faculdade, que normalmente é longe de casa. Tem aqueles que fazem mais de uma jornada de atividades, tanto homens como mulheres.
Nossas crianças, desde cedo tem várias atividades, coisas que não tínhamos na nossa época, com esta intensidade atual.
Com tudo isso, cabe uma pergunta: “qual é o tempo que estamos gastando, ou melhor, investindo em nossa família?” Às vezes justificamos que trabalhamos bastante para manter nossa família, dar conforto, pois a família está em primeiro lugar.
Pois bem, se a família é o que nos move, nos dá força e ânimo para ir à luta, trabalhar, também deverá ser aquela que junto com nós colherá os frutos de nosso trabalho.
Temos que dedicar nosso tempo para estar com a família, sair juntos, passear, visitar, ser visitado. Temos que dar atenção, sermos presentes.
Muitos pais acham que apenas trabalhando fora, ganhando dinheiro é suficiente para “comprar” coisas para seu filho. Mas não é. Compre menos para seu filho e fique mais tempo com ele. Certamente o efeito será muito mais positivo. O mesmo acontece com nossos cônjuges.
Sempre que possível é bom dar presentes sim, mas isso deverá ser secundário, pois o amor, o carinho, a atenção, a dedicação de tempo, com certeza trará um relacionamento muito mais feliz.
 
“Nunca irritem-se ao mesmo tempo”
 
Sobre os PAPÉIS SOCIAIS NA FAMÍLIA
 
O homem é pai e esposo. A mulher é mãe e esposa.
Há uma característica própria entre os sexos. A mulher é mais emocional, emotiva, sensitiva, intuitiva, afetiva, tem uma esperança maior. O homem é mais racional, lógico, prático e desiste mais rápido.
A mulher diz: “calma, vai dar certo”. O homem fala: “deixa isso pra lá, não vai dar certo”.
Por isso que a mulher ama primeiro emocionalmente para depois fisicamente. E o homem ama primeiro fisicamente para depois emocionalmente. É diferente.
O homem e a mulher são diferentes, tem que entender isso.
A mulher ama emocionalmente, põe mais sentimento.
O pessoal de Recursos Humanos fala hoje muito em inteligência emocional e não apenas em inteligência racional.
Isso é importante, pois há necessidade de se entender o ser em seu contexto, por exemplo, por que tal funcionário chegou atrasado ou não veio hoje? Ou quando o cidadão chega batendo as portas, de cara fechada.
Não pode simplesmente ir tomando uma atitude contra a pessoa racionalmente, é preciso saber seu contexto, conhecer sua realidade para chamá-lo a uma conversa e resolver a situação. De uma forma inteligente e com sabedoria e justiça.
Isso é uma coisa que no geral a mulher tem de sobra, é inerente a mulher.
O que caracteriza o homem é ser mais agressivo, não no sentido de violência, mas no de correr atrás, buscar, fazer acontecer.
A mulher é mais afetiva. O papel do homem é liderança, de provisão. No entanto muitos homens estão se omitindo lamentavelmente.
A criança (filho) constrói sua identidade tendo o pai como espelho, que é o seu modelo. Se ele não tiver o pai como modelo ele vai ter então esse modelo no jogador de futebol, no cantor, no ator que está na TV, até no traficante.
Você pergunta para o garoto o que ele quer ser quando crescer e ele responde: “sei lá, qualquer coisa”. Vai lá ver o pai dele. “Ah, pra mim qualquer coisa tá bom.”
O menino constrói sua identidade a partir do modelo do pai e o mesmo acontece com as meninas.
Uma das maiores queixas da mulher no geral é a omissão do homem, em todos os campos.
Às vezes a mulher tem que decidir sobre tudo. Sobre a educação dos filhos, sobre levar as crianças para a igreja, se o filho vai ou se fica.
Em muitos casos o homem está se omitindo de seu papel e deixando que a mulher tome decisões sobre tudo. O homem está fugindo de suas responsabilidades e deixando a mulher ser “a cabeça” em tudo, papel este que não lhe cabe.
Aquela família de pai, mãe e filhos do passado não está existindo mais, o pai que saía para trabalhar e a mãe que ficava como dona de casa cuidando dos filhos.
Por causa da necessidade, a mulher também está saindo para trabalhar, indo à luta, papel que era exclusivo do homem. Então a mulher acaba assumindo uma função/papel do homem e muitos homens continuam não assumindo nada.
As coisas vão ficando tudo pra decisão da mulher, se vai comprar uma coisa, o homem diz: “você quem sabe minha filha”.
Muitos homens estão se omitindo das decisões. E o papel da mulher acaba sendo tudo.
Aquela que foi criada para ser a ajudadora do homem, acabou, por causa das demandas sociais e questões financeiras, assumindo o papel de liderança e provisão em muitas famílias.
Por causa de tudo isso, tem-se observado um problema: nunca na história da existência humana, a mulher tem tido tantos problemas cardíacos como nesta última década.
A mulher não foi preparada para tudo isso e ainda ser mãe, mulher e esposa. Seu emocional e o físico não agüentam. A mulher então entra em crise.
Lembrando que não podemos tirar as exceções para fazer a regra. E exceções não servem para tomar rumos. Falamos do geral.
No princípio da criação, Deus não foi assim com a mulher.
Então todas estas mudanças quebram o princípio e vamos ter problemas.
A mulher tem um papel fundamental na família, na igreja, se tirar a mulher, vai tudo por água abaixo.
Mas Deus não deu a mulher o papel de liderança absoluta. Ela pode liderar, mas junto com o homem.
Uma pesquisa aponta que as maiores executivas do mundo, que comandam imensos conglomerados, ganhando milhões por ano, não são felizes. Perguntaram para elas: qual era o desejo delas naquele momento. Responderam que era estar com a família, fazendo uma comida gostosa para os filhos e o marido. Fazendo seu papel de mulher.
Agora se por um lado há casos dos maridos que tem se omitido, temos que destacar ainda os casos das mulheres que tem procurado de uma forma impositiva mandar em casa, muitas vezes tomando decisões e iniciativas sem consultar o marido, desrespeitando o marido, seja em particular e até mesmo em público.
Às vezes, mesmo conversando com o marido, força por prevalecer o seu desejo, utilizando-se de chantagem, como exemplo em casos extremos, a greve de sexo, ou ficando de “cara virada”, passando às vezes vários dias sem conversar. O marido para evitar o que considera um problema maior, acaba então por ceder à imposição da mulher.
Todo este movimento feminista das últimas décadas que prega mais autonomia às mulheres tem um lado positivo que é uma repartição mais igualitária de direitos que foram suprimidos no passado, por outro lado, não tem apresentado uma proposta de divisões das obrigações também de forma proporcional e ainda prejudica quando prega a independência total da mulher ao invés de propor um crescimento conjunto, marido e mulher, juntos na condução da casa e da família.
Outra questão é que da mesma forma que hoje a mulher sai a luta junto com o homem para trazer o sustento e o conforto para casa, é importante o homem também colaborar com a manutenção da casa no dia-a-dia, especialmente contribuindo na realização dos serviços domésticos.
Às vezes a mulher tem uma jornada de trabalho igual ao homem e em alguns casos até maior. Portanto não é justo que a mulher chegue em casa e vá arrumar tudo, limpeza, roupas, filhos, faxina, comida e o homem não faça nada para ajudar.
É claro que isso é válido quando os dois trabalham fora. Quando a mulher fica em casa e só o homem sai, então a mulher tem a responsabilidade pela manutenção dos serviços domésticos.
Desta forma ficam mais divididos, tanto os direitos como as obrigações do lar.
 
“Sejamos atenciosos um com o outro, na convivência, nos problemas e nas aspirações”
 
Sobre o PERDÃO
 
Perdão é perdão, é não ficar lembrando o outro toda hora, ou a cada dois anos, quando tem uma briga. Se isso acontecer não perdoou.
Perdão não é esquecer, mas é encarar a pessoa que te fez um mal, passar por ela, se lembrar do acontecido e não sentir nada contra a outra pessoa.
Mas não é uma lembrança ativa, que vem toda hora na cabeça: “Ele me fez tal coisa, mas tá perdoado... Ele me fez tal coisa, mas tá perdoado...” Não é isso.
É lembrar do fato, mas não sentir ofensa, não ficar com o emocional agitado, vendo a outra pessoa.
É evidente que se alguém lança na cara, não perdoou nunca.
Exemplo: “eh, você tá falando isso, mas você pensa que eu esqueci o que você me fez há 4 anos, 7 meses, 2 dias e 3 horas atrás?”
 
“Cometendo um erro, saber admití-lo e pedir desculpas”

“Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro”

Sobre as INTERFERÊNCIAS NO CASAMENTO
 
Paulo escreveu aos Efésios 5:31: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher; e serão dois numa só carne”. E eu ainda acrescento: “e formarão uma nova família”.
Por isso é importante evitar que haja interferências no casamento, que podem ser externas ou internas.
 
- Externas
Do pai e da mãe que interferem no casamento dos filhos.
Os pais não têm que se intrometer em nada. Se quiserem ficar dando muito palpite, querendo ser mandões, acabam destruindo o casamento dos seus filhos.
Pai, mãe, irmão, irmã, tio, tia, amigo, patrão, nada e ninguém pode interferir.
Você tem que lembrar que você casou para construir uma família, a sua família, não casou com o seu pai nem com sua mãe, nem com seu amigo, nem o marido da outra, nem com a esposa do outro.
 
- Internas
Exemplo: o cara que abafa a mulher em tudo, a mulher não tem direito a nada, o homem manda ela por ou tirar um vestido, fazer isso ou aquilo. O mesmo acontecendo com algumas mulheres que querem mandar e desmandar nos maridos.
A mulher ou o homem ficam sem direito a sua individualidade.
Não pode haver interferência na individualidade do outro. Isso é péssimo para o matrimônio.

“A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge”

Sobre a ATENÇÃO A FAMÍLIA DO CÔNJUGE
 
Devemos ter muito respeito com a família de nosso cônjuge.
Quando casamos, passamos ter como família, não apenas o cônjuge, mas também os seus pais (sogros), irmãos (cunhados) e demais parentes.
Infelizmente, na cultura que vivemos o termo sogro e principalmente sogra, é tratado de uma forma pejorativa. Existem muitas piadas sobre a relação genro-sogra(o) e nora-sogra(o).
Mãe e pai devem ser respeitados e honrados por toda a nossa vida, independente da idade que temos. Da mesma forma que honramos e respeitamos nossos pais, devemos também dar este tratamento para o pai e a mãe de nosso(a) companheiro(a).
Não podemos aborrecer nossa própria carne, magoando nosso cônjuge com um tratamento desagradável, sejam com palavras, comentários, atitudes contra seus pais (sogros) e irmãos (cunhados).
Quanto mais sadia for esta relação, certamente haverá reflexo positivo na vida do casal.
É claro que os sogros e cunhados também devem dar sua colaboração para a vida do casal, procurando respeitar as decisões, a forma de viver que o casal em comum acordo decidiram ter, não interferindo no casamento, para assim não dar motivos para brigas entre o casal e acabar por valer aquela famosa cultura de relação de inimizade entre genro/nora-sogro/sogra.
 
“Todos conhecemos gestos e palavras de ternura, mas nós esquecemos de demonstrar. Amar o outro é preciso, e é importante demonstrar com atitudes e também com palavras”

Sobre a FACILITAÇÃO DA SALVAÇÃO DO OUTRO
 
Tênis ou Frescobol?
Sabemos que a vida no casamento é de duas pessoas que se unem, buscando um bem comum. Poderá vir filhos e a família vai aumentando. E as relações do dia a dia são muitas e com muitas pessoas.
Mas não podemos esquecer que quanto ao plano espiritual a salvação é individual.
Apesar de cada um ter que dar contas de todas as suas obras perante o Senhor individualmente, temos que levar em consideração que entre o casal pode haver uma convivência que facilite este julgamento.
O casal tem que ter como objetivo máximo, evitar qualquer sorte de brigas, afinal, como o casal terá condições de ir para a igreja e praticar a caridade se um deles estiver nervoso, agitado por causa de uma discussão que teve há meia hora?
Nos momentos de ira, às vezes falamos ou fazemos coisas que depois nos arrependemos, mas pode ser tarde e já causamos prejuízo para nosso cônjuge.
Como vamos fazer nossa oração se estivermos em pé de guerra? Será que nossa oração será ouvida ou teremos que reconciliar primeiro para depois apresentar nossa oferta diante do altar?
Existem dois esportes que nos ajudam a entender um pouco sobre este assunto: tênis e frescobol.
O jogo de tênis é mais conhecido, consiste em normalmente um atleta contra outro, praticado numa quadra, com uma rede no meio. O objetivo é jogar uma pequena bola com uma raquete da forma mais difícil possível para o adversário. Quem conseguir fazer com que o outro erre, é o ganhador do jogo. Em resumo você tem que dificultar a bola para o outro.
No frescobol é diferente. Este jogo, normalmente é praticado na areia da praia. Duas pessoas, que são parceiras, cada uma tem sua raquete, não há rede e o objetivo é jogar a bola o mais fácil possível para o outro, para que assim ele possa rebater a bola e também jogar da forma mais fácil de ser rebatida, a fim de que a bola fique o maior tempo possível no ar, sem cair no chão.
No casamento, como estamos “jogando”? Estamos facilitando a bola para nosso parceiro ou estamos querendo que a bola caia e por isso dificultamos a jogada?
Em todos os momentos podemos facilitar ou dificultar, seja na comunicação, no pedido de ajuda, nos acordos, num passeio, no trato com os demais familiares, parentes e amigos, com relação ao dinheiro, trabalho, etc.
E então? Qual é a sua opção?: tênis ou frescobol?
Vamos facilitar a salvação do outro.
 
“Com bons argumentos, não precisa gritar, porque é menos ouvido quem grita. Os argumentos e a razão falam por si”
 
Sobre a INFLUÊNCIA DO TEMPO EM NOSSO CORPO

Existe uma fase de idade que é mágica, normalmente ela começa aos 18 anos e vai até os 30 anos. É neste período de 12 anos que para a maioria das pessoas acontecem alguns eventos que refletirão para o resto da vida: disposição física para esportes, namoro, faculdade, casamento, emprego, filhos, aquisição da casa própria, do carro, da independência, etc.
É a fase que alguns começam a perceber que não existem príncipes e nem princesas encantados, que para vencer na vida, tem que trabalhar, dar um duro.
É um período que normalmente os jovens se cuidam muito e ainda não sentem o reflexo do tempo e é interessante que existem alguns que acham que não serão surpreendidos pelos anos.
“Preocupação com o cabelo, com a barriga, com celulite, rugas, pneuzinhos, com a saúde, colesterol, diabetes é coisa dos mais velhos.” Engano. Temos percebido que cada vez mais cedo, os sinais do tempo tem aparecido nos mais jovens. Doenças normalmente encontradas no passado apenas nos mais idosos, tem apanhado os mais novos também.
Talvez, reflexo da alimentação cheia de químicas, comidas rápidas, lanches, falta de exercício, vida sedentária. O fato é que nosso corpo bonito, lindo e maravilhoso dos 20 anos, tem grande possibilidade de estar bem diferente aos 35, 40 anos.
O casal tem que ter ciência que o corpo que casamos tem uma tendência de ir se modificando ao longo dos anos, então a barriga aparece, os cabelos embranquecem (se não caírem), a força física vai dando sinais de fraqueza, aquela disposição também vai sumindo, os pés de galinha, as estrias, aquela dor nas costas... será que aquela cirurgia funciona mesmo? Me passa o telefone daquele médico...
Existem alguns atributos físicos que atraem o sexo oposto, isso é natural. Mas todos tem que ter em mente outras características, que são comportamentais, como o diálogo, o respeito, a compreensão, o amor, como itens de grande valor, pois estes permanecerão independente de quantos quilos ganharemos depois de dez anos de casamento.
 
“Evitar uma explosão. É com muita calma que se resolve uma situação conflitante”
 
Sobre a INDEPENDÊNCIA TOTAL
 
Alguns estão se preparando para casar e ficam dizendo: “Eu tenho minha própria conta. O dinheiro é meu, a casa vai ser minha, a moto será minha, a conta vai ser só minha, o carro vai ser só meu”.
Que nada, o carro vai ser seu e dela. Pode até estar no seu nome, mas se separar tem que rachar no meio.
Então pra que casar se acha que as coisas são tuas: se pensa em viver uma vida individual e independente, pra que casar então?
Casamento é vida a dois.
Alguns dizem: “eu sempre fui independente em casa, sempre tive meu dinheiro”. Então você quer fazer o que você queria? Casou não é mais assim.
Uma situação: O homem tem uma conta no banco só no nome dele e ele vem a morrer. Ele deixa uma tribulação para a mulher e os filhos. Muitas vezes mesmo tendo dinheiro em conta, a pessoa não consegue nem pagar o funeral, porque o dinheiro fica preso e enquanto não fazer um tal de inventário, o dinheiro fica lá. Às vezes tem um seguro e a esposa nem sabe, morre e fica lá.
O ideal é ter uma conta conjunta.
Hoje como tem este negócio de conta salário e cada um recebe num banco, então o ideal é que ambos tenham acesso a conta do outro, a senha, a informações de saldos, dívidas e compromissos assumidos.
 
“Cuidado quando você apontar seu dedo para o outro. Quando faz isso, você também aponta outros três dedos contra você mesmo e tem o dedo polegar apontando para cima, sendo o juiz da sua acusação”
 
Sobre a VIOLÊNCIA FÍSICA
 
A violência acaba com um casamento. Pé no ouvido, pancada, agressões físicas.
Antes eram mais os homens que batiam nas mulheres, agora até as mulheres estão batendo. Tem homem apanhando de mulher.
Violência contra a esposa, contra os filhos, contra si mesmo, quando o camarada chega em casa cheio de cachaça na cara, bêbado, cheirando mal, fedor de cigarro, drogado.
Muitas vezes a violência é contra os filhos. Pedofilia tem acontecido muito. Abuso sexual de crianças.
A criança às vezes chega para a mãe e diz: “Mamãe o papai relou aqui, ou mexeu ali, passou a mão lá”. A mãe às vezes responde: “Deixa de besteira menina”.
Isso é um problema, abre o teu olho, não seja lerdo.
Não vai levando ao pé da letra tudo que a criança diz, mas comece a ficar atenta para os fatos, observe o comportamento do homem.
Às vezes também a criança não fala porque é prazeroso e não tem consciência da situação, outras vezes é ameaçada de apanhar e também não fala.
Esse negócio do tio, primo mais velho querer ficar sozinho com tuas filhas... não seja lerdo, abra os olhos. Não seja inocente. Não dê espaço para o diabo entrar.
 
“Quando um não quer, dois não brigam”
 
Sobre a INFIDELIDADE CONJUGAL
 
Infidelidade do homem: tolerância mínima.
Infidelidade da mulher: tolerância zero.
Isso é na sociedade e não na igreja.
Isso é coisa insuportável para o casamento.
Em alguns casos, o casal até volta a uma convivência conjugal, porém perante a igreja ficam em situação irregular.
É importante lembrar que a infidelidade conjugal é sinônimo de adultério, que é um pecado que se configura pela relação sexual de uma pessoa casada com outra que não seja o seu cônjuge. Inclusive faz parte dos Dez Mandamentos, Êxodo 20:14 “VII – Não adulterarás”. Portanto é expressamente proibido.
Hoje é natural o homem e a mulher trabalhar fora e isso significa que ambos têm contato com muitas pessoas na sua convivência profissional. O mesmo acontece com aqueles que estudam. Há alguns perigos. Às vezes, sem perceber, o cônjuge, através da gentileza e da boa educação, conciliado com uma boa apresentação física, acaba despertando o desejo em outra pessoa e as circunstâncias podem favorecer uma situação delicada com muitos riscos.
Temos que tomar cuidado e estarmos bem atentos para percebermos uma eventual confusão de sentimentos de outros que possa vir a prejudicar nosso casamento.
 
“Uma pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta, consigo mesma e com o outro”

Sobre as RELAÇÕES SEXUAIS
 
É a coisa mais difícil para o casal expor, por ser algo íntimo e profundo entre o homem e a mulher.
O sexo tem objetivo de atender as necessidades fisiológicas, psicológicas e também espirituais dos homens.
Conforme I Pedro 3:7
“... Coabitais (mantenham relações sexuais) com entendimento... para que suas orações não sejam impedidas”.
Foi Deus quem fez o sexo, já que fez homem e mulher.
Três coisas fundamentais na vida sexual:
 
I Coríntios 7:3.
O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido”.
1. O marido satisfaça sexualmente sua mulher e vice-versa.
A mulher não é objeto de seu uso homem, não é para ser usada, ter prazer e depois jogada fora.
Dar a devida benevolência. Ele quer dizer que é para você homem dar prazer a sua mulher e você mulher dar prazer ao seu marido.
Que se satisfaçam nos seus laços íntimos.
 
I Coríntios 7:4
2. “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”.
O homem poderia então pensar: “quer dizer então que eu sou dono do corpo dela? É tudo meu...?” Não é nada disso.
Ainda bem que o versículo 3 está antes do 4.
Ou seja, tem que agradar um ao outro. Não pode haver violência na imposição de desejos.
Por isso é importante conversar, lembram, comunicação é um dos primeiros princípios.
Fale o que você gosta, deseja e entrem em acordo.
Sexo é tabu na sociedade, muito mais na igreja.
A vida sexual pertence aos cônjuges e a ninguém mais. O que fazem ou deixam de fazer é opção reservada de ambos. Só deles. Coabitais com entendimento.
Tem casal que fica dizendo o que faz e o que não faz. Isso é um erro. Isso é uma coisa íntima, não pode ficar comentando.
A bíblia só dá direito a ter uma só mulher ou um só homem, então aproveita, é com ele/ela que você vai ter sua vida íntima. Afinal, padrão de fidelidade conjugal é o plano de Deus.
 
I Coríntios 7:5
3. “Não vos defraudes um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois ajuntai-vos novamente para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência”.
Não usem o sexo como forma de barganha ou para descontar alguma coisa.
“Esta semana não, vai ficar de castigo, porque me fez tal coisa”. Isso não é negócio.
Esse tempo é para aplicação espiritual, recomendado que não seja por muito tempo.
Não podem ir tomando estas decisões sozinhos, tudo tem que ser de consentimento mútuo.
Casamento é unicidade e não unidade.
Unidade é duas partes que juntam, mas são duas partes.
Unicidade é duas partes que se entrelaçam a ponto de formar uma nova. É a qualidade de ser único. Uma só carne.
Essa separação quando houver de mútuo consentimento não deve ser prolongada para que satanás não vos tente por causa da vossa incontinência, vosso desejo, vossa necessidade.
Algumas mulheres reclamam, que o marido procura só uma vez por mês. Qual é o problema? É emocional, é físico, é doença? Tem tratamento, tem remédio.
O emocional afeta muito o homem. Crise financeira, desemprego. A mulher então entra em parafuso. A maioria das vezes a impotência é emocional.
Um problema é que se a mulher e o homem não se completam e não se dão bem na cama, não há nada que sustente o casamento.
Outra questão é que como o homem ama primeiro fisicamente e depois emocionalmente e a mulher é o contrário, então homem chega, conversa, elogia, faz um agrado nela. Quer algo a noite, comece então pela manhã a preparar o terreno.
O homem vê o visual, então se a mulher anda mal arrumada, descabelada, sem tomar um banho, aí não tem jeito. Tem que ter uma arrumação para o homem, porque ele é no visual.
Tem homem que é bruto, só fala grosseiramente com a mulher, dá tapa no “pé do ouvido”, não toma um banho e quer chegar na mulher e quer alguma coisa, assim não dá, porque a mulher é emocional. Há exceções, mas no geral é assim.
Pagar a benevolência é agradar, satisfazer. Não defraudar é não usar o sexo como negócio.
 
“Dialogar sempre e nunca discutir”
 
Sobre o AMOR
 
Como um casamento pode perdurar, se não há amor.
O amor tem que ser alimentado todos os dias.
Tem pessoas que diz que o amor não acaba. Se ele não acabasse, os viúvos e viúvas não casariam de novo.
O amor de Deus para com nós não se acaba nunca, mas entre nós ele deve ser cultivado, regado todos os dias. Como uma planta, para que possa crescer.
A capacidade de amar de uma mulher é muito grande, maior que do homem, mas quando ela cria uma antipatia pelo outro, então complica, não pode deixar as coisas chegar neste ponto. Depois, pode vir pintado de ouro que não adianta.
O amor é tão importante que Paulo escreve aos Colossenses 3 que o amor é o vínculo da perfeição.
Onde há amor, existirá sempre a vitória. Não é que não haverá problemas na vida do casal, mas se o amor estiver presente, o casal conseguirá vencer a tribulação.
Lembrando que falamos no princípio das finanças, da influência do dinheiro, não poderia deixar de mencionar o verso 17 do 15 de Provérbios: “melhor é a comida de hortaliças, onde há amor, do que o boi gordo e com ele o ódio”.
É importante lembrar ainda que a rosa é linda, mas tem espinho. O que estamos valorizando, os espinhos ou a flor, com sua beleza e seu cheiro?

“Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor e em particular”

Sobre a COLOCAÇÃO DE DEUS EM PRIMEIRO LUGAR
 
Muitos lares não têm deixado Deus entrar.
Muitos casais não tem posto Deus em primeiro lugar na sua vida.
Não buscam a Deus, não oram, não procuram a Deus, não compartilham suas coisas, desejos, necessidades com Deus através da oração.
Qual é nosso sonho? Qual é nosso objetivo? Como que Deus vai entrar em nossos planos? Falta isso.
As suas decisões são racionais, são em prol de toda sua família, são em Deus?
Quantos casais não tem ido mais a igreja, participado das atividades da igreja, não tem levado os filhos para a igreja, para as reuniões, para o culto espiritual, para os eventos religiosos. Não ajudam em nada, não contribuem.
Pra festa é o primeiro a chegar e o último a sair, mas para a igreja não.
Tem casais que estão cuidando e dando mais atenção as demandas sociais do que para as demandas espirituais.
Tempo para ir ao cinema tem, no teatro tem, no shopping tem, no parque tem, no clube tem, na festa tem, no churrasco tem. Pra igreja não, pra Deus não.
Quando Deus não é prioridade dentro da sua casa, você está preparando um problema sério para você mesmo.
O maior mandamento em Mateus 22 é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo. Então temos que colocar Deus em primeiro lugar.
Será que todos estão fazendo isso?
Muitos casais estão em crise porque não vão mais para a igreja, porque não oram mais a Deus, não lêem mais a escritura sagrada, entram em crise, pessoas que são cristãos.
Todos nós estamos sujeitos a problemas, crises, mas nos apegando com Deus, venceremos a crise, superaremos os obstáculos.
Priorize Deus. A coisa está feia no casamento, ore a Deus.
Como pode no meio dos crentes, os casais falarem de separação de uma maneira tão fácil e simples? O que está acontecendo? Não pode acontecer isso.
Coloque teu joelho no chão e clame a Deus, peça ajuda para vencer a crise.
O diabo está lutando para te derrubar, para te vencer, destruir tua família. Não deixa isso acontecer. A família é um projeto de Deus, é um presente para os homens. Não permita que satanás te destrua.
Busque em Deus a direção, o ensino. Temos armas espirituais para lutar.
Tenha sempre em mente que “SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS?”
 
“A felicidade nasce de pequenas coisas”
 
Certamente estas coisas não são novidades e muitas outras situações e referências bíblicas poderiam ser mencionadas.
O objetivo deste trabalho é marcar posição, lembrar de coisas que podem destruir um casamento para que não venham a perturbar seu matrimônio.
Porque se sua casa for forte, sua família é forte e a igreja é forte.

Carlinhos Edwiges, primavera de 2008.
Ultima revisão em Julho (inverno) de 2012.

Atualizado em ( 09-Dec-2012 )

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