Em casa de ferreiro o espeto tem que ser de ferro

31 de Julho de 2016


Escrito por PAPE_JSD - Entrevista com o TOM   
28-Mar-2010
O PAPE INFORMA  Boletim Informativo das Atividades do Programa PAPE_JSD – nº. 24 - Fevereiro/2010.
Mensagem da Coordenação
 
Por José Fatuch Jr.
 
    Estamos de volta às atividades, com os ânimos renovados para mais um início de ano.
   Costuma-se ouvir que, no Brasil, o ano começa após os feriados de Carnaval, o que acho bobagem, pois conheço muita gente que já está a “mil por hora” desde o início de janeiro.

   E você, já fez o seu planejamento para 2010? Se precisar, aí vão umas dicas:

1) Analise a sua situação atual e defina em que pontos pretende mudar;
2) Estabeleça os seus OBJETIVOS, ou seja, AONDE quer chegar;
3) Procure transformar esses objetivos em números (METAS), que podem ser prazos, valores, quantidades, datas, etc;
4) Organize as AÇÕES que desenvolverá em busca dos objetivos traçados;
5) Dê início às ações, procurando avaliar o seu desempenho de tempos em tempos e revise o plano, se for o caso.
   
    Nesta edição temos bons exemplos de como podemos (e devemos) conciliar a nossa dedicação a pilares importantes de nossa vida material – educação e trabalho, sem prejudicar o nosso envolvimento com o mais importante pilar, que é a nossa Igreja.

   No primeiro caso, o esforço de um de nossos coordenadores – Carlinhos, que percebeu a necessidade de evolução em seu trabalho. Leia no Espaço Educação.

   No segundo, apresentamos o esforço do Wellington (TOM) na busca pelo seu desenvolvimento. Leia a entrevista.
   Até a próxima, se DEUS quiser
  
“Há 20 dias” e  “a 20 dias”: qual usar?
 
(Por Júlia)
  
O emprego da preposição "a" e da forma "há", do verbo "haver", sempre causou dúvidas. Entretanto, ao escrevermos mensagens, documentos ou relatórios, é importantíssimo nos atentarmos para a forma correta, a fim de evitarmos uma interpretação errada de nosso texto.

Quando se trata de tempo passado, usa-se a forma verbal, portanto, “Há 20 dias, comecei a trabalhar aqui”, ou seja, “Faz 20 dias que comecei a trabalhar aqui”.

Porém, quando não se trata de tempo decorrido, emprega-se a preposição "a", que indica distanciamento. Assim, quando queremos dizer “20 dias antes do início do prazo”, usamos “a 20 dias do início do prazo”.

Portanto, devemos ficar atentos, pois, apesar da similaridade das palavras, os usos podem alterar o sentido da frase.
 
Texto baseado em artigo de Thaís Nicoleti para UOL Educação
  
ATENÇÃO! PALESTRA SOBRE A PREVIDÊNCIA OFICIAL  - INSS
DATA: 07.03         HORÁRIO: 14:30 H
LOCAL:
SINDICATO DOS ELETRICITÁRIOS DE CAMPINAS, SITUADO À RUA DOUTOR. QUIRINO, 1.511 – CENTRO - CAMPINAS
  
ESPAÇO PROFISSÃO
 No espaço profissão desse mês, como o Sidney não pôde enviar o seu artigo, iremos postar duas respostas à cartas escritas para o comentarista MAX GEHRINGER, da CBN, no final do ano passado. Max responde à dúvidas sobre carreira diariamente na rádio CBN e também é colunista da revista Época. 
 
Quem é bom sempre encontra o seu espaço (22/12/2009)
 
Tenho 16 anos — descreve uma jovem ouvinte — estou me preparando para entrar no mercado de trabalho, mas todo dia alguém previne que estou sendo muito otimista e que vai ser difícil eu conseguir um bom emprego. Por que isso acontece?

Para quem aprecia explicações, há muitas: A primeira é que tem gente demais no mundo. A humanidade atingiu o primeiro bilhão de pessoas no ano de 1804, mas para chegar ao segundo bilhão apenas 123 anos foram necessários. Isso aconteceu em 1927. Apesar das enormes perdas de vidas na segunda guerra mundial, o terceiro bilhão foi atingido 53 anos depois, em 1960, e apenas 14 anos foram necessários para chegarmos ao quarto bilhão, em 1974.

Hoje estamos caminhando para o sétimo bilhão. Isso deve acontecer daqui a 18 meses. Outra grande mudança foi a localização de tanta gente. No Brasil, há 100 anos, 70% das pessoas estavam no campo, vivendo da lavoura. Atualmente, 70% moram em cidades e vivem de seus empregos. Se não bastasse isso, a quantidade de pessoas requeridas para executar o trabalho diminuiu muito. O progresso tecnológico permitiu que uma única pessoa possa dar conta, nos dias atuais, de tarefas que requeriam três ou quatro pessoas há 50 anos.

E há também o aumento da expectativa de vida. Nossos avós aceitavam pacificamente que tinham que se aposentar antes dos 50 anos. Hoje quem tem 60 anos nem está pensando em desocupar a cadeira. O resultado de tudo isso é uma competição acirrada pelas melhores vagas naquelas empresas que pagam bons salários e proporcionam oportunidades de rápido crescimento profissional. É por isso que, quando uma empresa anuncia que vai contratar dez estagiários, aparecem cem candidatos, todos eles muito bem preparados. Então, respondendo à nossa jovem ouvinte, realmente há mais gente boa do que bons empregos.

Mas uma coisa não mudou: Em qualquer momento da história uma pessoa em cada dez conseguiu se destacar e se sobressair. Antigamente mais pela força. Atualmente mais pelo talento. É isso que a nossa jovem ouvinte precisa ter em mente: Quem é bom sempre encontra o seu espaço. O mundo pode estar rodado de gente, mas a nossa ouvinte não está competindo com 7 bilhões de terráqueos ou com 200 milhões de brasileiros. Ela apenas precisa mostrar que é melhor que os nove jovens que irão competir diretamente com ela por uma boa oportunidade.
 
 Ética: pequeno deslize pode enterrar carreira promissora (25/11/2009)
 
A consulta de hoje é sobre ética. A carta do ouvinte é longa, algo comum quando alguém está precisando desabafar. Resumindo a história, o nosso ouvinte tem 26 anos e era gerente de planejamento da filial de uma empresa nacional de grande porte. Há quatro meses, a pedido do diretor dele, o nosso ouvinte deu, como ele escreveu, uma “mexidinha” nos números que o diretor tinha que apresentar à matriz. Em palavras mais cruas, o diretor pediu para o nosso ouvinte dar uma maquiada nos resultados.

Nosso ouvinte balançou porque sempre foi ético. Mas o diretor prometeu que assumiria a responsabilidade se algo acontecesse. Bom, algo aconteceu. Alguém da matriz desconfiou dos números e pediu uma auditoria. Revelada a “mexidinha”, o diretor foi dispensado e o nosso ouvinte também. Agora o nosso ouvinte que, além de ser ético não sabe mentir, se vê diante daquela pergunta óbvia dos entrevistadores: ‘Por que você foi dispensado?’. Nas 5 entrevistas que já fez, o nosso ouvinte não passou nem na primeira peneirada. Embora seja fácil dizer que o ouvinte não deveria ter feito o que fez, essa situação não é do tipo “uma em um milhão”.

Está mais para “uma em mil”, o que significa que outros ouvintes podem estar tomando um susto neste exato momento. Voltando ao nosso ouvinte... Eu consultei três profissionais de recrutamento e os três me responderam que não admitiriam o nosso ouvinte. Não porque um erro não deva ser perdoado, mas porque, em qualquer processo de seleção, sempre aparecem bons candidatos com passado profissional impecável. Nosso desafortunado ouvinte só conseguirá um emprego por indicação direta de um amigo e sem ter que passar por uma bateria de perguntas para as quais ele não terá respostas plausíveis.

Eu até poderia dizer que sinto muito, mas, no fundo, não sinto. Quer dizer, sinto, mas, não muito. Estou relatando o caso mais para que outros ouvintes em situação parecida possam parar e refletir. A sugestão é que eles tentem encontrar um novo emprego enquanto estão empregados e, portanto, ainda não precisam inventar explicações para atitudes inexplicáveis. Para aqueles que, por temor ou por outro motivo, preferem arriscar e ficar na moita, vale a lembrança de que ética não é creme dental. Para estes, como apregoa a propaganda, 99% de proteção bucal é o mesmo que 100%. No caso da ética profissional é o contrário: Só 1% de deslize já é o suficiente para enterrar uma carreira promissora.
  
ESPAÇO EDUCAÇÃO 
 
Por Carlinhos Edwiges                 
                   
Em casa de ferreiro o espeto tem que ser de ferro
 
     Em maio deste ano, devo participar da formatura de minha segunda faculdade.
     Quando conclui a primeira na área da educação, como muitos, tive o desejo de já prosseguir, fazendo pós-graduação e mais outros tantos cursos. A vinda para Campinas, a nova realidade, tudo diferente, tudo longe, enfim, algumas circunstâncias dificultaram a realização dos planos e quanto mais o tempo passou, mais difícil ficou voltar à sala de aula.

     Então o Pape deu início a suas atividades com palestras, debates e trabalhos, um esforço para ajudar no crescimento profissional e estudantil da nossa comunidade, principalmente dos jovens.

     É gratificante para a coordenação quando sabemos dos avanços dos membros do grupo, como passar num vestibular, num vestibulinho, acessar o Prouni ou conseguir um emprego melhor. A vitória de cada um é a recompensa por toda dedicação e tempo investido nesse trabalho.

     É um momento que aproveito para agradecer publicamente ao Fatuch, ao Sidney, a Julia e a todos que fazem parte do Pape, que direta ou indiretamente colaboraram e incentivaram o retorno aos estudos, afinal nunca terminamos os estudos.

     Voltar a estudar, enfrentar uma faculdade novamente, já casado, com filho, é mais difícil do que quando solteiro, por causa dos compromissos e responsabilidade que assumimos.

     Mas, os nossos encontros de grupo aos domingos, as nossas reuniões de coordenação para definição e preparação de temas, me ajudaram a perceber a necessidade da constante atualização, que o tempo vai passar esteja você estudando ou não, que as coisas não são tão fáceis como podem parecer, mas também não são tão difíceis como muitas vezes imaginamos.

     E para esclarecer o título deste texto, não poderia estar incentivando a todos para estudar, buscar mais formação para crescer e progredir, ao mesmo tempo que estava acomodado no conforto de uma função pública.

     Resolvi investir tempo e dinheiro para me formar na área de gestão pública, que é a minha atual área de atuação, e isso aconteceu em boa parte, graças ao incentivo dos companheiros do Pape.

     Com este meu depoimento, o que quero deixar de mensagem é que não devemos ficar acomodados em uma zona que consideramos de conforto, pois nunca é tarde para buscar uma melhor posição, através do esforço, da luta, da busca por qualificação e isso o Pape tem se empenhado a incentivar.

     Temos aprendido que o mundo do trabalho está ficando cada vez mais moderno, maIs competitivo e isto não é motivo para desanimar, pelo contrário, é o momento de buscarmos mais preparação para enfrentarmos esta situação e sermos vencedores.

     É o momento de canalizar o nosso esforço para aquilo que nos trará benefícios, tanto para o futuro mais próximo, um ou dois anos, como principalmente, para um futuro mais distante, dez anos ou mais.

     Enfrentarmos um curso técnico, profissionalizante, uma faculdade, por dois, três, quatro anos ou mais, certamente envolverá alguns sacrifícios. Às vezes há necessidade de abrir mão de algum lazer, seja em família ou com os amigos. Se pensarmos apenas nos sacrifícios, ficaremos desmotivados, por isso devemos valorizar os nossos objetivos, no benefício que este sacrifício nos trará, como uma boa qualificação para a nossa empregabilidade.
     Pessoal, é isso. Valeu.
  
ENTREVISTA DO MÊS
 
Dando continuidade à série de entrevistas com jovens recém-formados da Sã Doutrina, o nosso convidado de hoje é o WELLINGTON LUCIANO HIGINIO FERREIRA, mais conhecido como TOM. Filho de nossos irmãos JOSUE ALVES FERREIRA e MARIA HIGINIO DE LIMA FERREIRA (os famosos Zuzu e Maria Regina), participa ativamente das reuniões e trabalhos da congregação do Jardim São Cristóvão e acabou de concluir o curso superior em Contabilidade.
 
1) Você acabou de concluir o curso de Contabilidade. O que achou dele? Você o indicaria a alguém?
R: Graças a Deus eu consegui terminar a faculdade! A principio, quando eu terminei o ensino médio, eu queria ter feito educação física. Depois de uma longa conversa com meus pais, ele me fez refletir melhor e eu optei em fazer o vestibular para dois cursos, Ciências Contábeis e Administração. O curso de Contábeis, em minha opinião, é um dos melhores que existem. O mercado de trabalho pra essa área e muito extenso, dificilmente uma pessoa fica desempregada, sem contar que na maioria das vezes, a remuneração vale muito a pena.

2) Foi difícil conciliar o curso com o trabalho? Como você encarava isso?
R: Desde o primeiro ano, eu sempre trabalhei na área que estava estudando, então não tive muita dificuldade. Pelo contrario, é muito mais fácil você estudar algo em que já trabalha.
 
3)E atualmente, onde você está trabalhando?
R: Atualmente eu trabalho na SIEMENS LTDA, em Jundiaí, uma empresa multinacional, de origem Alemã, que atua na área de geração de energia, ou seja, fabrica transformadores, radiadores e turbinas, entre outros produtos.
 
4) Em suas atuais atividades você consegue aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade?
R: Praticamente em todas as atividades que eu faço, acabo aplicando quase tudo do que eu aprendi na faculdade na empresa. Eu acho isso muito bom porque o que eu aprendi esta sendo utilizado no meu dia-a-dia.
 
5) Vai parar os estudos por aí ou pretende continuar estudando? O que gostaria de fazer?
R: Bom, a principio nesse ano de 2010 eu pretendo fazer um curso técnico de Analista Fiscal, de curta duração. Já para o ano que vem, se Deus quiser, eu irei fazer uma pós-graduação voltada para a área tributária, que é o meu ramo de atuação. Já um plano de longo prazo e eu também pretendo estudar o curso de Direito, também focado na parte de tributos.
 
6) E a vida religiosa, como manter o engajamento diante dos compromissos escolares e profissionais?
R: Olha, não é uma coisa muito fácil conciliar esses dois pontos. A contabilidade exige do seu profissional uma atualização constante de tudo o que está acontecendo dentro da própria contabilidade. E muitas vezes a maioria dos cursos, palestras e apresentações são feitos aos sábados. É preciso ter muito jogo de cintura nessa parte para não prejudicar os estudos, ou trabalho, sem infringir o lado religioso.
 
7) Em seu trabalho já enfrentou alguma situação difícil em virtude de nossa religião? Como resolveu?
R: Olha, o que sempre ocorre é que quando o fechamento de mês cai no final de semana, a coisa é muito complicada. Sempre em minhas entrevistas eu deixei bem claro a minha religiosidade e que por isso aos sábados não iria trabalhar. Até o momento, graças a Deus, isso nunca foi um motivo que fizesse eu perder uma vaga de trabalho. Assim, em todas as empresas que eu passei, nunca me exigiram isso. Mas para compensar, em feriados ou aos domingos eu sempre me coloquei a disposição.
 
8) De que maneira o PAPE poderia prestar melhor apoio aos nossos jovens?
R: Primeiramente, gostaria de dar os parabéns a todos da coordenação do PAPE pois este é um trabalho de grande importância para todos. O trabalho de vocês já e algo que apóia os jovens em muitas coisas. É difícil pensar em algo que poderia ser acrescentado, visto que o trabalho de vocês é excelente.  Vocês poderiam fazer uma enquete com os jovens participantes do PAPE, onde eles iriam responder qual a profissão que lhe interessam saber um pouco mais, que tenham desejo de conhecer para quem sabe atuar nisso futuramente. Feito isso, vocês fariam uma pesquisa sobre esse profissão e depois apresentariam para todos. Talvez essa não seja uma idéia muito viável, mas foi o que veio em minha mente de inicio.
 
Atualizado em ( 14-Dec-2010 )