Escolhas Morais e os Valores do Cristão

Escrito por Jaqueline Borges de Queiroz

E-mail do autor: jaquelineb820@gmail.com

7 de Janeiro de 2018


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Muito se tem estudado sobre o comportamento humano: nossas emoções, sentimentos, motivações. Um aspecto abordado pelas áreas de educação, filosofia, psicologia (entre outras) é a moralidade, tema importante quando se pensa na convivência social. Assim, se quisermos refletir sobre nosso princípios, a psicologia moral pode contribuir significativamente, pois ela busca entender o motivo de seguirmos determinados valores. Por que não roubar alguém que esteja andando de forma descuidada pela rua, por exemplo?

Do ponto de vista legal, roubar ou furtar é crime. Da perspectiva cristã, é pecado – trata-se, inclusive, de um dos dez mandamentos: “Não furtarás” (Êxodo, 20:15). Portanto, moralmente falando, roubar é errado. É por isso que, se considerarmos a população como um todo, são poucos os que roubam. Mas há uma diferença, em termos morais e éticos, entre aqueles que não o fazem por medo de algum tipo de repreensão e aqueles que não o fazem simplesmente porque consideram errado. Vamos tentar entender melhor.

Claro que roubar é algo grave, e as pessoas não andam por aí com vontade de furtar carteiras. Mas imagine a seguinte situação: alguém deixa cair o celular do bolso e não percebe. A pessoa está prestes a ir embora. Você acha que sua decisão de pegá-lo ou não dependerá de quem está olhando? Ou mesmo que ninguém percebesse você jamais se apossaria do aparelho?

Há pessoas que conhecem os valores morais que circulam na sociedade, mas só os respeitam de forma circunstancial, ou seja, quando há a possibilidade de que alguém descubra e isso gere uma punição ou fira sua imagem diante da comunidade a qual pertence. Nestas pessoas, portanto, tais valores morais são periféricos.

Mas há também aqueles que conservam seus valores independentemente da circunstância, ou seja, fazem o certo simplesmente porque é o certo a se fazer. O não cumprimento de determinadas regras sociais leva à culpa e à vergonha, pois neles o sentimento de aceitação ou obrigação para com as regras é interno e fundamentado na reciprocidade (não faço com o outro aquilo que não gostaria que fizessem comigo). Nestas pessoas, os valores morais já se tornaram centrais.

Cabe questionar, então, se com nossas ações estamos nos assemelhando mais ao primeiro ou segundo tipo de pessoa. Não é difícil concluir que, para aqueles que seguem os preceitos bíblicos, é importante fazer o certo não só porque haverá consequências punitivas, mas também porque é uma prova de amor ao próximo e a Deus. Os mandamentos contidos na Bíblia Sagrada são valores centrais, e as leis do mundo também devem ser respeitadas, conforme Jesus recomendou.

 

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