A Pregação do Evangelho

02 de Agosto de 2016


Escrito por Silvano Codogno e Valdenir Alves Ferreira   
25-Feb-2011
 
www.sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos
               
Silvano                        Valdenir
Elaborado com exclusividade para o 2º Encontro de Líderes da Sã Doutrina
*Abordagem funcional da pregação. Não serão abordados os estilos pessoais de nossa atualidade, mas apenas o estilo bíblico do Apóstolo Paulo.
*Estar preparado para as oportunidades. A função do Espírito Santo é nos fazer lembrar o que Cristo disse. Logo, só podemos lembrar aquilo que já sabemos.
*As passagens bíblicas e seu contexto. O resultado da pregação (9:22 e 23 de I aos Coríntios). Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns. E eu faço isso por causa do evangelho, para ser também participante dele.
*Como a pregação desenvolveu a Igreja Primitiva nos séculos I, II e III.
* Como se desenvolveu a Sã Doutrina no século XX.
*A pregação aos gentios. É sabido por todos nós que o culto espiritual é a pregação do evangelho aos mortos, mas precisamos pregar aos vivos também.  Estamos preparados para isto?
*Métodos e materiais explicativos sobre a Sã Doutrina para demonstrá-la aos gentios.
Ministério de Paulo – Pregador e Doutor dos Gentios
Abaixo algumas características do Ministério de Paulo. É evidente que seu ministério é bem mais amplo do que as informações aqui relacionadas, entretanto segue algumas diretrizes que temos condições de entender e também colocar em prática.
O texto bíblico que segue cada tópico serve para exemplificar como as situações se desenvolveram e também destacam as habilidades do Apóstolo.
Os tópicos bíblicos foram selecionados por Silvano Codogno. A consideração ao fim de cada tópico e as considerações finais (todas em azul) são de Valdenir Alves Ferreira.
1 – Vocação Celestial para o Ministério da Pregação:
Gálatas 1 vs 15/16: “Mas quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue. 

Tito 1 v 3: “Mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador;”
2 – Algumas características que vemos em Paulo e em suas pregações. Vejamos algumas delas na pregação que ele fez na Antioquia.
Capítulo referencial: Atos 13 vs 13/52
As habilidades requeridas do Apóstolo Paulo são requeridas de todos aqueles que pretendem pregar, como a necessidade da vocação por exemplo. Assim, fica reconhecido o chamado de Deus, mas isto não anula o esforço individual que precisamos empreender
2.1: Conhecimento (em negrito)
“E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, da Panfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.
E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se;
E, depois da lição da lei e dos profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Varões irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai.
E, levantando-se Paulo, e pedindo silêncio com a mão, disse: Varões israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi: O Deus deste povo d'Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra do Egito; e com braço poderoso o tirou dela;
E suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos.
E, destruindo a sete nações da terra de Canaã, deu-lhes por sorte a terra deles.
E, depois disto por quase quatrocentos e cinqüenta anos, lhes deu juízes, até ao profeta Samuel. E depois pediram um rei, e Deus lhes deu por quarenta anos, a Saul filho de Quis, varão da tribo de Benjamim.
E, quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi {filho} de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.
Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador d'Israel; Tendo primeiramente João, antes da vinda dele, pregado a todo o povo d'Israel o batismo do arrependimento. Mas João, quando completava a carreira, disse: Quem pensais vós que eu sou? Eu não sou o Cristo; mas eis que após mim vem aquele a quem não sou digno de desatar as alparcas dos pés.
Varões irmãos, filhos da geração d'Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, a vós vos é enviada a palavra desta salvação.
Por não terem conhecido a este, os que habitavam em Jerusalém, e os seus príncipes, condenaram-no, cumprindo assim as vozes dos profetas que se lêem todos os sábados.
E, embora não achassem alguma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. E, havendo eles cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, o puseram na sepultura;
Mas Deus o ressuscitou dos mortos. E ele por muitos dias foi visto pelos que subiram com ele da Galiléia a Jerusalém, e são suas testemunhas para com o povo. E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, Deus a cumpriu, a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus:
Como também está escrito no salmo segundo: Meu filho és tu, hoje te gerei. E que o ressuscitaria dos mortos, para nunca mais tornar à corrupção disse-o assim. As santas e fiéis bênçãos de Davi vos darei.
Pelo que também em outro salmo diz: Não permitirás que o teu santo veja corrupção.
Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, e foi posto junto de seus pais e viu a corrupção.
Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção viu.
Seja-vos pois notório, varões irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados por ele é justificado todo aquele que crê.
Vede pois que não venha sobre vós o que está dito nos profetas: Vede, ó desprezadores, e espantai-vos e desaparecei; porque opero uma obra em vossos dias, obra tal que não crereis, se alguém vo-la contar.
E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas. E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé: os quais falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus.
E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade a ouvir a palavra de Deus. Então os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja: e, blasfemando, contradiziam o que Paulo dizia. Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram:
Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.Porque o Senhor assim no-lo mandou:
Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.
E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província. Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos. Sacudindo, porém, contra eles o pó dos seus pés, partiram para Icônio. E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.”
No relato que acabamos de ver referente ao conhecimento, o apóstolo era um profundo conhecedor do judaísmo e das promessas referentes a vinda do Messias.
Para conhecer Cristo no entanto, ele se interou com os 12 apóstolo e contou muito com a revelação divina. Ele se formou sob a instrução de Gamaliel. Sua conversão deve ser vista como uma excessão raríssima para os nossos dias, pois a mesma se deu unicamente pela revelação como vemos em 9 de Atos.
O Maior pregador da história do cristianismo foi convertido sem pregação.
2.2 – Iniciativa/Prontidão para o trabalho:
Versículos 15/16: “E, depois da lição da lei e dos profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Varões irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai. E, levantando-se Paulo, e pedindo silêncio com a mão, disse: Varões israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi:”
Em todas oportunidades possíveis Paulo pregou para as multidões, reis, governadores e outros. A pregação estava na alma dele. Esta prontidão precisa ser trazida para os nossos dias. Precisamos estudar e descobrir a forma viável para isto. Este é o tema da segunda parte deste nosso trabalho.
2.3 – Ousadia e Companheirismo
Versículo 46:  Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.”
Quando alguém faz alguma coisa diferente ou incomum dizemos que ele é ousado. Ousar significa fazer algo que os demais não estão esperando. O pregador precisa ser assim. Raramente as pessoas virão até voce pedir explicações de sua crença. Temos que ousar e  promover situações favoráveis para divulgar aSã Doutrina.
2.4 – Paciência/Ânimo e Perseverança na contradição e sequencia do trabalho
Versículos 50/51: “Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos.Sacudindo, porém, contra eles o pó dos seus pés, partiram para Icônio.”
O semeador plantou 4 sementes e só uma produziu. Ele “perdeu” 75% do seu trabalho. Ao pregar a Sã Doutrina em sua profundidade espiritual, muitos, muitos lhe dirão NÃO.
Voltemos em 9:22 e 23 de I Coríntios - Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns. E eu faço isso por causa do evangelho, para ser também participante dele.
Paulo pregou no mundo inteiro e contentava com a idéia de salvar alguns. Não estamos falando em pregar nas praças e sim de uma atitude corajosa que precisamos ter. Você já converteu 1 pessoa? Uma sequer. Você tentou?
Falou sobre a Sã Doutrina com seus vizinhos, seus amigos da faculdade ou de serviço?
2.5 – Discirnimento no conteúdo da palavra ( Texto complementar )
II Timóteo 4 vs 2 e 5: ”Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda longanimidade e doutrina. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra dum evangelista, cumpre o teu ministério.”
Redarguir: Responder, Replicar.
Repreender: Admoestar energicamente, censurar, arguir.
Exortar: Incitar à prática do que é bom ou conveniente, Procurar convencer (por meio da persuasão, do conselho).
Longanimidade: Caráter da pessoa que suporta as adversidades e que prossegue no seu empenho, apesar dos obstáculos. Bondade que faz desprezar as ofensas.
Aqui, os verbos foram explicados na linguagem popular. A longanimidade é a pitada especial de amor, ou seja, se a pregação não foi ouvida e a ovelha desanimou, o pastor (pregador) precisa ir lá atrás dela e traze-la de volta ao curral para tratar e curar suas feridas.
Já temos visto casos em que a ovelha se afasta (ela não está morta, apenas se afastou) por não suportar o ensino e o pastor não vai atrás dela com o argumento que ela se afastou por ser desobediente.
É um erro grave, pois na parábola da ovelha perdida (15 de Lucas), o pastor foi atrás da ovelha, tomou-a em seu ombro e trouxe de volta para junto das demais.
Reflexão: existe alguma ovelha afastada no campo de sua apascentação ou reunião? Você vai deixá-la morrer nas garras do lobo?
3 - Capitulo Referencial: Atos 14 (O Evangelho em Listra Derbe e Icônio)
“E aconteceu que em Icônico entraram juntos na sinagoga dos judeus, e falaram de tal modo que creu uma grande multidão, não só de judeus mas de gregos. Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios. Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios. E dividiu-se a multidão da cidade; e uns eram pelos judeus, e outros pelos apóstolos. E havendo um motim, tanto dos judeus como dos gentios, com os seus principais, para os insultarem e apedrejarem. Sabendo-o eles, fugiram para Listra e Derbe, cidades de Licaônia, e para a província circunvizinha; E ali pregavam o evangelho. E estava assentado em Listra certo homem leso dos pés, coxo desde o ventre de sua mãe, o qual nunca tinha andado. Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos, e vendo que tinha fé para ser curado, Disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou. E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaónica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós.E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava.
E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles; O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos. E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações. E, dizendo isto, com dificuldade impediram que as multidões lhes sacrificassem. Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto. Mas, rodeando-o os discípulos, levantou-se, e entrou na cidade, e no dia seguinte saiu com Barnabé para Derbe. E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido. Passando depois por Pisídia, dirigiram-se a Panfília. E, tendo anunciado a palavra em Perge, desceram a Atália.
E dali navegaram para Antioquia, de onde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido. E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé. E ficaram ali não pouco tempo com os discípulos.”
3.1 – Sinais e Prodigios ( Conforme falamos, precisamos discutir mais esse assunto )
Vesículo 3:  “Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por sua mãos se fizessem sinais e prodígios.
O dom de curar pela imposição das mãos e a revelação de mistérios proféticos foi a base da expansão da Igreja Primitva nos séculos I, II e III e também da Sã Doutrina no século XX. Precisamos focar na busca destas virtudes, pois elas são determinantes para um novo ciclo de expansão.
A Bíblia recomenda a oração, o jejum, a unção com óleo, a santidade cristã, os mandamentos e a comunhão com Deus e seu Filho Jesus Cristo através do Espírito Santo como condições indispensáveis para a obtenção destas virtudes.
3.2 – Saber discernir o momento certo para cada ocasião:
Versículos 5/7: “havendo um motim, tanto dos judeus como dos gentios, com os seus principais, para os insultarem e apedrejarem. Sabendo-o eles, fugiram para Listra e Derbe, cidades de Licaônia, e para a província circunvizinha; E ali pregavam o evangelho.”
A prudencia e a identificação das situações para divulgar a palavra não podem ser ignoradas por aqueles que pretendem divulgar.
3.3 – Humildade:
Versículo 15: ” E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles;”
3.4 – Em relação ao gentio, Paulo prega a mensagem do grande poder de Deus e, demonstrando que ele é o Deus todo poderoso, inclusive falando de fatos e sinais materiais da obra de Deus.
Versículo 17: “E, contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.”
O maior exemplo de humildade foi o próprio Cristo. Diz a escritura que ele não teve o orgulho de ser Deus e revestiu da forma humana para nos salvar. (Fil 2:6)
Detalhe: O Cristo não fez isto para salvar a si mesmo, mas salvar os outros. E nós além de trabalhar pela nossa salvação, o que estamos fazendo para salvar os demais? Não estamos aqui falando de caridade espiritual, pois este já é um compromisso de todos nós. Estamos falando da interação e ajuda ao próximo materialmente no sentido de encaminha-lo na palavra de Deus e tira-lo das trevas.
4 - Capitulo Referencial: Atos 16
4.1: Subordinação a autoridade (não pode ser independente) e reconhecimento de ensinos que não estejam no campo de sua pregação e que não seja fruto do seu trabalho.
Versículos 1/5: “chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego;
Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio.
Paulo quis que este fosse com ele; e tomando-o, o circuncidou, por causa dos judeus que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seu pai era grego.
E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.
De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número.”
O pregador precisa reconhecer a autoridade do Ministério de Apascentação se submeter. Não sejamos pregadores autônomos, pois o trabalho não cresce pelo individualismo e sim pelo conjunto.
Saiba escutar os outros e não se sinta exclusivo e único, pois esta já é uma ruína conhecida em nosso meio. Essa autonomia ignorante das hierarquias estabelecidas já nos trouxe prejuízos.
5 – Capitulo Referencial: Atos 17 ( O Evangelho em Atenas )
5.1: Utilizar métodos de acordo com a ocasião e lugar. Aqui Paulo prega para Gentios. É razoavel notar que ele não faz menção, num primeiro momento, há nenhuma particularidade das leis de Deus. Primeiro ele faz um trabalho, e nele apresenta Deus e Jesus e suas autoridades e poderes. É claro que depois, já nas epístolas, como a dos Efésios por exemplo que também era um cidade gentílica, ele especificou com pormenores as caracteristcas de um cristão.
5.2: Aproveitar as oportunidades
“Os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram. E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.
De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam. E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto. Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade. E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.
Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez. E assim Paulo saiu do meio deles. Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros.”
Considerações finais
A expansão da Igreja Primitiva foi baseada na pregação de todos os apóstolos, evangelistas, discípulos e missionários com destaque especial para o apóstolo Paulo.
Jesus mandou que não orássemos nas praças para não cairmos no costume dos hipócritas, pois eram movidos pelo sentimento carnal do destaque e da fama. Na verdade, orar na praça por si só, nem seria errado; o errado era a hipocrisia dos fariseus que queriam ser vistos pelos homens.
Mateus6.5 e 6   E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
Esta regra que Cristo deu para a oração, não vale para a pregação. Oração é um momento íntimo entre o Homem e Deus. Pregação é a expansão da palavra, logo orar e pregar são coisas muito diferentes entre si.
Paulo pregava no Areópago que era semelhante a um estádio, nas praças, nos templos dos judeus e em todas as oportunidades possíveis, inclusive nas ocasiões em que o exercício da pregação colocava em risco sua própria vida.
Quando a Sã Doutrina surgiu no Brasil no início do século passado (1914-16), nossos primeiros irmãos foram valentes e ousados. Desenvolveram pelo dom do Espírito Santo, muitas curas e maravilhas e assim iniciaram a expansão da Sã Doutrina. Entretanto não tinha a pregação do evangelho por não possuírem leitura e desenvoltura suficientes.
Pioneirismo na Pregação
Segundo pudemos apurar os primeiros pregadores que surgiram foram Felício Rodrigues nos anos 20, João Galvão, João Barretos e Joaquim Néris Pereira nos anos 30 e 40. Sobre Felício, não sabemos detalhes de seu trabalho. Galvão e Barretos eram profetas e voltados mais para o dom de curas e profecias sendo que por suas ações, muitos e muitos irmãos, uma vez libertados das enfermidades e das possessões espirituais malígnas se converteram.
Joaquim era específico na pregação e converteu muitas e muitas almas, embora fosse analfabeto; por sua ousadia, iniciou e desenvolveu o estudo bíblico popularizado com o nome de Reunião de Jovens, logo seguida por similares como Reuniões de Crianças, Moças e Mulheres. Para ver este projeto concretizado ele enfrentou muitas contradições e desprezo, mas não desanimou.
Ações corajosas
Luiz Gállio foi ousado de forma extrema na pesquisa sobre as origens. Ele convidou outros irmãos para irem com eles, mas ninguém topou o projeto. Alguns desvalorizaram seu objetivo, mas ele foi em frente e numa dessas ocasiões arrazou consigo mesmo: talvez não seja para ele o meu trabalho; nem todos os homens tem os mesmos dons. Se ele tivesse desanimado, hoje não conheceríamos a sua versão sobre: A Origem da Sã Doutrina obtida por pesquisa.
João Pozza também foi ousado em registrar seu Livro de visões, pois ali consta sua versão sobre: A Origem da Sã Doutrina obtida por visão. Tanto o Gállio, quanto o Pozza, se saíssem perguntando quem era favor de suas teses encontrariam muitas contrariedades. Talvez a grande maioria dos irmãos de suas épocas seria contra, não por maldade, mas por falta de compreensão.
Eufrázio Xavier Prates fez de sua casa não só uma igreja, mas um hospital para tratar espiritualmente os enfermos que ali chegavam, auxiliado pelo dom de profecia de sua esposa. Iguais a Eufrázio, poderíamos citar Miguel de Miguel Valério, Benedito Silvério, Sebastiana Ribeiro e muitos outros que também fizeram isto;
João Batista foi embora para a Bahia e pregou a doutrina espiritual e converteu pessoas sob a denominaçãoCongregação de Israel Espiritual. Nunca soubemos até que passassem 52 anos. Manoel Cardoso e Berilla Benta, os novos convertidos foram para Brasília, pregaram e formaram um campo com numerosas ovelhas em muitas cidades de Goiás e Tocantins. Se  João Batista e Manoel Cardoso tivessem ficado quietos, nada teria acontecido e hoje não teríamos aqui Rômulo e Creuza Rebouças.
Panorama atual
Os irmãos da Sã Doutrina de 30, 40 ou 50 anos atrás eram arrojados em pregar a Doutrina espiritual, mas parece que esta característica está perdendo força nos dias atuais.
Se lançarmos um projeto de pregação aos gentios dentro da Sã Doutrinavai ter muitos irmãos a favor, mas vai ter muitos que são contra também. Temos que ter coragem e ousadia.
Quanto a converter alguém ou não, depende do chamado de Deus, mas também precisa da nossa ação levando o conhecimento espiritual. Novamente eu pergunto:
Você já falou da Sã Doutrina com seus vizinhos e amigos?
O que estamos fazendo para expandir a Sã Doutrina?
Onde está o entrave?
Pregar nas praças era o que Paulo fazia, mas não estamos propondo isto; não precisa tanto. Mas é preciso despertar a nós mesmos e uma grande parcela de nossos irmãos que não são desenvolvidos nesta vocação; apenas e tão somente isto.
Os tímidos citados em Apocalipse 21.8 serão condenados por ocultarem a palavra de Deus. Não é o nosso caso. Somos tímidos para a pregação aos gentios pelo fato de que este hábito não faz parte da estratégia de nossa igreja.
Quando Cristo fala em Mateus 7.6 Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem. Ele está se referindo ao fato da recusa dos gentios, ou seja, se pregarmos e a pessoa rejeitar, não devemos insistir. Mas o próprio Cristo mandou seus discípulos pregar a todas as nações em Mateus 28.19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Outra orientação de Cristo neste mesmo sentido está em Mateus 5.15 nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Cristo tinha e tem (ele não muda) um projeto claro de expansão para sua doutrina.
Pode ser que alguém diga: Nós já fazemos a pregação do evangelho aos mortos e não precisa desta meta, entretanto a salvação pelo detrimento do fogo já é uma realidade espiritual; vamos cumprir o que disse Judas em 1.23 salvai-os, arrebatando-os do fogo. Note que aqui não é salvar pelo fogo, mas livrando-os do fogo. É salvar pela palavra, pela pregação, pela regeneração e conversão em Cristo.
Se quisermos, conseguiremos muitas desculpas para não levarmos este projeto adiante, aliás, é muito fácil conseguir desculpas.
Vivemos em um mundo cheio de tecnologia digital, meios de transportes eficientes, recursos financeiros em muitos casos abundantes. Nossa sociedade brasileira é tolerante aos vários credos religiosos, a legislação nos permite liberdade de culto e o proselitismo (pregar e converter livremente). Estamos aproveitando todos os recursos existentes?
Sim ou não e por quê?
FIM

Pedrinho Augusto Silva
O meu parecer sobre a pregação para os gentios é que nós precisamos pregar sim, como está escrito em Romanos: a fé é pelo ouvir e o ouvir pela palavra, mas a pessoa que for pregar precisa ser enviada por Deus, ou seja, precisa ser ungida por Deus. Como pregarão se não forem enviados?
Eu sugiro melhorar os nossos caminhos, fazer mais estudos bíblicos entre os irmãos, entre as irmãs, entre os jovens e as crianças, para que o nosso povo seja bem disposto. Nós precisamos ter mais a essência daSã Doutrina para podermos responder com mansidão e temperança a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há em nós e santificar a cristo nossos corações. I Pedro 3:15 e I aos Coríntios 1:10.
Precisamos ter o mesmo parecer, sentir a mesma coisa, ter o mesmo sentimento e falarmos a mesma palavra.
A Paz de Deus seja com todos
Pedro augusto Silva 22/01/2011.  

Atualizado em ( 10-Apr-2011 )

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