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Moisés Tira o Povo Israelita do Egito

31 de Julho de 2016


Escrito por Silvano Sá da Costa   
16-Jul-2015
sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos
 
             - silvaclarimi@yahoo.com.br
 
           Desde a saída do povo israelita da terra do Egito, pelas mãos do profeta Moisés, houve a peregrinação deles até chegar à Canaã, a terra prometida. Por ter sido um período longo (quarenta anos) houve muitos acontecimentos, os quais serão relatados resumidamente até o momento em que Josué foi escolhido por sucessor de Moisés.
 
            Esse período é bastante importante, uma vez que é recebida nessa época a tábua dos dez mandamentos, lei dada a Moisés e a todo o povo que estava com ele e estendida a todos nós até os dias de hoje. Foi através da peregrinação do povo israelita a conquista das terras onde se constituíram os reinos de Israel e Judá.
Observamos que a terra prometida é a mesma onde a ascendência de Moisés morava, pois verificamos em Gênesis 37:1 que Jacó habitou com seus filhos na terra das peregrinações do seu pai, na terra de Canaã, de onde saíram para o Egito, uma vez que José foi governador, por ter interpretado os sonhos do rei Faraó, simbolizando a grande fome que viria sobre a terra. Por esse motivo saíram de sua terra e habitaram na terra de Gósen, onde Jacó habitou por dezessete anos, falecendo com a idade de cento e quarenta e sete anos; e José ordenou aos seus servos, os médicos, que embalsamassem o seu pai e os egípcios o choraram por setenta dias e depois disso, José levou o corpo e o sepultou na terra de Canaã, no campo de Macpela, que Abraão tinha comprado por herança de sepultura, a Efrom, o heteu, em frente de Manre.
E José viveu cento e dez anos, sendo também embalsamado e colocado num caixão no Egito, predizendo que o Senhor visitaria seu povo e os faria subir do Egito para a terra que Deus jurou a Abraão, Isaque e Jacó. Sendo, pois, José falecido e todos os seus irmãos, o povo israelita se multiplicou, de maneira que a terra se encheu deles. Levantando-se então um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, com receio que o povo israelita pelejasse contra o reino, colocou-os em dura servidão, fazendo-os trabalhar com barro, tijolos e o trabalho no campo. E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (o nome de uma era Sifrá e a outra Puá) para que matassem os filhos varões e se fossem mulheres, que vivessem; porém elas não obedeceram às ordens do rei, conservando em vida os recém-nascidos. Então o rei do Egito ordenou a todo o seu povo que os filhos varões do povo israelita que nascessem, fossem lançados ao rio.
 
O nascimento de Moisés
 
Quando Moisés nasceu, sua mãe o escondeu por três meses e depois tomou uma arca de juncos e a betumou com betume e pez, pondo o menino à borda do rio e sua irmã postou-se de longe para saber o que lhe ia acontecer; e a filha de Faraó ao descer para lavar-se junto ao rio, viu a arca no meio dos juncos e enviou a sua criada, que o tomou, sendo criado por sua própria mãe Joquebede, porque provavelmente as criadas da filha do rei a conheciam.
            Moisés era proveniente da tribo de Levi, filho de Joquebede, a qual era filha de Levi e casou-se com seu sobrinho Anrão, filho do seu irmão Coate.
Sendo Moisés já grande, matou um varão egípcio quando este feria um varão hebreu e vindo este fato ao conhecimento de Faraó, fugiu para a terra de Mídiã, onde lá se casou com Zípora, filha de Reuel (Jetro) e com ela teve um filho, que foi chamado de Gérson.
Depois de muitos dias morreu o rei do Egito e o povo israelita clamou a Deus por causa da servidão e nessa época apareceu um anjo do Senhor para Moisés em uma chama de fogo do meio duma sarça, a qual não se consumia; e Deus deu-lhe um sinal para retirar o povo do Egito, tornando o seu cajado em cobra, que, pegando em sua cauda, tornou-se novamente em vara.
Indo Moisés junto com o seu irmão Aarão para a terra do Egito para falar com o rei, este ficou irado e castigou ainda mais o povo israelita. E novamente Moisés e Aarão foram falar com Faraó, porém o rei não os ouviu. E dessa forma, foram lançadas as pragas sobre o Egito, até que o povo israelita saiu deRamessés para Sucote com cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar as crianças e junto com eles uma grande quantidade de gado. Tinha o povo israelita habitado no Egito por um período de quatrocentos e trinta anos. E como José havia pedido (Êxodo 50:25), os seus ossos foram levados por Moisés; e saíram de Sucote e acamparam em Etã, à entrada do deserto e o Senhor ia adiante deles (de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho e; de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhasse tanto de dia como de noite).
Sabendo que o povo israelita fugia, o rei do Egito aprontou o seu carro e tomou consigo o seu exército, com seus carros e os capitães sobre eles e alcançaram os israelitas acampados junto ao mar, próximo a Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom e chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram seus olhos e eis que os egípcios vinham atrás deles e temendo muito, clamaram a Deus. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite tornando em seco quando foram divididas as águas. E os israelitas entraram pelo meio do mar em seco e as águas foram-lhe semelhante a um alto muro, o que seguindo os egípcios com os seus cavalos e carros (aos carros Deus fez com que fossem arrancadas as suas rodas), tendo Moisés estendido novamente sua mão sobre o mar, este retomou sua força e as águas voltaram à sua forma anterior; e os egípcios morreram ali afogados.
Depois de cantarem um cântico de louvor ao Senhor, saíram em direção ao deserto de Sur e andaram três dias no deserto e não acharam água; e chegaram a um local onde havia água, porém não puderam bebê-la, pois eram amargas (por isso chamou-se o seu nome Mara – No livro de Rute 1:20, Noemi pediu ao povo de Belém que a chamassem de Mara, porque grande amargura tinha). E vendo o povo murmurando, Moisés clamou a Deus, que mostrou um lenho que lançou nas águas e elas tornaram-se doces, provando assim ao povo o poder do Senhor.
Chegando em Elim, havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras e se acamparam junto das águas e de lá foram para o deserto de Sim (entre Elim e Sinai) no dia quinze do segundo mês que saíram do Egito; e murmuraram contra Moisés e Aarão, por causa da fome e o Senhor Deus enviou o maná para ser recolhido pelo povo na quantidade de um gômer para cada pessoa. E alguns do povo não deram ouvidos às orientações de Moisés e colheram em quantidade maior, para sobejar para o outro dia, porém no dia seguinte cheirava mal, criando bichos; e com isso Moisés indignou-se contra eles.
Depois que saíram do deserto de Sim, se acamparam em Refidim e não havia ali água para o povo beber. E novamente o povo murmurou contra Moisés por causa da sede; e Moisés clamou a Deus que disse para ele tomar consigo alguns dos anciãos e com a vara que tinha ferido o rio, ferisse uma rocha que estava em Horebe, porque dali sairia água para o povo beber. Nessa época, veio Amaleque e pelejou contra os israelitas que estavam em Refidim, saindo contra eles Josué, tendo vencido pela força de Deus.
Ao terceiro mês da saída do Egito, partiram de Refidim e foram ao deserto de Sinai e ali se acamparam, defronte do monte, onde Deus falou com Moisés e o monte fumegava e havia trovões, relâmpagos e o sonido de trombeta que vendo o povo, retiraram-se e puseram-se de longe. No monte deSinai, Moisés recebeu de Deus as leis e os mandamentos em duas tábuas de pedra, escritas pelo dedo do Senhor. Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte (Moisés ficou no Monte Sinai durante quarenta dias e quarenta noites sem comer nem beber), fizeram um bezerro de ouro, inclinando-se a ele, oferecendo holocaustos e ofertas; e ao descer do monte, ao ver o que o povo estava fazendo, acendeu-lhe o furor e arremessou as tábuas das suas mãos, quebrando-as ao pé do monte. Depois disto, tomou o bezerro de ouro que tinham feito e queimou-o no fogo, moendo-o até tornar em pó. E Moisés chamou os filhos de Levi, que mataram com espada naquele dia a uns três mil homens. E falando com Deus novamente, o Senhor pediu a ele para lavrar duas tábuas de pedra para escrever nelas os mesmos mandamentos que continham na primeira.
Deus escolheu para o sacerdócio a Aarão e seus filhos. A vestimenta dos sacerdotes era composta de um peitoral, um éfode, um manto, uma túnica bordada, uma mitra e um cinto. Faziam o serviço do ministério na tenda da congregação, iniciando o seu ofício aos vinte e cinco anos de idade e encerrando aos cinqüenta anos.
No segundo ano da saída do Egito, no dia vinte do segundo mês, partiram do deserto de Sinai e a nuvem parou no deserto de Parã, partindo do monte de Sinai a caminho de três dias para lhes buscar lugar de descanso e o povo novamente murmurou e a ira do Senhor se acendeu e consumiu com fogo os que estavam na última parte do arraial; e o povo clamou a Moisés, que orou a Deus e o fogo cessou. Então o povo desejou comer carne, lembrando-se da comida que tinham no Egito. E o Senhor Deus soprou um vento e trouxe codornizes do mar e as espalhou pelo arraial por uma grande área e a quase dois côvadossobre a terra e o povo as recolheu todo aquele dia e toda aquela noite e todo o dia seguinte; o que menos tinha, colhera dez ômeres; e quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do Senhor contra o povo e os feriu com uma praga muito grande; e o nome daquele lugar se chamou Quibrote-Ataavá, porquanto ali enterraram o povo que teve o desejo. Do lugar onde estavam, partiram para Hazerote, onde pararam e posteriormente foram para o deserto de Parã, de onde Moisés enviou doze homens a espiar a terra de Canaã; cada um de uma das doze tribos de Israel, sendo eles: Sâmua, Safate, Calebe, Jigeal, Oséias (Josué), Palti, Gadiel, Gadi, Amiel, Setur, Nábi e Güel, que subiram desde o deserto de Zim, até Reobe, à entrada de Hamate e subiram para a banda do sul até Hebrom e depois até ao vale de Escol e voltaram ao fim de quarenta dias para o local onde estavam Moisés e Aarão, com toda a congregação do povo israelita, em Cades.
O povo murmurou contra Moisés e Aarão, querendo voltar ao Egito, temendo ao povo que moravam na terra que foi espiada pelos doze varões. E Josué e Calebe rasgaram os seus vestidos e falaram a toda a congregação, que ao ouvir suas palavras tentaram apedrejá-los; porém a glória do Senhor apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel e feriu com praga todos aqueles que murmuraram. E o povo que tentou subir ao cume do monte foi ferido pelos amalequitas e cananeus que habitavam na montanha, derrotando-os até Hormá.
Coré, Datã e Abirão se rebelaram contra Moisés e acendeu a ira do Senhor, que abriu a terra que estava abaixo de Coré e toda a sua fazenda, eles e tudo o que era seu desceram vivos e a terra os cobriu. E desceu fogo do Senhor e consumiu a duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso. E com isto o povo murmurou contra Moisés e Aarão e a glória do Senhor apareceu e mandou-lhes uma praga que matou a catorze mil e setecentos por causa de Coré. E depois disso falou Deus com Moisés e o cajado de Aarão floresceu, produzindo flores e amêndoas.
Chegando os filhos de Israel ao deserto de Zim no primeiro mês, o povo ficou em Cades, onde Miriã, irmã de Moisés morreu e foi sepultada. E não havia água para a congregação e o povo se congregou contra Moisés e Aarão. E a glória do Senhor apareceu e disse a Moisés para ajuntar o povo, pois lhes dariam água que sairia de uma rocha, que foi ferida por duas vezes pela vara de Moisés; e bebeu a congregação e os seus animais.
Moisés estando em Cades, mandou mensageiros ao rei de Edom, pedindo permissão para passarem por sua terra, dizendo que não passariam pelo campo, nem pelas vinhas e nem beberiam a água dos poços, porém o rei de Edom não os permitiu passar, ameaçando-os de morte caso isso ocorresse. Por esse motivo, partiram de Cades e foram ao monte de Hor, nos termos da terra de Edom, onde Aarão morreu e sucedeu-lhe no sacerdócio o seu filho Eleazar; e ali choraram pela morte de Aarão por trinta dias.
Sabendo o rei de Harade que Israel vinha pelo caminho dos espias, pelejou contra eles, levando alguns deles por prisioneiros. E Israel fez um voto a Deus, que deu os cananeus em suas mãos, sendo destruídos eles e suas cidades.
Partiram do monte de Hor pelo caminho do mar vermelho, a rodear a terra de Edom, porém o povo angustiou-se neste caminho e falaram contra Deus e Moisés. Então Deus enviou entre o povo serpentes ardentes que morderam o povo, matando muitos israelitas; e o povo clamou a Moisés, que por ordem de Deus fez uma serpente de metal e a colocou sobre uma haste, pelo que o povo ao ser mordido por alguma serpente, olhava para a serpente de metal e ficava vivo. E de onde estavam, foram alojar-se em Obote e posteriormente aos outeiros de Abarim, no deserto defronte de Moabe e de lá se alojaram junto ao ribeiro de Zerede. Posteriormente se alojaram em Arnom, que era um dos termos de Moabe e depois para Beer. E do deserto partiram para Matana e depois para Naaliel e após a Bamote. E de Bamote partiram para o vale em Moabe, no cume de Pisga, de onde foram enviados os mensageiros israelitas a Seom, rei dos Amorreus, pedindo permissão para passarem por suas terras, o que não foi permitido pelo rei, que veio ao encontro de Israel em Jaaz e pelejou contra eles. E Israel feriu ao fio da espada e tomou a sua terra em possessão, desde Arnom até Jaboque e habitou em todas as cidades dos amorreus, em Hesbom e em todas as suas aldeias, que era cidade do rei Seom, que a tinha tomado do rei de Moabe.
Moisés mandou espiar a Jaezer e tomaram as suas aldeias. E subiram ao caminho de Basã e Ogue, rei dessa cidade, saiu contra eles à peleja em Edrei, porém foram derrotados pelos israelitas, que tomaram sua terra em possessão.
Os israelitas partiram e acamparam nas campinas de Moabe, da banda do Jordão de Jericó e Balaque, rei dos moabitas, enviou mensageiros para Balaão, filho de Beor, que estava em Petor, junto ao rio. Nessa época a jumenta de Balaão fala com ele, quando esta foi açoitada, porque vira o anjo do Senhor com sua espada desembainhada na mão. Balaão também recebe várias visitas de Deus e transmite as palavras para Balaque.
Israel deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas, inclinando-se aos seus deuses, acendendo assim a ira de Deus, que disse a Moisés que enforcasse o povo que se juntaram a Baal-Peor. E Moisés disse aos juizes de Israel que cada um matasse os seus homens que haviam inclinado aos deuses do povo moabita. E morreram nessa época vinte e quatro mil pessoas e depois cessou a praga sobre os filhos de Israel.
O Senhor Deus falou com Moisés no monte de Abarim, mostrando-lhe a terra que tinha prometido ao povo de Israel e disse-lhe para tomar Josué e se apresentasse ao sacerdote Eleazar, que pôs sobre ele as suas mãos e lhe deu mandamentos. Ao pelejarem contra os midianitas, com doze mil homens armados para a peleja, mataram a todo o varão, cinco reis dos midianitas e a Balaão, filho de Beor, que mataram a espada.
No primeiro dia do décimo primeiro mês do quadragésimo ano da saída do Egito, Moisés falou com o povo, conforme tudo o que o Senhor Deus lhe mandara acerca deles e Deus disse para chamar Josué e apareceu-lhes na tenda, na coluna de nuvem que se pôs sobre a entrada e disse para Moisés escrever um cântico, o qual ensinou aos filhos de Israel.
Moisés subiu das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga, defronte de Jericó e o Senhor Deus mostrou-lhe toda a terra desde Gileade até  e toda a terra de NaftaliEfraimManassés eJudá até ao mar último e o sul e a campina do vale de Jericó, a cidade das palmeiras até Zoar. E morreu ali o profeta Moisés na terra de Moabe com a idade de cento e vinte anos e foi sepultado pelo Senhor num vale, defronte de Bete-Peor e ninguém soube até hoje o local da sua sepultura; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor. E os israelitas prantearam a Moisés durante trinta dias e Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos. E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera cara a cara, nem semelhante em todos os sinais e maravilhas que o Senhor enviou para fazer na terra do Egito e a toda a sua terra.

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