Desaprender o velho para aprender o novo

31 de Julho de 2016


Escrito por PAPE_JSD - Entrevista com Marivaldo Baptista   
08-Oct-2008

O PAPE INFORMA Boletim Informativo das Atividades do Programa PAPE_JSD – nº. 11 - Abril e maio de 2007. 
Mensagem da Coordenação
Por José Fatuch Jr.

   Em nossa última edição tratamos da importância do planejamento como ferramenta para consecução de nosso objetivos.

   Também discorremos sobre a necessidade de se preparar um plano com metas realistas, baseado na licitude e na ética, com a sua disposição para a realização de esforços pessoais e, principalmente,  depositado nas mãos do Senhor (S.Tiago, cap.4).

   Hoje falaremos um pouco sobre objetivos e metas, qual a diferença entre esses dois termos e porque devem ser exeqüíveis, isto é, executáveis.

   Objetivos, nesse caso, são os lugares, estágios, situações e benefícios, entre outros propósitos, que nós desejamos ver atingidos após a elaboração e a aplicação de um plano.

   Esses anseios devem ser de realização possível, para que você não desista no meio do caminho, mas não tão fáceis de concretizar para que você não se sinta desestimulado ou deixe de empregar o que há de melhor em si.

   As metas são semelhantes aos objetivos em suas definições, mas o termo é mais utilizado em relação a números, valores ou marcas.

   Vamos a um exemplo?
   Suponhamos que você pretenda elaborar um plano para a sua carreira escolar ao longo de 2007 e um de seus  objetivos é passar direto em todas as matérias. Esse é um propósito viável, não tão fácil e que vai lhe exigir algum esforço pessoal. Em suma, um bom objetivo.

   Nesse caso, a sua meta deverá ser conquistar, em cada uma das disciplinas, no mínimo a nota  7, ou a  exigida pela Escola para que você fique livre dos exames.

   Agora que você já está preparada(o) para elaborar um plano para a sua carreira escolar e/ou profissional, que tal selecionar alguns objetivos para compor o planejamento? No número anterior do Jornal do PAPE repassamos algumas dicas para isso. Não se esqueça das metas.

   Até a próxima, se DEUS quiser.
  
Nanotecnologia: O Início de uma Nova Era na História da Ciência
Já ouviu falar em nanotecnologia? Não?! A partir de agora você vai ouvir falar muito. "Nano" é um prefixo que vem do grego e significa "excessiva pequenez". Um nanômetro, que é uma unidade de medida, representa um metro dividido por um bilhão, ou seja, mais de um milhão de vezes menor que o diâmetro de um fio de cabelo! Portanto, a nanociência é o estudo da natureza nessa escala atômica. Com a nanotecnologia, os cientistas poderão reorganizar ou desenvolver moléculas e células inteligentes, que oferecem ao ser humano possibilidades inversamente proporcionais ao seu tamanho.

No MIT (Massachussets Institute of Technology) -um dos mais bem conceituados centros tecnológicos do mundo- já se desenvolveu um nanorrobô, que localiza e ataca células cancerígenas de um tecido animal sem afetar as células saudáveis.

A nanotecnologia não é coisa do futuro, ainda que próximo, mas uma realidade presente. É o que se pode confirmar com certos eletrodomésticos, como os refrigeradores Silver Nano, da empresa coreana Sansung. Eles criam um ambiente protegido contra bactérias e fungos, pois têm a estrutura interna revestida com nano partículas de prata, que fulminam os microrganismos.

A nanotecnologia também já está em uso na indústria têxtil, criando tecidos que não amassam, não sujam, não pegam cheiro e que até mudam de cor no sol.
Isso é só o começo! Fique por dentro desse avanço tecnológico!
  
Escrevendo Certo
“Senão” ou “Se não”?
Quando se escreve junto e quando se escreve separado? Há uma boa dica para saber quando a construção é escrita de forma separada. É só trocar por "caso não" ou "quando não". Dois casos para ilustrar:

- Para ser promovido, tem de ter muito esforço, porque, se não tiver, irá permanecer sempre no mesmo cargo (se não tiver = caso não tenha)

- Os controladores ameaçam parar na Páscoa se não houver definição da gratificação salarial (se não houver = caso não haja)
Use-se junto (senão) quando substituimos por "do contrário", "a não ser", "mas sim" ou "mas também" (nos dois últimos, para reforçar alguma informação):

- Todas têm um excepcional preparo vocal. Senão nem teriam sido selecionadas para o grupo (= do contrário)
- O presidente da empresa disse que não teria outra saída senão vender parte das ações (= a não ser)
 
A dica é do Professor Paulo Ramos, do Grupo Folha-Uol.
  
ESPAÇO PROFISSÃO
Por Sidney Mendes
 
FOCO NO RELEVANTE
Abrahan Lincoln já dizia que ninguém trabalha melhor do que aquele que faz só uma coisa.  O que ele queria dizer com isso é que quando alguém executa uma atividade específica e mantém o foco e o direcionamento para aquela tarefa em questão, a tendência é que essa pessoa consiga um resultado, em termos de qualidade e produtividade, muito superior  às demais pessoas, que executam diversas atividades diferentes. 

Assim sendo, o mercado de trabalho recompensa com altos salários, aqueles que são “especialistas” em sua área de atuação, razão pela qual inúmeros profissionais buscam a tão sonhada  especialização em mestrados e doutorados. Também em nossas vidas, as coisas funcionam dessa maneira. Temos de ter foco naquilo que realmente importa para o nosso futuro.  Planejamento e disciplina nada mais é do que  o direcionamento de nosso dia a dia para as atividades que de fato farão a diferença rumo as conquistas de nossos objetivos.

Vejam o depoimento de um colega da empresa onde trabalho, onde ele fala sobre foco e direcionamento em nossas vidas.  Esse texto foi extraído de uma publicação interna da CPFL, em um artigo onde o assunto era  sobre o cuidado que todos nós temos de ter com as finanças pessoais. No entanto, o depoimento é uma verdadeira lição de vida, onde ele mostra que o foco é fundamental para conseguirmos atingir nossos objetivos. 

 “Quando concluí o curso de Eletrotécnica, fiz o processo de seleção na CPFL. Foi aí que começou a minha história de sucesso, em dezembro de 1984, quando fui admitido como praticante de eletricista de rede.  Fiquei feliz, mas ainda não era o bastante; meu grande objetivo era me formar em direito. Para isso, era preciso ter sucesso em outra tarefa importante: saber administrar meu salário, meu tempo e minhas prioridades.

Passei a economizar o meu salário para pagar a mensalidade da faculdade e comecei a abrir mão de diversas coisas, para reduzir gastos. Comprar  livros eu não podia. A saída foi emprestá-los de colegas ou na biblioteca.

Consegui concluir  o curso e me formar. Feliz da vida,  havia realizado o que sempre quis – e também estava recém-casado. Vida nova, um novo projeto: passei a sonhar com a casa própria. Esse era o próximo passo e é assim que se deve caminhar, um passo por vez. Acredito que vários objetivos não levam a nada. A pessoa deve focar em um único objetivo e, com determinação e perseverança, certamente irá alcançá-lo. Na época, eu não possuía rendimentos suficientes para obter um financiamento e comprar a minha casa. Planejei as etapas para realizar mais esse sonho.

   Fiz uma poupança, e com o dinheiro que juntei, comprei o terreno. Depois, ao longo de 5 anos, fui construindo e, finalmente, decorando a casa.

   Nesse espaço de tempo, deixei de viajar, de ir ao cinema, de jantar fora – só não abri mão do meu carro, que eu chamava de “locomoção”: apesar de  velho, exercia a sua função!  Não foi fácil conseguir – e ninguém disse que seria. Mas isso só aumenta o valor dos meus sonhos realizados: cursar a faculdade de direito e ter a minha própria casa.

   A receita desse sucesso tem dois ingredientes principais. O primeiro é jamais gastar mais do que se tem. Graças a isso, sempre tive estabilidade. O segundo, é manter o foco em um único objetivo por vez. Foi isso que me possibilitou alcançar meus objetivos!

   Atualmente, as pessoas possuem muitos  desejos e, quando tentam conquistar tudo ao mesmo tempo, perdem o foco e desistem. Isso pode nos levar a assumir compromissos financeiros e, no final, não conseguir pagar.

   Devemos cuidar para não dar o passo maior que a perna!”
Wlademir Nolasco – Gerente da Divisão Jurídico Empresarial CPFL – Campinas
 
Para quem quiser ler mais sobre Foco, recomendo o livro “ Foco- Uma questão de vida ou morte para sua empresa” de AL  Riers.  Nesse livro, o autor fala sobre foco nas empresas e no mundo dos negócios, porém as lições extraídas do livro são de grande utilidade  para o nosso dia e os “cases” apresentados são de grande valia para o entendimento da importância de se manter o foco sempre, para a conquista de nossos objetivos de vida. Portanto, meus caros, Foco no Relevante!
 
 ESPAÇO EDUCAÇÃO
Por Fabiana Mendes Hidalgo
 
DESAPRENDER O VELHO PARA APRENDER O NOVO
Paulo Freire entendia que a principal função da educação é seu caráter libertador. Através do conhecimento, conseguimos nos tornar agentes de transformação social e, de alguma maneira, contribuir para a melhoria do ambiente em que convivemos. Agregadas à palavra EDUCAÇÃO, podemos relacionar ensino, instrução, criação, disciplina, aquisição de conhecimento, aprendizagem forçada de maneiras ou moralidade - todas elas fazendo alusão a dois processos complementares que podemos descrever com propriedade como “crescimento individual” e “iniciação social” (Read, 1986, pág. 18).

   Ensino não se limita somente à transmissão de informação, e sim abrange o sentido de patrimônio pessoal. Não pode ser enxergado só como adestramento ou condicionamento dos seres humanos, mas como incentivo à autonomia pessoal. Como resultado da (in) formação, notamos a capacidade seletiva que as pessoas adquirem, pois conseguem priorizar certas coisas em detrimento de outras.
  
  Vamos aproveitar as ferramentas que o conhecimento material nos proporciona e aliá-las à sabedoria espiritual, que graças ao bom Deus temos, para tirar o máximo provei-to daquilo que nos é passado. O PAPE é um ótimo exemplo disso, pois nos oferece o discernimento sobre nossa escolha profissional, de acordo com nossa vida cristã, bem como perspectivas para um futuro promissor e repleto de bênçãos!

   O texto a seguir nos mostra um exemplo de coragem e ousadia. Que todos consigam, em certos momentos da vida, enxergar o significado da flor amarela no bonito vaso de porcelana!
   A PAZ de DEUS seja com TODOS!
 
A FLOR AMARELA E O VASO DE PORCELANA

   Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou então todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:

   -"Assumirá o posto o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar."

   Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse apenas:

   -"Aqui está o problema!" Todos ficaram olhando a cena. O vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro.
   O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

   Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e... ZAPT!..

   Destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

   -"Você será o novo Guardião do Castelo."

   Moral da História: Não importa qual o problema. Nem que seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado. Um problema é um problema. Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou.

   Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido.
   Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso

de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes. Espaço esse indispensável para recriar a vida. Existe um provérbio oriental que diz: "Para você beber vinho numa taça cheia de chá é necessário primeiro jogar o chá fora, para então, beber o vinho."
Ou seja, para aprender o novo é essencial desaprender o velho.
 
 Entrevista do Mês:
   Hoje estamos entrevistando nosso irmão Marivaldo Baptista de Oliveira, casado com a Roseleide Machado Baptista de Oliveira (Rose). Moram no DIC V em Campinas, sendo que ela trabalha no Ateliê ModaFesta.

PAPE: Qual a sua formação e quais os cursos que frequentou para obtê-la?
MARIVALDO: Sou Bacharel em Administração com Habilitação em Sistemas de Informação. Sempre estudei em escola pública, até maio de 1987 (1º semestre da 8ª série) estudei em período diurno, a partir dessa data passei para o período noturno porque comecei a trabalhar na UNICAMP como mensageiro (ou Office-boy). Concluí o ensino médio em 1990, mas não tinha condições, na época, de fazer um curso superior devido as possibilidades, tinha apenas 02 (duas) opções em de Faculdade em Campinas, na UNICAMP os cursos eram diurnos e eu precisava trabalhar, então estava descartada essa possibilidade. A outra opção era a PUCC, mas a mensalidade era maior que o meu salário, ou seja, sem chance.  Após a conclusão do ensino médio comecei a fazer alguns cursos básicos de informática como MS-DOS, RDP, LOTUS-123, etc.
 
P -Fale sobre os desafios ou esforços necessários para obter a sua formação.
M -Meu primeiro desafio para obter minha formação (graduação), foi decidir qual curso fazer. Por um lado tinha vontade de cursar Sistemas de Informação ou Ciência da Computação, mas desde o meu ingresso na UNICAMP sempre trabalhei na DGA - Diretoria Geral da Administração, ou seja, toda minha experiência era na área admi-nistrativa, se partisse para a área de informática seria como iniciar uma nova carreira, se permanecesse na área administrativa, a experiência associada a formação, poderiam contribuir para meu crescimento e reconhecimento profissional, porque eu poderia ser melhor utilizado dentro da Instituição.

Foi quando surgiu um curso na Facul-dades Fleming (Grupo COC), de Administração com ênfase em Análise de Sistemas, cujo objetivo do curso era nos 02 primeiros anos Administração pura e os 02 últimos anos mais direcionados para gerenciamento, utilizando-se de ferramentas de Sistemas de Informação. Esse curso conseguia atender tanto a minha vontade de estudar algo ligado à informática, quanto minha necessidade de não perder a experiência adquirida na área administrativa.

Além desse primeiro desafio, tive outros como conciliar trabalho, faculdade e compromissos do lar, a questão financeira foi outra dificuldade, até porque em 2002, quando iniciei o curso de graduação não tinha o Prouni, sendo assim, tive que recorrer ao FIES - Financiamento Estudantil, mas consegui, graças a Deus primeiramente.
 
P- Qual o cargo que ocupa, quais as atividades que desenvolve e se as mesmas estão ligadas à sua formação?
M – Atualmente trabalho na Sub área de Transportes, ligada a Diretoria Geral da Administração da UNICAMP, atuo como gerente da Seção de Operações de Transportes, responsável pelas viagens oficiais da Universidade.

Comecei a trabalhar nesta área em 2002 (1º ano de faculdade) como responsável pelo agendamento de transportes, a convite da Coordenadoria da DGA que precisava de alguém com potencial gerencial e também com uma visão diferenciada de informática, pois havia uma possibilidade de mudança e como eu participava de um programa chamado “Potencial Gerencial” e também porque trabalhei de 1993 a 2002 na Sub área de Controle de Documentação da Universidade, acompanhei a implantação de um Sistema informatizado de controle de documentos na Universidade e desenvolvia atividades de treinamento, credenciamento, acompanhamento de novos usuários e melhorias no sistema.

Em 2004 ocorreu aquela possibilidade de mudança, fui convidado para representar a Seção de Operação de Transportes com a meta de viabilizar algumas melhorias no Sistema de Informação existente na Sub área de Transportes, em especial, implantar um Sistema de Agendamento Eletrônico de viagens para a Universidade.

Estamos em fase final de desenvolvimento do Sistema com previsão para implantação ainda no 1º semestre de 2007. Considero que minhas atividades atuais estão totalmente ligadas a minha formação e isto, independente de qualquer valorização financeira, é muito gratificante.
 
P- Algumas vezes você foi convidado a palestrar sobre os avanços da informática em reuniões de jovens na Congregação do Jardim São Cristóvão. Fale um pouco sobre o conhecimento adquirido nesta área.
M– Meu “gosto” pela informática iniciou em 1993, quando iniciei uma atividade na UNICAMP onde precisei fazer alguns cursos específicos de Administração de Redes (Unix). A partir dessa ocasião comecei a me inscrever em todos os cursos, seminários e palestras promovidos pelo Centro de Computação da UNICAMP, relacionados ao assunto.

Cheguei a decidir que essa seria a minha área de atuação profissional, mas como citei anteriormente, acabei permanecendo na área administrativa, porém com um perfil voltado para a informática, até porque, hoje é quase impossível administrar sem utilizar os recursos da Tecnologia da Informação. Atualmente não tenho me atualizado muito nesta área por meio de cursos ou palestras devido a outros compromissos e responsabilidades assumidas, mas sempre que posso folhear um jornal ou revista, por exemplo, acabo sempre nas colunas “digitais” para não correr o risco de ficar totalmente desconectado.
 
P- Para os nossos leitores que estão buscando um direcionamento em sua vida escolar o que você recomenda?
M – Não é uma tarefa muito fácil, mas o primeiro grande passo é se identificar com o curso ou a área que pretende atuar e não apenas fazer um curso, porque pode ser o mais lucrativo, até porque isto é muito subjetivo (não há uma regra). O sucesso ou a realização profissional não significa propriamente muitas $$$ (cifras) na conta bancária. Tudo bem que isto ajuda e precisamos sobreviver, mas é imprescindível lembrarmos sempre, que temos coisas mais importantes na “vida”, que não podem ser sacrificadas em função do nosso sucesso profissional.
CONTINUE LENDO ESTA ENTREVISTA NA INTEGRA NO “SITE” DO PAPE, NO YAHOO. TEM MAIS!  

Atualizado em ( 09-Nov-2008 )