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Deveres e Responsabilidades

02 de Agosto de 2016


Escrito por Silvano Codogno   
31-May-2009
www.sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos 
 silvanocodogno@gmail.com
Nos relatos expostos aqui, procurei com diligência e cuidado tratar de um assunto que julgo importante e fundamental: nossas obras e nossas responsabilidades em relação ao Senhor Deus e também aos nossos irmãos. Quanto à prática das boas obras, sabemos que elas são inerentes e também requeridas dos seguidores de Cristo, e quanto a isso não temos nenhuma dúvida. Paulo nos ensina: 
 
Efésios 2.10 – Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
 
 Efésios 5:1 ao 21:
1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
2 e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.
3 Mas a prostituição e toda impureza ou avareza nem ainda se nomeiem entre vós, como convém a santos;
4 nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas, antes, ações de graças.
5 Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicário, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus.
6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
7 Portanto, não sejais seus companheiros.
8 Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz
9 (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade),
10 aprovando o que é agradável ao Senhor.
 
11 E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as.
12 Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe.
13 Mas todas essas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.
14 Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,
 
16 remindo o tempo, porquanto os dias são maus.
17 Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.
18 E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito,
19 falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração,
20 dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
21 sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.
 
Não podemos ignorar que cada um de nós, (que somos membros do corpo de Cristo) tem muita responsabilidade em nossas obras com relação à salvação do nosso espírito. Pois sabemos que ainda no Antigo Testamento nos ensina a palavra de Deus.
 
Ezequiel 18:1 ao 4:

1 E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2 Que tendes vós, vós que dizeis esta parábola acerca da terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?
3 Vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nunca mais direis este provérbio em Israel.
4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.
 
O profeta Ezequiel sai em defesa da justiça divina, desenvolvendo extensamente o tema da retribuição individual e não coletiva ou hereditária. Cada um é responsável pela sua própria conduta e será julgado de acordo com as suas boas ou más ações.
 
Ezequiel 18:30 – Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor JEOVÁ; vinde e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniqüidade não vos servirá de tropeço.
 
Portanto, o justo viverá graças à sua retidão, e o pecador morrerá por causa da sua iniqüidade. Como conclusão lógica desse princípio da mais estrita responsabilidade pessoal, o profeta dirige um chamado urgente à conversão.
 
Ezequiel 18.31 e 32 – Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor JEOVÁ; convertei-vos, pois, e vivei.
 
Ezequiel 14:12 ao 16:
 
12 Veio ainda a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
13 Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, gravemente se rebelando, então, estenderei a mão contra ela, e tornarei instável o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e arrancarei dela homens e animais;
14 ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor JEOVÁ.
15 Se eu fizer passar pela terra nocivas alimárias, e elas a assolarem, que fique assolada, e ninguém possa passar por ela por causa das feras;
16 ainda que esses três homens estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nem a filhos nem a filhas livrariam; só eles ficariam livres, e a terra seria assolada.
 
Pela responsabilidade pessoal, é certo que seremos os únicos prejudicados com nossa conduta no que diz respeito a nos salvarmos ou não. 
 
Apocalipse 21.27 – E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
 
Vejamos a resposta de Deus a Moisés, quando o profeta pediu que o seu nome fosse riscado do livro: 
 
Êxodo 32:31 ao 33:
 
31 Assim, tornou Moisés ao SENHOR e disse: Ora, este povo pecou pecado grande, fazendo para si deuses de ouro.
32 Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito.
33 Então, disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro.
 
Baseado nesses e em muitos outros ensinos das Sagradas Escrituras, dados pelos profetas e apóstolos do Senhor, estamos perfeitamente instruídos no que diz respeito a andar em santificação. E que nossas obras, sendo elas boas ou não, não interferem diretamente na salvação ou condenação de nosso filho, esposa, mãe, irmão, etc.. 
 
Responsabilidade 1 – podemos concluir que referente à salvação pessoal, a responsabilidade é estritamente individual.
 
Após a análise da responsabilidade que temos com nós mesmos e com o Senhor, surge outra questão: Quais são as responsabilidades que temos com nossos irmãos? Elas vão além do que às vezes podemos pensar. Analisemos o que nos diz as Escrituras.
 
Tito 2:11 ao 14:
 
11 Porque a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens,
12 ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,
13 aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
14 o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.
 
Essas são as características do povo de Deus: ESPECIAL E ZELOSO DE BOAS OBRAS. E no âmbito da coletividade, surge então um fator fundamental para esse povo exclusivamente seu, que é a responsabilidade do trabalho de Deus. As Três Comunicações somadas é claro com a obediência aos mandamentos do Senhor. 
 
João 4.38 – Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.
 
É possível perceber, que o texto que Paulo escreveu a Tito, atribui outras responsabilidades a cada um de nós, quando estamos inseridos em uma comunidade. Uma coisa é a sua responsabilidade individual (você com Deus) e outra é sua responsabilidade dentro desse grupo de pessoas, no qual existem algumas peculiaridades. E essas pessoas (Povo exclusivamente de Deus) pelo menos em tese, devem ter responsabilidades e comprometimentos entre si, e manter comunhão com cada membro desse grupo. Sob a luz dos ensinos de Paulo aprendemos que: 
 
Devemos pautar nossas ações de forma a contribuir para o bom andamento e funcionamento da unidade espiritual da Igreja a que pertencemos. Devemos estar preocupados com todas as pessoas que fazem parte do grupo e exercermos um papel fundamental, quase ou tão importante como aquele que exercemos particularmente, no aspecto de promover e estimular a edificação, perfeição e salvação. Pelo sangue de Cristo somos uma só família: A família de Deus. 
 
I Coríntios 12:12 ao 14:
 
12 Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
 
I Coríntios 12:25 ao 27:
 
25 para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros iguais cuidados uns dos outros.
26 De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
27 Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.
 
Percebemos que o SENHOR nos tem tratado também na forma da coletividade, olhando para nós como um todo e não isoladamente, e quer também que olhemos da mesma forma. Sabemos que é da soberana vontade de Deus que todos sejamos salvos e para isso precisamos uns dos outros para que, em conjunto, possamos cuidar da obra de Deus e ao mesmo tempo, beneficiar nosso espírito para a salvação.
 
No que diz respeito à obra de Deus, ou seja, o Culto Espiritual, não podemos praticar sozinhos. Isso Paulo nos mostra na comparação do corpo e seus membros. O corpo é composto de muitos membros e cada membro tem a sua função. Nenhum membro é independente e nenhum trabalha isolado dos demais membros do corpo. 
 
Romanos 12.5 – assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.
 
Efésios 4:11 ao 13:
 
11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,
13 até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
 
Tão certo como vive o SENHOR, não podemos deixar de obedecer ao principio estabelecido na questão da coletividade. Acredito verdadeiramente que o SENHOR espera isso de todos nós. O simples fato, por exemplo, de nos dirigirmos aos cultos, estamos naquele momento cumprindo com nossa responsabilidade para com nossos irmãos.
 
No Domínio Celestial (João 17) também podemos notar que prevalece a questão de mais de uma pessoa envolvida (Cristo rogou ao Pai), quando se trata de um determinado trabalho ou conjunto de ações a serem realizadas. E todo o trabalho realizado é para que se obtenha um resultado que supra as necessidades.
 
João 17:20 e 21 – Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, *para que o mundo creia que tu me enviaste.
 
A obra de Cristo atinge a perfeita unidade, pois ela é a fusão entre o SENHOR DEUS, Cristo, os apóstolos e nós, e assim se obtém o seguinte resultado: *para que o mundo creia que tu me enviaste. 
 
Partindo do mesmo princípio, nós também devemos estar em perfeita unidade e em conjunto trabalhar em prol da palavra de Deus, para alcançarmos outro resultado previamente determinado no evangelho de João 4:36 – E o que ceifa recebe galardão e ajunta fruto para a vida eterna, para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos regozijem.
 
Responsabilidade 2 – outra conclusão é que no âmbito coletivo, precisamos ter freqüência no Culto Espiritual.  
 
Outra responsabilidade não menos importante é o resultado de uma ação de nossa parte que contraria os princípios de nossa Doutrina, e como ela pode repercutir de forma negativa no seguimento do nosso irmão. Alguns textos bíblicos abordam a questão de nossa conduta para com nossos irmãos e nos mostram o quanto essa questão é importante e exige muita atenção de nossa parte.
 
Romanos 14.19 – Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.
 
Filipenses 2:4 e 5 – Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
 
I Pedro 3.8 – E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis,
 
Romanos 15.2 – Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.
 
Os dias atuais exigem de nós cada vez mais atenção e cuidado para que, como diz o apóstolo:
 
Efésios 6:10 e 11 – No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo;
 
Esse povo de Deus, especial e zeloso de boas obras é alvo constante de ataques do inimigo de Deus.
 
I Pedro 5.8 – Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
 
E o inimigo bem sabe que, se tratando da questão espiritual, somos unidos ao Senhor e somos um mesmo espírito com ele:
 
I Coríntios 6.17 – Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
 
Então ele vai procurar de todas as formas fazer com que tenhamos naufrágio na fé e assim fazer que nos apartemos de Deus. E ele utiliza de vários métodos. Uma estratégia usada por ele é dificultar nosso seguimento espiritual que é balizado pelos padrões do evangelho. 
 
Mas onde entra no caso em questão, a nossa responsabilidade coletiva? Dizer que o inimigo não conhece as escrituras, não podemos. Ele citou o Salmo 91:11 e 12 para Cristo quando foi tentá-lo. Então certamente ele conhece o que o Apóstolo Tiago disse:
 
Tiago 4.7 – Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
 
Vejo que ele não quer se “aparecer publicamente”, e sim como fez no Jardim do Éden, de modo “disfarçado”. Como ele é o pai da mentira e peca desde o princípio, é hábil no que faz como o próprio Paulo disse em II Coríntios 2.10 e 11 – para que não sejamos vencidos por Satanás, porque não ignoramos os seus desígnios.
 
Regularmente lança ao mundo atrativos que parecem aos olhos ser coisa boa, porém, buscando a direção do Evangelho, sendo coisas que podem ser extremamente prejudiciais à saúde do espírito. Então somos guiados pelo inimigo? Certamente que não! A Bíblia nos ensina assim:
 
I Coríntios 2.12 – Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.
 
O fato é que o inimigo tenta, através destes atrativos (ASTUTAS CILADAS DO DIABO), nos atrair e assim procura atingir o maior número de pessoas possível, tentando nos privar da graça de Deus, se assim aderirmos às suas vontades, evidentemente. E exatamente nesse ponto é que temos que tomar cuidado. Vejamos o que Paulo diz a Igreja de Corinto.
 
II Coríntios 11.3 – Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo.
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Responsabilidade 3 – no âmbito da conduta, devemos fugir dos costumes do mundo.
 
Pais e Filhos – vejamos a título de exemplo, mais uma de nossas responsabilidades coletivas: Os pais têm grandes preocupações em relação à vida espiritual de seus filhos e segundo a Bíblia devem criá-los na Doutrina e admoestação do Senhor. E todos sabem que não é tarefa fácil, nos dias atuais, conduzir a educação espiritual dos filhos de acordo com a Doutrina, em função dos “atrativos” que estão escancarados e acessíveis com muita facilidade.
 
João 5.19 – Mas Jesus respondeu e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai, porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.
 
Tão saudável e eficaz como a educação dada verbalmente, é o exemplo prático dado pelos pais aos filhos dentro e fora do lar. Podemos dificultar seriamente a educação dos filhos de nossos irmãos se não apresentarmos boas obras diante de Deus. Porque se outro pai apresenta boas obras e eu, por exemplo, apresento obras ruins, e não instruo meus filhos na Doutrina, o que vai passar na cabeça do filho de meu irmão em questão?   
 
Se tal pai luta, esforça, e combate contra tais procedimentos no intuito de estabelecer uma conduta cristã para ele e sua família, principalmente seus filhos, esse pai terá muita dificuldade em explicar para seu filho, o porquê que o filho de outra família, que é membro da mesma comunidade, pode fazer aquilo que ele está sendo aconselhado e orientado a não fazer. Não somos da mesma Doutrina? Porque ele pode e eu não? Poderemos ouvir esses questionamentos.
 
Se tais procedimentos errôneos forem vistos fora do âmbito de nossa Doutrina, em pessoas que não fazem parte de nossa comunidade, o pai não terá muita dificuldade em esclarecer ao filho, mas se for entre nós, será difícil explicar e assimilar. 
 
Sempre analisei com muito cuidado o significado do que o profeta Miquéias disse e Jesus também faz referência em seus ensinos:
 
Miquéias 7.6 – Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora, contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.
 
Mateus 10:35 e 36 – porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra. E, assim, os inimigos do homem serão os seus familiares.
 
É evidente que há sinais de conflitos entre pessoas, tanto nas palavras do profeta como nas do Senhor. Pois os pensamentos dos membros da casa que são mãe, pai, filho, filha etc., são incompatíveis entre si, daí então os motivos da divisão, cada um tem pensamentos e condutas diferentes e provavelmente opostas entre si. 
 
Não podemos ser contados entre os que iniciam e estimulam esse conflito. Não que essa profecia se cumpra cabalmente ou exatamente assim. Devemos ser cooperadores na educação dos filhos de nossos irmãos, e não nos tornarmos “inimigos” (mesmo que involuntariamente), ao ponto de dificultá-los a aplicarem os ensinos da maneira correta. 
 
Na primeira Epístola aos Coríntios, no capítulo 8, Paulo responde às perguntas acerca das carnes sacrificadas aos ídolos. E percebemos em todo o assunto o cuidado que devemos ter com nossos irmãos, e isso está relacionado com nossas ações. 
 
I Coríntios 8:10 ao 12:
 
10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?
11 E, pela tua ciência, perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.
12 Ora, pecando assim contra os irmãos e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.
 
Não é este assunto que está sendo tratado aqui, mas vemos que nossas obras podem fazer perecer nossos irmãos, não só pecando contra eles, mas contra Cristo. Então, em defesa da Pátria Celestial, devemos como bons soldados a serviço do grande Rei lutar, não contra nossos irmãos de frente a frente, mas sim lutarjuntos, lado a lado, contra todos os males que o inimigo quer causar contra os santos. 
 
Romanos 14.21 – Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
 
Lembremos as palavras do Senhor Jesus em Mateus 12.25 – Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.
 
Mas o profeta declara qual o modo de se resolver esta questão, e suas palavras são quase um grito a todos se voltarem para o Senhor, fazendo uma declaração de fé e esperança em Deus. 
 
Miquéias 7.7 – Eu, porém, esperarei no SENHOR; esperei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.
 
Esperar no SENHOR, como disse o profeta, é obedecê-lo. Devemos estabelecer entre nós procedimentos semelhantes em relação a nossas obras, e isso servirá de um facilitador para todos.
 
Esse papel deve ser exercido por todos, pois somos ao mesmo tempo: Pais, tios, tias, primos, sobrinhos, avós, netos e assim por diante, e todos dentro desse contexto devem exercer da melhor forma possível o seu papel, pois isso pode influenciar positivamente o desenvolvimento espiritual de cada um, principalmente de nossas crianças. Essa é a síntese do assunto. 
 
Responsabilidade 4 – devemos educar nossos filhos de forma compatível com a doutrina cristã. Assim os filhos dos irmãos, vendo o bom exemplo de nossa família, estarão estimulados à retidão e não ao desanimo.
 
Vejamos outros escritos de Paulo, que ilustra bem essa questão. 
 
I Timóteo 4:12 ao 16:
 
12 Ninguém despreze a tua mocidade; mas seja o exemplo dos fiéis, na palavra, no procedimento, na caridade, no espírito, na fé, na pureza.
13 Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.
14 Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.
15 Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.
16 Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.
 
Romanos 15:5 e 6 – Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Em suma: querer e procurar fazer o bem a todos é bíblico e deve ser considerado como obra de Deus. Temos exemplos da própria pessoa do nosso Deus, quando ele libertou os Israelitas do Egito, no momento que eles estavam passando no meio do mar, “todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar” I Coríntios 10:2. Nenhum ficou fora da bondade e misericórdia do nosso Senhor.  Paulo tem grandes preocupações coletivas, podemos ver isso em um de seus escritos:
 
Gálatas 6.10 – Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.
 
Habacuque 2:13 e 14 – Eis que não vem do SENHOR dos Exércitos que os povos trabalhem para o fogo e os homens se cansem pela vaidade. Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar.
 
Daniel 2.35 – Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra.
 
O que é que os profetas Habacuque e Daniel estão profetizando? Evidente que se trata da evangelização universal, da abertura do conhecimento da glória de Deus, do ministério que desde os tempos eternos esteve oculto a todas as nações. E isso se deu em Cristo.
 
As obras inconvenientes para nós, evidentemente não vem de Deus, como disse o profeta. Somente às obras boas agradam ao Senhor. Temos a mente de Cristo e isso é uma vantagem em que sobrepujamos e muito no que diz respeito ao conhecimento da vontade de Deus. 
 
II Coríntios 3:5 e 6 – não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica.
 
Como João escreveu em Apocalipse 14:6 e 7 – E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.
 
Estamos inseridos nesses a quem a pregação do Anjo foi dirigida. Logo, é de nossa inteira responsabilidade cuidar de nosso bem estar espiritual, de nossa família, de nossos irmãos e de suas respectivas famílias, no que diz respeito a tudo aquilo que o Anjo pregou, que nada mais é do que a querida e amada: A DOUTRINA ESPIRITUAL DE JESUS CRISTO”. 
 
II Coríntios 13:11 e 12 – Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.
 
Americana, 30/05/2009 
Silvano Codogno - silvanocodogno@gmail.com

Atualizado em ( 27-Jan-2013 )

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