Foto da noticia

A Espiritualidade em Nosso Cotidiano

01 de Agosto de 2016


Escrito por José Fatuch Júnior   
03-May-2014
sadoutrina.org - Biblioteca Digital - Trabalhos
 
 
Já conhecemos os componentes da espiritualidade, que incluem os exemplos de Jesus e os frutos do espírito mencionados em Gálatas 5.22-26, bem como a enorme importância desse conjunto de valores para a Doutrina Cristã. Também já estamos cientes, através de estudos bíblicos como Gálatas 5.16-21, pregações e demais orientações recebidas de nossas lideranças, que as obras da carne exercem efeito pernicioso sobre essa mesma espiritualidade, comprometendo seriamente a sua qualidade.
Além disso, temos o privilégio de receber (e compreender) mensagens esclarecedoras sobre esse e outros assuntos, enviadas por intermédio do Espírito Santo, conforme promessa descrita em várias passagens dos capítulos 14, 15 e 16 do Evangelho de João.
E ainda dispomos do apoio prestado pelas equipes formadas em diversas congregações a fim de promover reuniões para jovens, mulheres ou crianças, cada uma delas com seu direcionamento, mas todas envolvidas com a apresentação de trabalhos instrutivos sobre os mais variados ensinamentos bíblicos.
Devido à relevância do tema, propomos mais algumas discussões com o objetivo de acentuar o vínculo entre nosso estágio de Espiritualidade e as diversas funções que somos levados a desempenhar em nosso cotidiano, nos grupos de interação mais significativos para a maioria de nós, a saber: Igreja, trabalho (ou estudo) e família.

Em primeiro lugar trataremos da força espiritual que se faz necessária para o bom desempenho nas atividades exercidas pelos fiéis durante os cultos da Sã Doutrina. Nas participações em obras de caridade, nas orações e súplicas dirigidas ao Pai e nas expressões de louvor a DEUS (em salmos ou cânticos), nos sentiremos tanto mais fortalecidos quanto mais elevado se fizer o nosso estágio de espiritualidade.
Para aquelas ocasiões precisaremos contar com toda a firmeza de espírito, uma vez que trabalharemos sem consumir esforço físico e a nossa fé não poderá se mostrar abalada por eventuais falhas cometidas em prejuízo da supremacia dos frutos do espírito sobre as obras da carne. Naquelas oportunidades (e sempre), algumas das características do ser espiritual deverão manter-se preservadas, entre elas a própria fé, a prática da caridade, a postura de humildade e a consequente paz interior.
A segunda questão está intimamente ligada ao relacionamento no seio das famílias cristãs. Destacamos alguns valores cruciais para a qualidade dessa relação: longanimidade (que também é tolerância), disposição para perdoar, gratidão e humildade. Sem contar com tais atributos será difícil manter em bom nível a interação familiar. Em algumas cartas do Apóstolo Paulo aprendemos muito a esse respeito, como, por exemplo, em Colossenses 3.18-21 ou Efésios 5.22 a 6.4.
A terceira discussão se reporta diretamente aos desafios da nossa vida profissional (ou escolar). O equilíbrio pessoal será decisivo para que possam ser superadas as dificuldades frequentemente encontradas dentro desse grupamento, principalmente quanto às diferenças de objetivos e ideias existentes entre chefes e subordinados, professores e alunos ou mesmo entre colegas de trabalho ou de estudo.
A tal grupo de convívio será dedicada a maior quantidade de horas diárias pela imensa maioria da população, afinal de contas quem não estuda e nem trabalha, antes da aposentadoria? Alguns dotes como a mansidão, o amor ao próximo, o ato de perdoar, a humildade e a temperança serão de grande proveito para uma boa convivência, sendo que, novamente, podemos lançar mão de alguns dos ensinos do Apóstolo Paulo para balizar o nosso comportamento, dentre eles os contidos em Colossenses 3.22-41 ou Efésios 6.5-9.
Hoje em dia, porém, dois ambientes de menor tradição, mas crescente representatividade (principalmente entre os mais jovens), precisam ser adicionados ao nosso presente estudo. Estamos falando da convivência social propriamente dita (lazer, política, etc.) e do relacionamento através da internet, notadamente via redes sociais. Não dá para negar a força e a irreversibilidade dessas novas modalidades de convivência, mas a participação dos crentes poderá ser equilibrada se estiver apoiada no amor ao próximo, na temperança e, mais uma vez, na humildade.  
E como aprimorar todos esses dons, para que possamos colher os frutos da espiritualidade nas situações já mencionadas? Encontramos respostas nas Escrituras (Colossenses 4.2-6 e Efésios 6.10-18) e em algumas orientações que parecem óbvias, mas merecem ser lembradas.
Nos cultos, podemos dedicar ainda mais concentração às pregações, aos cânticos e às manifestações do Espírito Santo, por trazerem conteúdos de grande valor e confiabilidade. Em se tratando das reuniões citadas ao início desse texto, será fundamental reforçar a atenção aos trabalhos ali apresentados. Receber, com humildade e disposição para o atendimento, as recomendações de nossas lideranças religiosas também se faz importante, pois estamos sendo dirigidos por pessoas especialmente preparadas para essa missão.
A leitura frequente da Bíblia, com destaque para os ensinamentos do Senhor Jesus e as orientações deixadas por seus apóstolos, não poderá ser dispensada, assim como as orações ao Pai para que ilumine os nossos pensamentos de modo que passemos a agir de acordo com a sua vontade.
Para finalizar, relembramos o contido no Provérbio 15.33, que destaca a importância do temor a DEUS e da humildade em nossas vidas:
33O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra.
“O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra e vida”. Provérbios 22.4

Atualizado em ( 13-Nov-2014 )

Publicações